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segunda-feira, agosto 06, 2018

TV aberta no horário da tarde está um porre. Né não?


Do SBT eu preferia quando tinha a Thalia.
Após a TV Record despontar na audiência com o quadro A Hora da Venenosa (com Fabíola Reipert) no Balanço Geral, Silvio Santos resolveu lançar o Fofocalizando (inicialmente chamado de Fofocando) (com uma trupe de fofoqueiros de plantão). A princípio nada da audiência conspirar a favor, até que Silvio, que nem a cara tem de bobo, começou a criar situações-problema no programa. Ao estilo Maria Mercedes, Maria do Bairro, Marimar e afins, cada fofoqueiro foi ganhando uma personalidade. Mara Maravilha é a vilã-mor, com Lívia Andrade a tiracolo. Se fosse novela da Globo, certamente seriam Laureta e Karola, mas como o Fofocalizando se tornou uma novela mexicana, temos a Soraya Montenegro (M. do Bairro) e  a Angélica (Marimar), respectivamente.
Fofocalizando não conta nada além do que a Venenosa conta do mundo pantanoso dos famosos, mas se diferencia com o Casos de Família que se instalou em seus bastidores (que eu acho que é tudo encenado mesmo). O público tem adorado. A audiência vem se destacando a ponto de ter derrubado a reprise de Celebridade e ter deixado a sua substituta Belíssima com audiência parca. O Fofocalizando não é 1º lugar do ibope, mas o Vale a Pena Ver de Novo há tempos não alcança mais do que 15 pontos. Raras são as exceções.
A Globo devia se mexer. Tanto Celebridade quanto Belíssima são boas novelas, mas a sessão de novelas devia relançar sucessos dos anos 1990. Torço por Cara & Coroa e Sonho Meu.
O Vídeo Show também já deu o que tinha que dar. Não me conformo com o que fizeram com a Xuxa e a Angélica (e também com o Jô) e insistem nesses pseudos-apresentadores.
Que tal Angélica numa espécie de Estúdio i (Globo News)?
Quanto à Sessão da Tarde, quando eles resolvem passar filmes bons, a audiência é boa.
A Record é metade Balanço Geral, metade Cidade Alerta. E se dá bem com os dois programas. Peca um pouco com as suas reprises de novelas, mas os resultados até que são satisfatórios.
Voltando ao SBT, o Bom dia & Cia cresceu e vira um Boa tarde & Cia depois do meio-dia. Daí entram as novelas mexicanas, sempre com bom ibope: Fofocalizando, Casos de Família e as novelas da Televisa.
Resumindo: a programação da tarde das TVs abertas é muito ruim.
Tudo bem, a da manhã também deixa a desejar. Está mais do mesmo, mas isso vale um outro post.


domingo, julho 29, 2018

Explode Coração, capítulo final (um capítulo ruim, por sinal)

Mesmo com Ricardo Macchi ruim, o Cigano Igor é o personagem mais carismático de Explode Coração. A novela foi dele e da Dara (injusto ela ter ficado com o Júlio Falcão).

Com 155 capítulos chegou ao fim nesta sexta-feira a novela que deu origem a tantas outras com praticamente a mesma temática: mocinha jovem rebelde que rejeita os costumes de seu povo para viver um grande amor. A Dara é a mãe de todas elas: Jade, Maya etc. 
Como eu queria que a Dara ficasse com o Igor, mesmo o Ricardo Macchi sendo, na época, horrível como ator (engraçado que como o Genésio de Por Amor (1997) ele foi bem) (ele melhorou muito depois disso, o problema é que ficou marcado pelo robótico Igor) (Tereza Seiblitz eu apostava alto! Veio de bons papéis, principalmente como Joaninha de Renascer, de 1993, mas ficou por isso). Estoy enamorado pela Dara 23 anos depois (s2).
Foi hoje também que o Gugu reapareceu. Por onde anda Luíz Cláudio Júnior (o que faz esse garoto que já é um homem feito)? Vídeo Show nos bons tempos já teria corrido atrás do (ex) ator. 
23 anos depois e a pergunta: quem foi a pessoa inteligente que chamou a Isadora Ribeiro para viver a Odaísa? Uma personagem tão dramática pedia uma atriz melhor. Deborah Evelyn seria uma opção e teria se destacado mais. 
O casal da novela foi Beth e Serginho (Renée de Vielmond e R. Santoro no primeiro papel de destaque).
Foi bom rever a Sarita Vitti (Floriano Peixoto sempre bom ator, até na sua estreia mostrou a que veio).
Regina Dourado e Rogério Cardoso (saudosos) como Lucineide (Lady Lucy) e Salgadinho e os bordões espetaculares da dona da lanchonete. Lucineide é uma prima distante da Dona Jura. Regina Dourado em seu melhor papel na TV, e olha que ela foi protagonista de Tropicaliente (Serena) e formou uma dupla cativante com Roberto Bonfim em Renascer (como Morena).
O blogue torceu tanto pela volta dos ciganos que o Viva ouviu e reprisou (coisa que a Globo nunca quis). Santa Sara Khali!
A novela foi boa (não é a melhor de Glória Perez), mas tinha que ter um último capítulo tão enfadonho?

Da lista dos anos 1990 das novelas das nove, as únicas que não foram reprisadas foram Pátria Minha (1994) e as de 1999 (Suave Veneno e Terra Nostra). A Indomada não conta porque volta dia 30 (segunda). Teremos mais re-reprises (visto que a Globo pede novelas com no mínimo 20 anos, Laços de Família foi uma exceção).

A novela De Corpo e Alma provavelmente nunca retornaria, pelo motivo que todos conhecem (e era uma ótima novela).

Renascer e Rainha da Sucata na lista de re-reprise, por favor.

Novelas das sete dos anos 1990: Mico Preto, Cara & Coroa (essa até a Globo deveria passar, sucesso na certa), Andando nas Nuvens, Olho no Olho, O Mapa da Mina e Lua Cheia de Amor são bons nomes.
Re-reprises: Quatro por Quatro e Vamp. Top Model também (mesmo sendo de 1989).

Novelas das seis dos anos 1990: Sonho Meu (essa se a Globo passasse seria um estrondoso sucesso) e Irmãos Coragem.
Re-reprises: Anjo Mau e História de Amor.

As novelas Mulheres de Areia e A Viagem devem ser reapresentadas sempre (assim como A Gata Comeu).



sexta-feira, julho 27, 2018

Meninos eu vi "a Xuxa de minissaia na Globo"

Lá no final dos anos 1980, o personagem Juca Pirama (defendido pelo grande Luís Gustavo) lançou o seguinte bordão: - Meninos eu vi. A novela era O Salvador da Pátria, que pude acompanhar totalmente picotada em 1998 na sessão Vale a pena ver de novo. O Meninos eu vi vai virar uma espécie de "quadro" aqui no blogue. Para começar o Meninos eu vi só poderia ser ela, a Xuxa, que é sucesso sempre (pelo menos aqui).
Xuxa tem 55 anos e apesar de não conseguir a mesma audiência do passado (eu sempre vou achar isso uma pena) (ela conseguia média de quase 30 pontos nas manhãs da Globo), a loira, agora da Record (sim o Dancing Brasil é bom, mas sempre vou sonhar com um auditório bem-feito para ela), era considerada uma das mulheres mais lindas da época (e era muito gata mesmo) (ela continua linda aos 55). Xuxa era o sonho de consumo de 8 entre 10 marmanjos (a loira era (é) rainha mesmo).
Marmanjos, garotada, meninos, eu vi "a Xuxa de minissaia" todas as manhãs. Se eu tinha maldade? Nananinanão! Era um menino que apenas adorava os belos olhos azuis dela. Ainda gosto muito.
A Xuxa foi o Windersson Nunes de hoje. Não, não era! Xuxa era mais. 
Segue fotos da Xuxa de minissaia (tiradas da internet (ah é?)). E a qualquer momento, nesse mesmo bate canal, não!, não é Chapolin, nem Chaves, é só para dizer, que logo logo, bem mais cedo que você imagina, tem um novo Meninos eu vi. Segue as fotos da Xuxa [de minissaia, da época que mini-saia tinha hífen].
Melhor época
Melhor programa infantil de todos os tempos (eu acho).



Essa é de 2012, quando o TV Xuxa estava ficando redondinho e tiraram do ar (buá-buá).
Credo! Essa não é a Xuxa!
Não sou dessa época.
Sim, eu sei que não é minissaia, mas ela era linda ou não era?

sábado, julho 14, 2018

Globo estreia Só Toca Pop no horário que já foi de Angélica e Xuxa

Primeiro um parênteses (a Globo não poderia ter feito o que fez com as duas das maiores apresentadoras infantis dos anos 1980 e 1990, mas vida que segue). 
Estreou neste sábado o programa musical Só Toca Pop com Luan Santana e Fernanda Souza como apresentadores. A audiência? 13 pontos. Muito boa, por sinal. Os convidados? Levando em consideração os sucessos do momento (argh), bom também, ou seja, juntou a fome com a vontade comer. Luan Santana é o cantor favorito da meninada que curte sertanejo universitário (e não tenho preconceito nenhum com suas músicas, ele, na verdade, é um dos poucos que seleciona muito bem o que vai cantar). Fernanda Souza, a Mili, é adorada no Youtube e no Youtube ela manda muito bem. As músicas do momento é que são difíceis de aturar, mas fazem um estrondoso sucesso, então, estão no Só Toca Pop.
O programa não é bom, mas também não é ruim, mais uma vez, a crítica é em cima dos novos popstars do mundo da música. Eu não acredito que chegamos nesse patamar, mas isso é uma outra história.
Enfim, o programa é puro entretenimento e coloca no ar o que realmente a moçada de hoje quer ouvir. Terá vida longa.
Sucesso! 

Segundo Sol não é uma boa novela

Letícia Colin como Rosa, uma das poucas boas coisas de 2º Sol
Antes de estrear, 2º Sol parecia que iria encantar a gregos e troianos, primeiro por trazer Cássia Eller na abertura, segundo por trazer a dupla Adriana Esteves e João Emanoel Carneiro de volta. Sim, a música de Cássia Eller continua arrebentando e Adriana como Laureta não é uma Carminha, mas voltou com tudo e não está prosa.
Alguns meses depois, assim como fez em Novo Mundo (do ano passado), Letícia Colin colocou a novela debaixo do braço e saiu dizendo que a novela é dela. Letícia é a melhor atriz jovem brasileira. Vai longe essa menina! Chay Suede melhorou muito como ator, e apesar de a novela ter bons núcleos, mesmo assim, por causa da trama central não merece aplausos.
O casal principal, Luiza e Beto Falcão, vivem fora da realidade, começaram bem, mas a inverossimilhança chega a doer na alma. Como ninguém os conhece, meu Deus? Como se passou 18 anos e eles continuaram iguais ou mais novos? Que erro da direção e do autor! Lamentável! Fico com pena da Giovanna Antonelli, sempre com bons papéis, não emplaca mais nenhum. Sugestão: descanso para a atriz por uns dois anos para limpar a imagem de atriz chata. Giovanna não é uma atriz chata, os personagens são chatos e tanto essa de 2º Sol quanto a de Sol Nascente (acho que o sol não faz bem a ela) são purgantes que devem ser esquecidos.
Deborah Secco nem sempre dá para engolir. Em 2º Sol ela tem bons momentos e maus momentos, mas a culpa é toda dela (Deborah é outra que não se dá bem com o sol, ela atua em 2º Sol e já fez uma Sol, a personagem-título de América, ela era tão chata que a Gabriela Duarte saiu do posto de coadjuvante para virar a mocinha da novela).
Do autor, sua melhor novela, para muitos foi Avenida Brasil, que foi sim um novelão, mas igual A Favorita, acho que nunca mais, A Favorita para mim é a melhor novela da década de 2000 e 2010 (até agora).
Por fim, 2º Sol merece os 32 pontos de média e, por enquanto, não merece subir (será que ela chega a passar dos 40 pontos? O Outro Lado Paraíso, apesar da tal da Scoobydoolização que diziam que ela sofria (os críticos diziam e isso era verdade mesmo), havia emplacado e caído no gosto popular, já a atual, perdoem-me os mesmos críticos, mas também vejo a tal Scoobydoolização, não consegue(iu) a mesma proeza).
Tomara que melhore.

Por que Marcelo Faria nunca protagonizou uma novela?

Ele deu vida ao Elvis Presley da novela Top Model e ao Ralado de Quatro por Quatro (esse um dos melhores personagens de Carlos Lombardi). Após o Ralado, não restava dúvidas: Marcelo Faria entraria para o primeiro time da Globo. Apesar de nunca ter saído do canal, não foi bem isso que aconteceu. Marcelo continuou com coadjuvantes e muitos deles roubaram a cena, tal e qual foi o bombeiro Vladimir (Celebridade, recém-reprisada), Robson (Beleza Pura), Jorge (Alma Gêmea), Lobão (Malhação) e, por fim, o personagem atual Aurélio (Orgulho & Paixão). 
A novela das seis da Globo é a melhor no ar, simples, mas com uma qualidade ímpar, tem um elenco afiado, uma direção ímpar e um enredo de tirar o fôlego e dentre tanta gente boa, quem está se destacando? Marcelo Faria. Muito do sucesso do Marcelo se deve a sua química perfeita com Gabriela Duarte (extraordinária no papel de Julieta). Os dois são o melhor casal da novela, disparado, e olha que o folhetim conta com inúmeros bons casais.
Marcelo merecia um protagonista ou um grande vilão de uma novela das nove. Puxou todo o talento do pai Reginaldo, este sempre acostumado a protagonistas. Assim como a Gabriela também merece. Gabriela também herdou o talento da mãe Regina.
Marcelo também fez sucesso recentemente nos cinemas, na pele de Vadinho, um dos maridos de Dona Flor, de Jorge Amado. Vadinho foi imortalizado pelo ator José Wilker no filme dos anos 1970 e depois feito com maestria por Edson Celulari na minissérie de 1998. Isso não intimidou Marcelo, que fez tão bem ou melhor que seus antecessores. 
Marcelo merece um protagonista, sim, por ser melhor ator que muitos que volta e meia surgem nos papéis-títulos. Justiça tem que ser feita, já!

Vale a pena ver de novo do Viva é melhor que o da Globo: sim ou com certeza?

O Viva estreou Vale Tudo há algumas semanas (eles deviam ter colocado Vale Tudo no lugar de Explode Coração, seria mais fácil para eu assistir) no lugar de Bebê a Bordo, e ela já é uma das mais vistas do canal, estreará no próximo dia 30 A Indomada (uma daquelas tramas regionais dos áureos 1990) com Eva Wilma e Adriana Esteves (vale a pena ver de novo mesmo!) e dia 20 de agosto reestreia Baila Comigo (com a primeira Helena e dizem ser a melhor), que tem jeito de novela inédita (para muitos é sim). Parabéns Viva, ótimas escolhas. Que venham logo Brega e Chique e Roda de Fogo (anunciadas e desanunciadas (sic)).
Enquanto isso no Vale a pena ver de novo da Globo passa Belíssima, novela boníssima, mas mesmo com Glória Pires, eu continuo preferindo as do Viva.

Altiva vai voltar, em dose dupla

Eva na nova novela das sete da Globo, aos 84 anos
A Altiva vai voltar e em dose dupla. Dia 30 reestreia no Viva a novela A Indomada, com o melhor personagem da atriz Eva Wilma em novelas. Atriz espetacular, ela, que além de Altiva, emocionou como Teresa (de Pátria Minha, a cena com Kadu Moliterno é antológica), divertiu como Zuleika (de História de Amor), foi uma mãe suave em O Rei do Gado (como Marieta na 1ª fase), mas foi com a bruxa da novela das oito (nos anos 1990 era novela das oito ainda) que Eva foi aplaudida por todos os públicos. Of course, viu bichinhos?
No dia 31, um dia depois, Eva estará de volta às novelas em O Tempo Não Para, a nova novela das sete. Eva está com 84 anos e é uma dessas divas da TV que eu tanto gosto e acho que nunca vou deixar de gostar. Boa pedida!
Eva na pele da bruaca Altiva, há 21 anos. Personagem memorável!

sábado, maio 19, 2018

O adeus da atriz Eloíza Mafalda

Eloíza Mafalda morreu aos 93 anos no dia 16 de maio e estava afastada das novelas desde 2002 (O Beijo do Vampiro) por conta do Alzheimer. A atriz tinha dificuldades para decorar suas falas. Não a assisti nos anos 1970 e 1980, mas a vi em quatro personagens: Gioconda de Pedra sobre Pedra (1992), Manuela de Mulheres de Areia (1993), Kitty de Quem é Você? (1996) e Leonor de Por Amor (1997).
Pedra sobre Pedra era uma novela engraçada, como todas de Aguinaldo Silva nos anos 1990 e a beata malvada Gioconda era terrível, eu era uma criança em 1992 e a odiava. No ano seguinte, estreava a melhor novela do mundo, Mulheres de Areia, e em poucas cenas, eu havia esquecido que a Manuela tinha sido a Gioconda um ano antes e adorava a personagem. A desbocada Manuela havia me conquistado de tal maneira que ora ria com ela, ora me emocionava (ela era o máximo!). Três anos depois, Eloíza voltava à comédia com Kitty. Quem é Você? (1996) não foi a melhor novela, mas as cenas dela com André Valli (saudoso) eram de rolar de rir. No ano seguinte, Eloíza foi a sogra bruaca de Marco Ricca, a Leonor de Por Amor. Fez participações em Meu Bem Querer (1998), Porto dos Milagres (2001) e O Beijo do Vampiro (a última).
Assisti apenas quatro novelas com Eloíza, e bastou para que ficasse guardada em meu coração, tal e qual foi com Elias Gleiser, Eva Todor e Míriam Pires. Luto!

sexta-feira, maio 04, 2018

Muda tudo no canal Viva: Vale Tudo e A Indomada vão voltar

Até os 45 minutos do segundo tempo, as novelas Roda de Fogo e Brega & Chique eram as apostas do Canal Viva para as reprises da emissora. Por conta da baixa audiência de Bebê a Bordo, que está sendo mutilada (Viva copiando a Globo), ao invés de Brega & Chique (que pode ainda voltar ao ar no lugar de Sinhá Moça, nada foi decidido até então), o Viva colocará no ar o novelão Vale Tudo (com Glória Pires em um dos melhores papéis de sua carreira, a M. de Fátima) e A Indomada (no lugar da Dara). 
Sobre A Indomada, eu sei de cor e salteado tudo o que acontece na novela (Eva Wilma em seu melhor papel na TV), assisti em 1997 e em 1999 (na reprise da Globo). A Indomada é uma mistura do que deu certo antes: Tieta, Fera Ferida e Pedra sobre Pedra. A novela da Helena (Adriana Esteves) foi escrita por Aguinaldo Silva e a novela da Heleninha (Renata Sorrah) é de autoria (com Gilberto Braga) dele também. As duas são imperdíveis. No entanto, tanto Brega & Chique quanto Roda de Fogo seriam inéditas para muita gente. Fica para a próxima. 

segunda-feira, abril 30, 2018

Os nudes das novelas, minisséries e filmes

Carol Castro causou furou na estreia de Velho Chico há dois anos.
Não é de hoje que os nus fazem a alegria dos mais safadinhos telespectadores das novelas, filmes e/ou minisséries. A TV Manchete nos áureos anos 1980 e 1990 abocanhava uma boa parcela da audiência com D. Beija, Pantanal, Xica da Silva, entre outras, todas boas histórias, mas com muitos nus. Na Globo, as novelas das nove, não raro, e principalmente o horário das onze, abusam de nus. É um festival de bumbuns depilados. No cinema, isso é mais frequente. Com a internet disponibilizando todo o tipo de nu minutos depois de a cena ir ao ar, para ser aceita pelo público a história tem que ser boa, tal foi Verdades Secretas, assim como está sendo Onde Nascem os Fortes, apesar de a audiência da segunda ser inferior à primeira, de 2015.
Os nus frontais, antes um tabu, agora são liberados, até os masculinos. Na Globo, foi ao ar no último Amor & Sexo, apresentado por Fernanda Lima. Nos canais a cabo, tivemos Eduardo Moscovis em cena na série Lucia McCartney. No cinema, Fábio Assunção (Primo Basílio), Marcelo Faria (Dona Flor). Com as mulheres sempre foi mais de boa, assim podemos dizer.
Essa nudez liberada é bom? É preciso o Marcelo Faria aparecer como veio ao mundo (literalmente) no cinema? Precisava já nas primeiras cenas de Onde Nascem os Fortes mostrar os seios de Maeve Jinkings? Enfim, todas essas cenas dão o que falar, tanto é verdade, que sempre que o Mr. TV abre espaço para os nus, os números de visitantes sobem muito, e talvez isso responda porque as novelas, os filmes e as minisséries apostam tanto em nus.
Quem não gosta de ver sua atriz preferida nua em pelo levanta a mão. Ok, pode ser que o encanto acabe, mas, sério?, você está mesmo preocupado com isso?
Para os que dão um VIVA para os nudes na TV e cinema, continuem. Aos que acham isso desnecessário, pulem o post.
Foi ao ar na Globo (pasmem).

Fábio Assunção e Debora Falabella no filme Primo Basílio.


Toda nudez não deve ser castigada, desde que haja um sentido para aquilo. A Globo, por sinal, é duramente criticada quando insere nus em suas novelas. Reynaldo Gianecchini em Verdades Secretas fez a família tradicional brasileira pirar na cena em que Anthony realiza o fetiche de Maurice. Verdades passava tarde da noite, às vezes no início da madrugada, então o autor extravasou até não poder mais. Em Dona Beija, em 1987, Maytê Proença causava furor ao aparecer totalmente nua em cima de um cavalo. Os banhos dos atores de Pantanal, de 1990, eram responsáveis por boa parte dos 40 pontos inimagináveis de uma novela fora da Globo.



Outros posts com nus:

Não foi bem um nu, mas até hoje figura entre uma das cenas mais memoráveis:




quinta-feira, abril 19, 2018

Orgulho & Paixão, primeira crítica

1 mês no ar e Orgulho & Paixão já mostrou a que veio: leve, descontraída, romântica e bem humorada, ingredientes básicos que funcionam muito bem no horário das seis da Globo. O folhetim, com médias entre 20 e 25 pontos, tem agradado o público e (surpresa!) a crítica. O público, principalmente desse horário, adora um pastelão a la Walcyr Carrasco, visto todos os sucessos das seis do autor, o problema é a crítica, sempre cri-cri quando se trata de comédia pastelão (ou seria do Walcyr?). Orgulho é de autoria de Marcos Bernstein.
Baseada nas histórias de Jane Austen, Orgulho consegue a proeza de ir além, buscando subterfúgios folhetinescos, para durar muitos mais que algumas centenas de páginas. Linda fotografia, autor e direção ímpar (Fred Mayrink é um grande diretor e já foi ator, assim como Pedro Vasconcelos e Amora Mautner, quem tem mais de 30 anos, dá um Google neles e mate a saudade deles atuando em Vamp e/ou Despedida de Solteiro). Parabéns! Vamos ao elenco.

  1. Alessandra Negrini encarna mais uma malvada em seu currículo. Selma, Paula, Taís, Catarina, Susana. Todas vilãs, todas adoráveis, todas diferentes. Com Grace Gianoukas forma o melhor par da novela. Divertidíssimo.
  2. Gabriela Duarte, a camaleoa. Ela já foi delicada (Irmãos Coragem), odiada e amada em uma mesma novela (Por Amor), vilã (Esperança), heroína (Chiquinha Gonzaga e América), fez rir (Passione) e agora surge no auge do amadurecimento como atriz em Orgulho. 
  3. Nathália Dill, a nova Catarina. Seria Thiago Lacerda um Petrucchio afortunado? Ambos estão bem.
  4. Marcelo Faria ainda não consegui entender porque nunca fez um protagonista. Está ótimo, como sempre, tal e qual Ary Fontoura.
  5. Tato Gabus e Vera Holtz divertem e roubam todas as cenas.
  6. Agatha Moreira muito bem como Ema.
  7. Rodrigo Simas é outro que merece um protagonista. Baita ator.
  8. Enfim, há muitos bons nomes no elenco.
  9. Rusgas: ainda com um pé atrás com Ricardo Tozzi, mas pode ser só impressão.
Orgulho & Paixão merece mais audiência. Que siga no mesmo caminho e não se perca.