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sábado, dezembro 08, 2018

Prêmio Mr. TV - edição 2018


Melhor novela: Orgulho & Paixão. 

Foi um ano bom para as novelas das seis: Tempo de Amar, Orgulho & Paixão (a vencedora) e a atual Espelho da Vida (mesmo caminhando a passos lentos) merecem aplausos do blogue. A trama de Julieta e Aurélio, além de ter o melhor par romântico de anos nas novelas, divertiu, criou expectativas, desenrolou seu novelo com brilhantismo. Com certeza, a novela mais redondinha do ano.
O Tempo Não Para às sete começou com tudo, mas foi declinando conforme os personagens foram descongelando, mas ainda é anos-luz melhor que Deus Salve o Rei (não salvou, que pena).
2º Sol parecia ser uma nova Da Cor do Pecado (apesar de eu nem gostar tanto assim de Da Cor do Pecado), mas não foi. Foi uma novela ruim, de mais erros que acertos. Letícia Colin se firmou como uma grande estrela, ela tinha tudo para abocanhar todos os prêmios em 2018, mas perdeu fôlego, assim como a trama em si. O destaque ficou por conta de Adriana Esteves.
O Sétimo Guardião está em banho-maria, mas é bem melhor que a antecessora.
No SBT, As Aventuras de Poliana conquista números impressionantes de audiência (com picos de 17 pontos). As novelas religiosas da Record cansaram.

Melhor série: Sob Pressão. 
Melhor ator de TV: Júlio Andrade (Sob Pressão).
Melhor atriz de TV: Alice Wegmann (Onde Nascem os Fortes).
Par romântico: Gabriela Duarte e Marcelo Faria (Julieta e Aurélio).
Ator coadjuvante: Ary Fontoura (Orgulho & Paixão).
Atriz coadjuvante: Gabriela Duarte (Orgulho & Paixão).
Vilão: Fábio Assunção (Onde Nascem os Fortes).
Vilã: Natália do Vale (Orgulho & Paixão). Enfim Natália se desvinculou dos personagens de dondoca e superou como má até a sua concorrente de novela (Alessandra Negrini). Lady Margareth foi pior que Karola (Deborah Secco) e Laureta (Adriana Esteves).
Ator cômico: George Sauma (Pais de Primeira e Zorra).
Atriz cômica: Letícia Spiller (O Sétimo Guardião).
Ator ou atriz infantil: Maria Luíza Galhano, uma flor (Espelho da Vida). 
Melhor reprise: Vale Tudo (VIVA).
Melhor programa de auditório: Programa Silvio Santos.
Melhor reality: Dancing Brasil.
Melhor apresentador: Marcos Mion (A Fazenda).
Melhor apresentadora: Xuxa.
Melhor programa de variedades: Mais Você.
Surpresa: A Hora da Venenosa (TV Record).
Melhor programa de cultura inútil: Lady Night.
Entrevistador ou entrevistadora: Mariana Godoy.
Talk show: Mariana Godoy Entrevista (RedeTV).
Humorístico: Tá no Ar.
Jornalístico: Hora Um.
Melhor jornalista de TV: Monalisa Perrone.
Programa esportivo de TV: SportsCenter Brasil (ESPN BRASIL).
Série internacional: This Is Us (Fox). 
Time campeão do Campeonato Brasileiro: Palmeiras (pela décima vez).
Melhor narrador: Luiz Roberto (Globo).
Apresentador ou apresentadora de programa esportivo: Thiago Oliveira.
Música 2018: Banda Melim (nada de Anitta, Pablo Vittar, quer ouvir música boa, ouça a banda Melim (Ouvi dizer, Seu abrigo etc.).
Revelação do ano: Vitória Strada (Tempo de Amar e Espelho da Vida).
Coqueluche nacional: La Casa de Papel (Netflix).
Melhor emissora: Multishow.








Piores do ano - edição 2018

Pior novela: Segundo Sol. A trama recebeu de O Outro Lado do Paraíso ibope perto dos 50 pontos e mesmo assim o autor João Emanoel Carneiro não soube aproveitar. 2º Sol pode-se dizer que foi pior que A Regra do Jogo, também do autor.

Pior série: Mister Brau. A série que não era ruim, mas também não era boa, perdeu fôlego.
Pior ator de TV: Emílio Dantas (2º Sol).
Pior atriz de TV: Giovanna Antonelli (2º Sol).
Pior par romântico: Emílio Dantas e Giovanna Antonelli (Beto Falcão e Luzia não shipparam).
Pior ator coadjuvante: Marcello Novaes (O Sétimo Guardião). Repetido.
Pior atriz coadjuvante: Luisa Arraes (2º Sol). A trama da personagem tinha tudo para acontecer, mas acabou que a personagem foi chata do começo ao fim.
Pior vilão: Ricardo Tozzi (Orgulho & Paixão). Ele não é bom ator.
Pior vilã: Bruna Marquezine (Deus Salve o Rei). Catarina foi pior que Betina (Cléo ex-Pires em O Tempo Não Para).
Pior ator cômico: Paulo Gustavo (A vila). 
Pior atriz cômica: Katiúscia Kanoro (A vila).
Pior ator ou atriz infantil: Não teve ator ou atriz infantil ruim.
Pior reprise: Celebridade (mais pelos cortes).
Pior programa de auditório: Amor & Sexo.
Pior reality: Masterchef Profissionais.
Pior apresentador: Lázaro Ramos (Lazinho com você e Os melhores anos de nossas vidas).
Pior apresentadora: Taís Araújo (Superstar).
Pior programa de variedades: Encontro com Fátima Bernardes.
Não foi legal: As "tesouradas" feitas pela edição das novelas Celebridade, Belíssima e Bebê a Bordo.
Pior entrevistador ou entrevistadora: Daniela Albuquerque.
Pior talk show: Todos são bons, à sua maneira.
Pior humorístico: A vila.
Pior jornalístico: Primeiro Impacto.
Pior jornalista de TV: Dudu Camargo.
Pior programa esportivo de TV: Show do Esporte (Band).
Pior série internacional: Altered Carbon (Netflix).
Times rebaixados à serie B do Campeonato Brasileiro: Sport, América MG, Vitória e Paraná.
Pior narrador: Galvão Bueno (Globo).
Pior apresentador ou apresentadora de programa esportivo: Milton Neves.
O pior da Música 2018: Pablo Vittar.
Pior emissora: Band.

O Sétimo Guardião, o gato, os personagens "chatolinos" e a Marilda


O Sétimo Guardião chega ao primeiro mês com muito de A Indomada, Pedra sobre Pedra, Tieta e Fera Ferida, sendo que volta e meia um personagem dessas lindas novelas são citados, porém, a nova novela das nove da Rede Globo precisa encontrar um caminho que seja só seu. Primeiro, urgentemente, precisa de uma vilã que lembre Perpétua, Altiva ou Nazaré (essa de outra novela do autor). O caminho mais lógico seria promover uma reviravolta na personagem de Lília Cabral (Valentina está chata) e/ou dar à atriz Elizabeth Savalla um teor de Perpétua (ótima como Mirtes).
O casal principal é outro que precisa de up. "Chatolinos"! Com Marcelo Serrado e Carol Dieckmann, está na hora de apostar num drama. Ele machista e ela a mocinha que dá a volta por cima e coloca o marido no lugar dele. Do jeito que vêm sendo apresentados estão também "chatolinos". Zezé Polessa e Leopoldo Pacheco, idem.
Passou da hora de O Sétimo Guardião explodir, acontecer! Aguinaldo Silva está levando tudo em banho-maria, a novela em si é legal, mas pode ficar ainda mais divertida.
A melhor da novela é Letícia Spiller como Marilda. Letícia deu um toque de Babalu (sua inesquecível personagem de 1994) com Ilka de Tibiriçá (imortalizada por Cássia Kis em Fera Ferida). Marilda é uma graça de personagem. Letícia espetacular. Linda também nos nudes. Os nudes podem aumentam, por favor.
José Loreto e Teodoro Cochrane vêm roubando a cena também. O autor avisou que não se tornarão um casal. Sério isso?
Corra Aguinaldo, corra! A ideia da novela é sensacional, é diferente, por isso precisa caminhar. Ficar apenas na saudosa década de 1990 não vinga. Queremos novelão!


O retorno de Jesuíno e Açucena nas tardes da Globo


Em janeiro reestreia na telinha da Globo Cordel Encantado, uma das melhores novelas das seis de todos os tempos e curta (sem precisar os autores segurarem os acontecimentos). Boa escolha, lógico! Foi a primeira novela de Domingos Montagner (a morte desse brilhante ator é dessas coisas que demoramos a aceitar ou se acostumar). Assista ao clipe de lançamento da novela (de 2011).
Enfrentando parcas audiências com “Belíssima” e antes com “Celebridade”, há outras tramas que poderiam voltar ao ar, como: Páginas da Vida, A Vida da Gente, Estrela-Guia e O Beijo do Vampiro.
Mais: a Globo promete não promover cortes na história. Sei! Será o retorno de Jesuíno e Açucena, um “belíssimo” casal.



Leandro Lima é disparado o melhor repórter da Xuxa


No último dia 5 foi ao ar o episódio final do ótimo Dancing Brasil e a média final no ibope foi igual às outras três temporadas: 6 pontos. Xuxa é uma apresentadora ímpar e com grande carisma e talento. A atração conta com um repórter que faz ponte para a Xuxa entre uma dança e outra. Dos três que já estiveram ao lado da rainha, Leandro Lima, da terceira edição, é o melhor. 
Leandro é engraçado sem ser forçado, tem autocrítica e ri dos próprios erros, diferentemente de Sérgio Marone (das duas primeiras), que era bom também, mas menos autêntico e mais tímido. Junno, namorido de Xuxa, foi bem, errou pouco (pressionado por ser quem é), mas peca em carisma, ou seja, Leandro Lima é o repórter que mais funcionou com a Xuxa, por entender a espontaneidade dela. 
O Dancing (o n. 5) só volta em 2020 (em 2019 vai ao ar o Dancing Júnior e a Xuxa fará o The Four, nova aposta da TV Record), mas que optem pela volta de Leandro, por favor!

A nova Globo


A Rede Globo de Televisão, a segunda maior do mundo e primeira do Brasil, está prestes a mudar, transformar sua programação, como há tempos não se via. Há alguns anos não se imaginava a emissora do plim-plim sem Xuxa, Faustão, Jô, Ana Maria Braga, Angélica. Xuxa está na TV Record (concorrente direta e com programas bons), Jô está aposentado e Angélica na geladeira do canal, com boas perspectivas de seguir o caminho de Xuxa. Foi anunciada a saída de Boninho em alguns programas e a entrada de Mariano Boni no setor de variedades. O que deve mudar?
Toda a programação deverá ser voltada mais para o jornalismo, o que será bom, e tomara que seja o fim do Encontro da Fátima, que sempre fica atrás do Mais Você. A programação de segunda a sexta seria perfeita se seguisse esse padrão. 
Os novos nomes da Globo do entretenimento são Lázaro Ramos, Taís Araújo, Fernanda Lima, Otaviano Costa, Tiago Leifert, Luciano Huck e Fernanda Gentil. Lázaro e Taís como apresentadores são ótimos atores, disparados. Fernanda vem sofrendo uma rejeição fora do normal, alguns depositam o 3º lugar no ibope ao Presidente eleito Bolsonaro. Pode ser que seja verdade isso, em partes, Fernanda é a animadora de TV mais sem carisma da TV atual, e apresentador de TV sem carisma não vinga, não à toa todos (ou quase todos) amam (amavam) Silvio Santos, Xuxa, Hebe e Jô (os melhores à frente de programas por décadas). Otaviano é uma boa surpresa (quem via o Faustão no final dos anos 1990 não imagina que ele chegaria lá, pois é, ele chegou!). Dizem que Otaviano poderá ocupar o Faustão futuramente. É um nome. Eu aposto no Evaristo Costa, acho que já mencionei isso aqui uma vez. Tiago é o tipo gente boa que todo mundo quer ter como melhor amigo. E ele é muito bom. Luciano Huck não sou muito fã, mas é inegável seu sucesso. Ele se firmou como um dos mais rentáveis ao canal. A Gentil, parafraseando Gloria Pires, ainda não sou capaz de opinar, apesar de ainda não a ver com bons olhos. A Globo ainda mira Marcos Mion (da TV Record).
A mudança é necessária, mas ainda sou mais Serginho Groisman, Faustão, Xuxa, Angélica, Eliana, Silvio Santos e Ana Maria Braga.
O que não pode acontecer é qualquer um ser apresentador. Leia-se Lázaro, Taís, Fernanda Lima, Sophia Abrahão, entre outros do Vídeo Show.
Ter uma Angélica na casa e preferir a Taís é um erro. Ter tido uma Xuxa e deixá-la escapar e investir numa Fernandinha Souza (que é ótima youtuber e atriz) é burrice. Xuxa, apesar de não ter a audiência merecida, ela concorre com o futebol, é dona do melhor programa do canal concorrente, segundo os melhores críticos. Ou você acha que a Angélica num canal concorrente também não iria ser bem utilizada?
E se tivessem dado o Dança dos Famosos para a Xuxa na Globo? E se o Só Toca Top fosse dado para a Angélica? 
Estão apostando que a Fernanda Gentil possa abocanhar as tardes da Globo. Não sendo algo como o É de casa e o Encontro, pode alcançar voos altos. 
2019 promete ser o ano da diferença da TV Globo. Que tenha aprendido com os erros e volte a subir na audiência com programas criativos e com boas pautas.


segunda-feira, outubro 22, 2018

Crítica: Espelho da Vida

Espelho da Vida está em seu segundo mês no ar e a novela ainda não deslanchou. A história anda em círculos e mesmo você ficando dias sem ver a novela, fica com a sensação de não ter perdido nada. Todavia, nem tudo são espinhos, apesar do fraco enredo (até agora), a história, parecida com a série Outlander, mas com uma vertente no espiritismo, tem lá suas qualidades.
  1. Alinne Moraes como Isabel (futuramente Dora) é uma vilã divertida. Sem paciência com todos, vive de mau humor. A autora deve (por obrigação) aumentar ainda mais o espaço dela na trama. 
  2. A protagonista Vitória Strada defende com maestria Cris e Julia (de épocas diferentes). Atriz de brio, vai longe na carreira.
  3. Rafael Cardoso mal apareceu e já está todo mundo torcendo para ele ficar com a Julia, com a Cris, com a Cris interpretando a Julia. A novela estava carente de mocinho. O Alain (até no nome ele quer ser esquisito) é muito chato. Se a pronúncia é Alan, porque o i no nome dele, porque ele é chato. João Vicente de Castro está muito bem no papel.
  4. As cenas de humor da trama são todas muito engraçadas e todas são de muito bom gosto.
  5. Ana Lúcia Torre é sempre bem-vinda nas novelas. 
  6. Irene Ravache também, mas sua Margot merece mais (mais um puxão de orelha para a autora).
  7. Vera Fischer entrou com tudo. A diva nunca foi uma Irene Ravache (sua companheira de cena), mas é sempre empolgante vê-la nas novelas.
  8. Felipe Camargo é monstro como ator.
  9. A novela vale para ver o ator Emiliano Queiroz. Lindíssimo. 
  10. A música-tema da Cris é o hit romântico do momento (vídeo).
Tomara que a autora Elizabeth Jhin tire a novela do banho-maria e faça Espelho da Vida acontecer: Além do Tempo e Escrito nas Estrelas são de sua autoria e foram lindíssimas.

Em tempo: ainda não gostei da Kéfera.

sábado, setembro 08, 2018

Junno substitui Leandro que substituiu o Marone (Dancing Brasil da Xuxa chega a 4ª edição)


No final de setembro, Xuxa volta a apresentar mais um Dancing Brasil (é o melhor programa da Record disparado, mas está cansando, visto que a Globo já tem o Dança dos Famosos há anos). Enfim, enquanto as TVs não dão mais espaço para programas de entretenimento tipo auditório ou quando dão colocam atrizes e atores no comando (Só Toca Top com o Luan e a Fernandinha Souza é muito a cara do Planeta Xuxa e funcionaria melhor com Angélica, mas enfim! Angélica perdeu um programa até para a Juliana Paes, ou seja, profissão apresentador de TV pode ser qualquer um, veja a m... (folia) que é o Vídeo Show). Todavia, o assunto não é esse, é os coapresentadores da Xuxa no programa da Record.
Já tivemos Sérgio Marone, nas duas primeiras edições (ele ia bem). Tivemos Leandro Lima (na terceira edição, ele era bom) e agora na quarta Xuxa vem com o marido (o Junno). Quem você prefere?
Junno tem a missão de ser melhor que o Leandro, que foi melhor que o Marone, e todos os dois tinham química com Xuxa. Junno tem química com Xuxa (que fofo).
Que venha o Dancing 4, que Junno faça uma boa parceria na TV com Xuxa (que não briguem e também não fiquem se lambendo, por favor!). Com um elenco mirrado, de poucos grandes famosos, Junno será a principal atração do Dancing (sem contar a loira, lógico). 
A Xuxa continuará sendo a Xuxa, até porque ela ama fazer esse programa. A alegria é visível (quem nunca viu, veja!). Dancing Brasil 4ª edição: há quem duvidava que passaria da primeira.
Love Story: Xunno & Juxa (será que vai shippar). Fora da TV já shippou! 
Quem quer Xuxa de volta num programa de auditório (mas um programa bom) levanta a mão? Não é só eu, né? Ou é?






Walcyr Carrasco volta ao ar em 2019 (na novela das nove)


Manuela Dias é uma autora nova: fez Justiça e Ligações Perigosas em 2016. Tamanho o sucesso das duas séries, Silvio de Abreu a escalou para o horário nobre: seria em maio de 2019. Não é mais: a justificativa é que a autora quer contar com Taís Araújo, Adriana Esteves e Regina Casé nos papéis principais. Adriana está no ar em 2º Sol e Taís vai virar apresentadora e está escalada para uma minissérie, assim ambas descansam e voltam em 2020. 
Por conta disso, quem ocupa a vaga é Walcyr Carrasco (Verdades Secretas 2 não vai sair pelo jeito e isso é bom, essa coisa de continuação eu não aprovo, porque se a coisa der errada, estraga a primeira, que deu supercerto). Walcyr é dono de inúmeros sucessos. A última, aliás, apesar das fortes críticas (do pessoal especializado) foi um estrondoso sucesso (38,3 pontos de média final). A atual e substituta de O Outro Lado do Paraíso tem 32,3 pontos até o cap. 100.
Walcyr vem aí, logo depois de Aguinaldo e o seu 7º Guardião.
O que esperar? O autor é popular. Vem aí mais uma novela popular, e claro, uma chuva de críticas. Quem se importa? Walcyr poderia apenas cuidar com os núcleos cômicos. Tipo ligar o time. De resto, que venha Walcyr!
Será que teremos Glória Pires na novela? Como vilã? Em papel cômico? Que venha Glória Pires*!

* Glória adorava fazer a Beth/Duda. Isso conta a favor!

sábado, setembro 01, 2018

O Tempo Não Para, primeira crítica


Após Deus não Salvar o Rei, apesar de ter fechado com 25,5 pontos de audiência, e essa média não ser mais ruim para os padrões atuais, a novela em si era fraca. Valeu, é claro, pela intenção da Globo de arriscar. O Tempo Não Para, a atual das sete, apesar de ter uma história manjada, também é um risco. A ideia de descongelar uma trupe que viveu no século XIX (1886) daria um bom filme, uma boa série, uma boa minissérie e pouco mais de um mês depois, não resta dúvidas, funciona também como uma boa novela. O autor Mário Teixeira tem nas mãos uma belíssima história, devendo ser enaltecido o texto, que é muito bom, e as críticas que são abordadas sutilmente, sem didatismo. Os aplausos se estendem à direção, ao figurino, ao cenário, às maquiagens, à fotografia. 
Com relação ao elenco, temos muita gente boa (e pouca gente ruim). 
  1. Edson Celulari no melhor papel desde o Vadinho (da D. Flor, o grande personagem de Celulari ao lado do pastor Mariel, de outra minissérie, Decadência). Muito melhor que o Felipe de Guerra dos Sexos (do remake), um de seus grandes personagens. Muito melhor também de Jean Pierre e Raimundo Flamel.
  2. Christiane Torloni enfim se desvencilhou de Teresa Cristina (sua pior personagem). Estava com raiva já da atriz. Todas as personagens que vieram depois de Teresa C. tinham um quê de Teresa C. Christiane em seu melhor momento, ficando apenas atrás de Vivi e Fernanda e, claro, da Dinah.
  3. Nicholas Prattes a Globo quer transformar no novo Cauã Reymond. Tem futuro, apesar de sua atuação merecer maior cuidado pela direção. Visto que Cauã era péssimo e hoje é bom ator, Prattes, com um pouco mais de esforço, chega lá. A protagonista Juliana Paiva é linda (como mulher e atriz).
  4. Rosi Campos é uma das melhores atrizes do Brasil. Não importa o personagem, ela sempre rouba à cena, de uma forma ou de outra.
  5. Kiko Mascarenhas, que lembro desde a segunda versão de Irmãos Coragem, é outro que só cresce a cada trabalho.
  6. Olívia Araújo como Cesária é uma das melhores personagens da trama, senão a melhor!
  7. Cleo (Pires) destoa do restante do elenco (como pode isso, sendo filha de quem é?). Nunca achei a Cleo uma grande atriz, mas sempre deu conta do recado. Na atual, está muito Cleo e pouco atriz. Muito Cleo me refiro ao jeito que ela tomou para si nas redes sociais (algo sou mais eu nessa parada). Nada contra o jeito Cleo de ser (eu até gosto), mas Betina lembra muito essa Cleo. Na novela, parece forçada. Mais sutileza, por favor, esse é o caminho. Cleo na vida real gosta de causar. Isso também soa forçado, mas é o tal jeito dela (que é relevante), mas na novela é difícil de engolir.
A abertura, aliás, é muito bonita. 

Que esse pique do primeiro mês continue até final de janeiro, data do término da novela.

Audiência: 28 pontos no primeiro mês.

Nota: 9,0 ⭐⭐⭐⭐

Vale a pena ver de novo três vezes por dia e mais cedo (e com a abertura e o logo de antigamente)

Foi-se o tempo que o Vale a pena ver de novo da Globo dava mais de 20 pontos de audiência. A atual Belíssima, em casos raros, chega a 15 (casos raros, frise-se). Qual é o problema? As novelas? O horário? As sessões de filmes? O Vídeo ex-Show? A programação em si está rasa, e isso vem desde o horário matutino. A Fátima dá menos que a Ana Maria no ibope porque o Encontro é chato (sério que a Fátima seria nossa Oprah?). A TV de hoje em dia deve buscar no jornalismo a audiência.

Programação da Globo de segunda a sexta:

4h o Hora Um. 6h30 o Bom dia, São Paulo (Rio de Janeiro, Santa Catarina etc.). 7h30 o Bom dia, Brasil. 9h o Mais Você, com o Bem-estar junto (como um quadro). 10h30 o Vale a pena ver de novo 1 com Sonho Meu (ou Cara & Coroa, ou O Cravo e A Rosa, ou Chocolate com Pimenta, ou O Beijo do Vampiro, ou Estrela-Guia, ou Andando nas Nuvens). 11h30 o Vale a pena ver de novo 2 com A Viagem (ou Mulheres de Areia, ou A Gata Comeu, ou Quatro por Quatro, ou Alma Gêmea etc.). 12h30 o Vale a pena ver de novo 3 com Páginas da Vida (ou outras do Manoel Carlos, do Aguinaldo Silva, do Benedito Ruy Barbosa etc.). 13h30 o Globo Esporte. 14h o Jornal Hoje. 15h uma espécie de Estúdio i (com Fátima Bernardes). 16h o Boa tarde, São Paulo (Rio de Janeiro, Santa Catarina etc.). 17h novela das cinco (infantojuvenil, no lugar de Malhação [já que Malhação não fala de academias há quase vinte anos], mas com 1 hora de duração). 18h novela das seis. 19h SPTV (RJTV, SCTV etc.). 19h30 a novela das sete. 20h30 Jornal Nacional. 21h30 novela das nove. 

Outro fato de o Vale a pena ver de novo não dar muita audiência pode ser os intermináveis intervalos comerciais (devia ter apenas três e não cinco ou seis, dependendo da duração da sessão).

Com o sucesso das novelas do Viva (atualmente com A Indomada, Baila Comigo e Vale Tudo) só comprova que o público quer novelas antigas. Belíssima é muito recente, apesar de ser 2005, mas como o tempo anda voando, lembramos de praticamente tudo. Vale a pena ver de novo após "Namaria" pegaria o maior público das novelas (as mulheres), que poderiam ver, rever ou escutar enquanto fazem o almoço e/ou almoçam.


O logo Vale a pena ver de novo era muito mais bonito antes, a Globo deveria pensar em refazê-lo, seria nostálgico, como devem ser as novelas reprisadas. A música da abertura era muito mais convidativa antes. 

segunda-feira, agosto 06, 2018

TV aberta no horário da tarde está um porre. Né não?


Do SBT eu preferia quando tinha a Thalia.
Após a TV Record despontar na audiência com o quadro A Hora da Venenosa (com Fabíola Reipert) no Balanço Geral, Silvio Santos resolveu lançar o Fofocalizando (inicialmente chamado de Fofocando) (com uma trupe de fofoqueiros de plantão). A princípio nada da audiência conspirar a favor, até que Silvio, que nem a cara tem de bobo, começou a criar situações-problema no programa. Ao estilo Maria Mercedes, Maria do Bairro, Marimar e afins, cada fofoqueiro foi ganhando uma personalidade. Mara Maravilha é a vilã-mor, com Lívia Andrade a tiracolo. Se fosse novela da Globo, certamente seriam Laureta e Karola, mas como o Fofocalizando se tornou uma novela mexicana, temos a Soraya Montenegro (M. do Bairro) e  a Angélica (Marimar), respectivamente.
Fofocalizando não conta nada além do que a Venenosa conta do mundo pantanoso dos famosos, mas se diferencia com o Casos de Família que se instalou em seus bastidores (que eu acho que é tudo encenado mesmo). O público tem adorado. A audiência vem se destacando a ponto de ter derrubado a reprise de Celebridade e ter deixado a sua substituta Belíssima com audiência parca. O Fofocalizando não é 1º lugar do ibope, mas o Vale a Pena Ver de Novo há tempos não alcança mais do que 15 pontos. Raras são as exceções.
A Globo devia se mexer. Tanto Celebridade quanto Belíssima são boas novelas, mas a sessão de novelas devia relançar sucessos dos anos 1990. Torço por Cara & Coroa e Sonho Meu.
O Vídeo Show também já deu o que tinha que dar. Não me conformo com o que fizeram com a Xuxa e a Angélica (e também com o Jô) e insistem nesses pseudos-apresentadores.
Que tal Angélica numa espécie de Estúdio i (Globo News)?
Quanto à Sessão da Tarde, quando eles resolvem passar filmes bons, a audiência é boa.
A Record é metade Balanço Geral, metade Cidade Alerta. E se dá bem com os dois programas. Peca um pouco com as suas reprises de novelas, mas os resultados até que são satisfatórios.
Voltando ao SBT, o Bom dia & Cia cresceu e vira um Boa tarde & Cia depois do meio-dia. Daí entram as novelas mexicanas, sempre com bom ibope: Fofocalizando, Casos de Família e as novelas da Televisa.
Resumindo: a programação da tarde das TVs abertas é muito ruim.
Tudo bem, a da manhã também deixa a desejar. Está mais do mesmo, mas isso vale um outro post.