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quarta-feira, março 16, 2011

Apesar de uma interpretação patética de Alexandre Borges, TI-TI-TI vai deixar saudades

Os dois lados de uma mesma moeda: enquanto Murilo Benício acertou o tom de Victor Valentim, Alexandre Borges destruiu seu Jacques Leclair, com a mesma facilidade.
A atuação berrante de Alexandre Borges complicou o enredo de Ti-ti-ti. Jacques Leclair foi um chato de galochas, com uma interpretação aquém dos comediantes igualmente chatos do Zorra Total. Diria que Alexandre Borges no remake da Globo está (foi) insuportável. Pudera: o ator, que começou muito bem, viu Cláudia Raia roubar a cena com uma impagável perua-louca e ao se ver como escada para a personagem Jaqueline descambou para o caricato. Perdeu a mão, literalmente. Foi patético, como nunca se viu antes em toda a trajetória do ator. Uma pena. Mas falar da atual Ti-ti-ti e não mencionar a personagem Jaqueline Maldonado é a mesma coisa que lembrar de Beleza Pura e ainda não ouvir o choro da Rakelly (Ísis Valverde). Cláudia Raia foi espetacular, a personagem nas mãos de uma intérprete menos habilidosa teria virado uma caricatura ridícula, mas não, a atriz imprimiu o humor certo, humanizou a personagem e acima de tudo foi verdadeira em cena, nos fez acreditar que Cláudia é assim mesmo na vida real. Bravo! 
Maria Adelaide Amaral trouxe na bagagem de Ti-ti-ti outros núcleos de outras histórias. Vide o  triângulo amoroso (veio de outra novela do saudoso Cassiano Gabus Mendes, Plumas e Paetês) formado por Renato, Marcela e Edgar (Guilherme Winter, Ísis Valverde e Caio Castro) que funcionou tanto, que alguns capítulos do 'the end' ainda não me decidi com quem Marcela deve ficar. E isso é um ganho na loteria. Gilberto Braga, autor da atual novela das nove, e Silvio de Abreu, dono da antecessora não obtiveram esse resultado e suas histórias foram comprometidas drasticamente. Malu Mader esteve a mesma Malu Mader de sempre. A Suzana me remete a Maria Clara de Celebridade, ou mesmo uma Márcia de O dono do mundo, bem no comecinho da carreira, enfim, uma atriz limitada. Boa do jeito que deve ser, mas nunca a patamares de uma Glória Pires, uma Eva Wilma, uma Adriana Esteves... Ti-ti-ti teve ainda uma Christiane Torloni muito mal aproveitada, realmente, uma pena e um Murilo Benício irresístivel. Apareceram no folhetim a Divina Magda de Meu bem, meu mal e o detetive Mário Fofoca, de Elas por elas. Vera Zimmermann foi jóia, e com isso sentimos muita falta do Mordomo Porfírio (Guilherme Karam), ele devia ter vindo junto, mas tudo bem, valeu assim mesmo. Já Luís Gustavo é sempre um show à parte. A direção de Jorginho Fernando também fez muita diferença. Ti-ti-ti foi um estrondoso sucesso e se ficar aqui falando da novela, vai dar muito pano pra manga, pois apesar das muitas falhas, a trama teve muito mais êxito. O núcleo todo de Victor Valentim foi um presente. Rodrigo Lopez e seu Chico foi o que se pode dizer, muito bom mano, e escutá-lo falando "perfeitamente, completamente, terrivelmente" foi um achado. A menina Mabi (Clara Tiezzi) foi a revelação do ano. Linda, linda! Ti-ti-ti vai deixar saudades e com certeza tem rumo certo ao Vale a pena ver de novo daqui alguns anos. A torcida apenas vai ser para que o Ministério da Justiça corte as cenas do Alexandre Borges, de resto, é só flores

2 comentários:

  1. Mesmo canastrão eu rolava de rir com o Alexandre... a novela foi realmente muito boa.

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  2. Não conferi a novela... mas pelo visto deu certo, teve um bom reconhecimento e foi sucesso entre o público!

    []s

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