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quinta-feira, abril 21, 2011

Enquanto isso na novela das sete...

Atuação de Flávia Alessandra não chega nem perto da composição que  Robin Williams imprimiu ao robô Andrew Martin do filme O Homem Bicentenário
Em meio a robôs e dinossauros, Morde & Assopra tinha tudo para ser um grande sucesso. Começou bem, mas o que era para ser novidade degringolou de tal forma que decidiram mudar toda uma história. Bom enredo é o que faltou nesse primeiro mês. Adriana Esteves é excelente como atriz, porém seu companheiro Marcos Pasquim (ele até se esforça) apanha muito em cena. 
O outro protagonista, Mateus Solano, é o que se pode chamar de melhor galã da atualidade, só que Flávia Alessandra não convence como robô. Isso poderia servir como elogio, o que não é o caso, então Flávia precisa urgentemente imprimir um leve toque de carinho à personagem, algo meio "Homem de lata" de O Mágico de Oz, meio Andrew Martin (Robin Williams) em O Homem Bicentenário, assim quem sabe o público torceria por um final feliz para a personagem. Falta emoção. 
E caros, cadê o embate da protagonista com a antagonista? O público precisa ver dualidades, assim como torcer para que a mocinha fique com o mocinho no final? E as histórias paralelas também são fracas, nem Malhação tem tanta baboseira. Quando vi pela primeira vez dona Elizabeth Savalla em novelas, lá se vão quase vinte anos, foi em Quatro por Quatro, de Carlos Lombardi, a atriz fazia de sua Maria Auxiliadora uma mulher batalhadora, e batia de frente com os fenômenos da época Letícia Spiller (no auge com Babalu) e Betty Lago (em seu melhor papel na tevê na pele da perua Abigail). Era simplesmente uma atriz adorável. Porém, com tantas novelas com a assinatura de Walcyr Carrasco no currículo, Beth Savalla virou atriz de um personagem só e de apenas um escritor. Nós sabemos que ela pode bem mais. Mas nem tudo são espinhos, Cássia Kiss (me recuso a incluir Magro no sobrenome) é o que se pode chamar de verdadeira camaleoa. A assassina de Odete Roittmann se reinventa a cada papel e está roubando todas as cenas de Morde. Destaques também para Vanessa Giácomo, Jandira Martini e Bárbara Paz, vilãs de mão cheia. Walcyr Carrasco tem um bom elenco, uma carta curinga que é a Adriana Esteves, basta saber talhar as histórias num rumo certo, apostar nas vilãs e inserir muita comédia, o horário pede isso. "Probleminhas" adolescentes deixa para o pessoal de Rebelde, da outra emissora. Falando no autor, eis que Walcyr é a oscilação em pessoa: da mesma forma que cria verdadeiras obras primas como Alma Gêmea, O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta e Xica da Silva, consegue o oposto, vide A Padroeira e Sete Pecados. Força Walcyr, faça de Morde & Assopra ao menos algo parecido com Caras & Bocas ou Fascinação (no Sbt), nem tão esdrúxula nem excelente. Aliás, a torcida é que dê a volta por cima (tempo ainda tem) e transforme os dinossauros e robôs num marco da teledramaturgia.

Um comentário:

  1. Nunca achei Walcy um bom autor. Gostei de alguns trabalhos dele, mas se você notar as histórias dele se repetem muito e quando ele tenta inovar ele sempre acaba caindo no "meio comum". Mas, nem vou criticar muito... não vi nada ainda desta novela, rs

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