BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS

sábado, setembro 10, 2011

A boa fase das reprises na TV

Nesta sexta-feira dia 09 foi ao ar o último capítulo da reprise de O Clone, pela TV Globo. Produção caprichada vinda do ano de 2001 a trama trouxe de volta aquele cheiro de boa novela no Vale a pena ver de novo. Eu mesmo achava que estávamos estagnados a novelas medíocres como Sete Pecados, Sinhá Moça, Era Uma Vez e etc. Não que nenhuma delas não tivessem algo interessante, mas não justificavam nunca o título do programa. O Clone sim valeu muito a pena. Os dramas de Mel (Débora Falabella), Nando (Thiago Fragoso) e Regininha (Viviane Victorette) com as drogas, mesmo com alguns cortes (que eu achei um desperdício por parte do Ministério Público, sabendo que o tema é sempre bem-vindo para crianças e adolescentes) alertaram. A dor dos pais (Daniela Escobar defendeu com maestria sua Maysa) diante da impotência que exercem em cima da própria droga. Osmar Prado, sempre incrível. Fora a cultura muçulmana muito bem abordada e o tema central, a clonagem humana ainda hoje, quase dez anos depois, divide opiniões. Pudemos conferir o quanto Murilo Benício melhorou com o tempo. Mas ainda um tanto cru como protagonista, Léo, Lucas e Diogo, todos os três receberam tratamentos diferentes em suas caracterizações. Giovanna Antonelli, linda, linda, mesmo na pele de uma Jade que eu particularmente nunca a trataria como uma mocinha de novela. Entre Jade e Maysa me compadecia muito mais com a mãe da Mel, sem pestanejar. Cristiana Oliveira, Nívea Maria, Adriana Lessa, Beth Goulart, Juca de Oliveira, todo o núcleo cômico, praticamente todos brilharam. Teve ainda um casal magnífico interpretado pelos ótimos Antônio Calloni e Letícia Sabatella. Brilharam ainda Reginaldo Faria, Eliane Giardini, Jandira Martini e Stênio Garcia. Vera Fischer, vinda de um excelente papel em Laços de Família, fez bonito. Também foi a última vez que ela se esmerou com vontade. Depois dali só colecionou maus trabalhos. O bar da dona Jura (Solange Couto) voltou a fazer sucesso. Mas nem tudo foi flores em O Clone. Não curti ver a Deusa (Adriana Lessa) ficar esperando por um filho que não mais retornaria. Essa mulher pagou o pão que o diabo amassou a trama inteira e terminou castigada. O mesmo aconteceu com a Edna (Nívea Maria). Terminou procurando seu grande amor, o cientista Albieri (Juca de Oliveira), e este nunca deu o valor que ela merecia. Albieri e o clone foram engolidos pela areia do deserto como que um castigo pelo cientista ter enfrentado Alá (Allah) brincando de ser Deus. Deusa e Edna pagaram sem ter culpa. A indignação fica maior quando na cena seguinte vemos Alicinha (Cristiana Oliveira) se dando bem. Foi na reprise que me dei conta do porquê da autora Glória Perez ter escolhido o nome Deusa para a mãe do filho do Clone. Mataram a charada também? Mulher esperta essa Glória né? 
O Clone ficou oito meses no ar, durou mais que Insensato Coração, última novela das nove, que começou na mesma época. A audiência fechou em 17 pontos de média, 4 a mais que a antecessora Sete Pecados. E a partir da próxima segunda a Globo colocará Mulheres de Areia na faixa. E a torcida para que vire um sucesso é grande, assim quem sabe a emissora invista em tramas mais antigas e proporcione aos telespectadores mais velhos o deleite de lembrarmos de nossos passados (eu mesmo voltei a 1993 e parei para pensar de como eu era naquele ano) e aos mais novos a chance de ver verdadeiros sucessos da teledramaturgia. Fora que podemos comparar o artista ontem e hoje. A Glória Pires sempre foi um talento nato, mas está muito mais bonita hoje, aos 48 anos de idade, vocês não acham? E vou rever a Eloiza Mafalda. Atriz espetacular. Entre tantos outros. E quem não conhecia a Susana Vieira nos tempos que ela se comportava na TV essa é outra chance. 

O ano de 2011 veio com tudo na Globo, e o Vale a pena ver de novo voltou a ser um programa que dá vontade de assistir.

3 comentários:

  1. os textos de Gloria Perez sempre trazem algo de bom...mesmo que erre no contexto, ou na escolha dos protagonistas, como ocorreu em "America" suas novelas empolgam por carregarem aquela licença poetica misturada a realidade...isso é fazer um bom texto.

    Mulheres de areia foi boa...mas ainda prefiro Anjo mal.

    A Globo precisa entender que qto mais antiga a novela reprisada, melhor o ibope...todo mundo curte ver como era o povo naquela época...nos entendemos isso, pq a Globo não?

    abração...

    ResponderExcluir
  2. Deuza hehehe... Adorei rever "O clone"! Eu quero que "Mulheres de Areia" arrebente no ibope!
    www.portalcascudeando.blog.com
    @cascudeando

    ResponderExcluir