BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS

sexta-feira, março 02, 2012

Crítica: Fina Estampa

Fina Estampa estreou ano passado com cheiro e história de novelão. Griselda (Lília Cabral) caiu no gosto popular e assim como a Dulce (Cássia Kiss em Morde e Assopra) viu o público abraçando-a. Não tem quem não se comoveu com o sofrimento da personagem. A relação mãe & filho é sempre delicada e é vista com muito cuidado, muito zelo. Fina Estampa tem uma curva ascendente, desde A Favorita, 2008, a Globo não via seu horário nobre turbinado na audiência. A atriz Ângela Vieira, a Mirna Mello, favoreceu os primeiros capítulos, e apesar de todo o sucesso, apesar de contar com coadjuvantes à altura de seus protagonistas, Marcelo Serrado e Alexandre Nero (Crô e Baltazar, respectivamente) são os únicos acertos, a novela decaiu no enredo (na audiência não, a novela é muito popular). 
Dalton Vigh não teve êxito, seu Renê não passa de um canastrão, a própria Lília Cabral passou de heroína a uma chata de galochas e Christiane Torloni está a mil anos longe da Nazaré Tedesco (Renata Sorráh) de Senhora do Destino. Aliás, as falas de Tereza Cristina são insuportáveis, a frase hoje é dia de rock, bebê foi hilária, mas na novela fica fora de todo um contexto, e Christiane, uma atriz de excelentes papéis na TV, vide Dinah de A Viagem, Vivi e Fernanda de Cara & Coroa, Jô de A Gata Comeu, entre outros tantos, pagou um mico daqueles. Tereza Cristina não assusta ninguém, é só uma louca varrida, e sem graça, digo, nenhuma graça. Caio Castro é outro. Ele até que começou bem, mas se perdeu no caminho. Assim como não deram certo a Birolli, a Toscano e a Sophie e o Pigossi (todos muito chatos). Tânia Kalil estava despontando na trama e com a entrada de Helena Ranaldi, caiu. 
A história que envolve os personagens de Julia Lemmertz, Dan Stulbach, Renata Sorráh e Monique Alfradique era para ser um dos pontos altos da novela, mas francamente, ô enredo chato né não? E ali ninguém é de ninguém, já perceberam? É uma putaria sem fim! Não meus queridos, estou longe de ser um santo, mas tem que existir coerência. A Griselda, que no início era um poço de respeito e caretice, anda ora com Renê ora com o português. Detalhe: os dois estavam compromissados quando ela resolveu agarrá-los. E pra quem pensa que a heroína é decidida, que não precisa de homem para nada, diz que ama muito o Renê, mas tem o Guaracy sempre por perto, como garantia. Paciência tem limites.
Arlete Salles foi muito mal aproveitada, segue como um erro grotesco. Malvino Salvador não detém carisma e faz sempre o mesmo do mesmo. José Mayer não é mais galã, mas insistem com o rótulo. E Carolina Dieckmann foi a grande surpresa. Ela está longe de conseguir a simpatia do público, mas sua Teodora foi o personagem mais elaborado da trama. E dessa vez não posso apelidá-la de Chatolina Dieckmann. Não mesmo.
Dira Paes merecia mais e aquela mocinha que faz a filha dela é muito chatinha. Deus do céu! Wolf Maya atuando é muito ruim.  E o Eri Johnson sempre foi ele mesmo. Um chato. Mas uma que merece elogios é a intérprete da empregada Marilda (Kátia Moraes). A atriz está soberba. Parabéns.
Fina Estampa trouxe de volta um público perdido, mas não conseguiu crescer. Podia muito mais. Fez barulho, mas não o bastante para ultrapassar os 50 pontos. Vai ficar com quarentinha mesmo. O que é muito bom, pois não merecia. Passione e Insensato Coração foram bem melhores e não foram nem sequer sucesso. 
Aguinaldo Silva anda dizendo por aí que a Tereza Cristina vai sumir em meio a uma tempestade de areia. Chega a dar um nó na garganta. Não bastava aquele ator ruim cair do céu? À espera de um milagre, ou de Avenida Brasil mesmo!

11 comentários:

  1. Meu caro, sabe qual é o maior problema de Fina Estampa? A soberba do autor. Agnaldo Silva é antipático, presunçoso, arrogante e acha que é o Deus da Cocada preta. Clamou aos quatro ventos que havia criado essa novela muito antes de estrear, em grupo, com uma classe de novos autores. Putz, se esses são os novos autores da Globo, sinto que só teremos merda no futuro. Licia Manzo ( A Vida da Gente) chegou quietinha, e escreveu uma das melhores tramas dos últimos tempos.
    Agnaldo esta preso nas décadas de 80 e 90, quando escrevia aquelas novelas com cidades fictícias e personagens estranhos. Fina Estampa é uma remodelação daquilo, nos dias atuais. Chata, com personagens que tinham potencial mas foram sobrepujados pelo autor, que ao invés de escrever a novela fica dando pitaco nos textos alheios e falando mal de companheiros de emissora.
    Enfim Fina Estampa foi um erro, que surpreendeu. Não imaginava que após Senhora do Destino, Agnaldo poderia ser tão ignóbil, tão sem criatividade. Péssima novela, que se estende ao fim que nunca chega.
    Desperdício de elenco, desperdício de tempo e dinheiro. Nesse ponto, se o Boni ainda estivesse na Globo, essa porcaria ja teria terminado ha muito tempo...e estaríamos livres tb do BBB...rs

    abração.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nossa Rafael, extraordinário seu comentário. E mto inteligente. Vlw. Abração!

      Excluir
    2. Disse TUDO! Ganhou uma fã! Concordo com absolutamente tudo que você citou; em gênero número e grau!

      Excluir
  2. Comentário perfeito.

    Eu que não sou fã de Carolina Dieckmann também concordo com sua visão sobre ela.

    Que saudade de Roque Santeiro. To certo ou to errado? kkk

    ResponderExcluir
  3. E as novelas das 6 e das 7 no fim, e essa não acaba!
    hehehe

    ResponderExcluir
  4. Eu não gosto desta novela. A das 6 foi muito boa e das 7, também não vejo. Eu gosto mesmo são das mexicanas!

    ResponderExcluir
  5. Novela ruim... Pros meus gostos, pelo menos. Não me presto assistir.
    Lucas - www.cascudeando.zip.net

    ResponderExcluir
  6. Concordo com tudo que foi dito. Hj é o penúltimo capítulo, Saldo: uma novela muuuito chata e cheia de personagens "malas". Até o grande suspense da novela, o tal segredo que de um virou três é ruim.
    Pra terminar, alguém sabe me explicar o porquê da novela se chamar "Fina Estampa"???

    ResponderExcluir