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sábado, março 24, 2012

Fina Estampa, último capítulo, graças a Deus!

Um conceituado autor de novelas, escritor de fenômenos de audiência, Roque Santeiro (junto com Dias Gomes, mas que ele jura que o mérito é todo dele), Vale Tudo (junto com o Gilberto Braga), Tieta (dele só!), Pedra sobre Pedra (dele!), Fera Ferida (dele!), A Indomada (dele!), Porto dos Milagres (dele!) e Senhora do Destino (também dele!). E todas são lembradas com o carinho merecido. É também colecionador de fracassos como Suave Veneno (1999), Duas Caras (2007) e agora Fina Estampa (2011). Aguinaldo Silva, aquele que muitos chamam de Mago, conseguiu uma proeza e tem toda a minha admiração perante a isso. Ele sabe que sua novela é muito ruim e ainda assim obteve uma das maiores audiências desde A Favorita, de 2008. Fina Estampa foi muito popular, a massa inteira comentava as loucuras de Tereza Cristina (Christiane Torloni), coisa que há tempos não se via. Mas, mesmo com (quase) toda a população a favor, está aí uma novela que não vai fazer nenhuma falta. Nenhuma!
Ele se vangloriou por conquistar um ibope superior às últimas tramas exibidas no horário, ok, e foi desse jeito mesmo, mas Passione em sua reta final estourou, seu último capítulo obteve 52 pontos, muito aquém dos 47 conquistados ontem a noite. E Insensato Coração, uma novela cheia de problemas internos também terminou com 47. Porém, ambas foram rejeitadas no início, o que afetou toda a média final. Fina Estampa seguiu pelo lado contrário. Estourou de cara e estagnou. Perdeu fôlego. Caiu. E com o último capítulo, horrendo por sinal, podemos dizer com propriedade a bela porcaria que nos foi enfiada goela abaixo todos esses meses. Argh!
Além de mostrar uma cena tosca com a Griselda (Lília Cabral) amarrada num barracão, continuar com uma cena mais tosca ainda com a vilã matando seu comparsa, viu-se ali que Tereza Cristina, uma caricatura, jamais seria uma Nazaré Tedesco (Renata Sorráh) e deprimente de verdade foi ver o Pereirão correndo atrás da malvada com uma chave de grifo. Lamentável! Não saber quem era o namorado do Crô (Marcelo Serrado, o grande acerto da trama) foi outro desfecho medonho. Baltazar (Alexandre Nero) é gay ou não? Ficou a dúvida. O autor quis deixar isso nas entrelinhas, errou feio! O naufrágio de Pereirinha (José Mayer) foi ridículo e aquele discurso da protagonista foi muito chato. Griselda foi o pior personagem de Lília Cabral na TV, não suporto gente autoritária e intrometida, Griselda foi o que podemos denominar de purgante. E haja lacto-purga (merchandising) contra pessoas feito ela. Vamos à lição de moral:
 "O estudo é muito importante, o saber é uma benção, mas não é o estudo que faz o homem, mas sim, seu trabalho duro e honesto, que é o que dignifica. Seja qual for a tarefa, deve ser feita com integridade, honestidade, alegria e orgulho. Pois um trabalho bem feito e honesto faz o mundo andar... Assim, é o caráter e não um título - que faz uma pessoa." (Griselda Pereirão).
Não que ela não esteja certa, está corretíssima, mas tudo que é demais enjoa. E ouvir, todo santo dia, uma citação de uma novela antiga de Aguinaldo Silva foi de doer. 
Novela medíocre!

4 comentários:

  1. Ele se superou. Uma mulher que tira uma chave inglesa da bolsa, hahahahah!!! COMASSIM???? E a formatura? hahahaha, nunca ri tanto.

    A novela mais tosca do mundo com certeza. Lilia Cabral, coitada, deve estar respirando aliviada.

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  2. final odioso aguinaldo silva cagou nesta e sentou em cima

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  3. Olha, eu gostei. Como não a assistia com frequência e assim não coloquei expectativas quanto a seu final, gostei mesmo.

    Claro, novela ruim merece um final ruim. Mas duas cenas me deixaram comovidos: o discurso da Griselda e a dor de Crô. Ainda não tive tempo, mas pretendo fazer um post sobre isto, amanhã.

    Abração.

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