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quinta-feira, abril 05, 2012

Vidas em Jogo, últimos capítulos

Tive muita implicância com Vidas em Jogo (já superada, é bom frisar), carro-chefe da Record que termina na próxima segunda. A começar pelo nome: nos últimos anos tivemos um boom de títulos com esta palavra, cansativo e feio. A novela começou (em maio passado, serão onze meses no ar. Exagero!) e quis mostrar a que veio de uma vez só. Eram muitas cenas de ação, todas forçadas demais, muito Velozes & Furiosos, mas aos poucos a trama (se corrigiu) pegou e foi conquistando os telespectadores. 
A TV do bispo Macedo tem um acervo de atores ruins e a maioria deles está no folhetim de Cristianne Fridman (ótima autora), mas soube contratar muito bem também, foi sua salvação. Betty Lago trocou a Marushka (Marília Pêra em Aquele Beijo) pela Marizete e se deu muito bem. Agradou. Mas é Beth Goulart o grande nome de Vidas em Jogo, e da Record inteira. A atriz dosou muito bem as maldades e todo o sofrimento da personagem ao descobrir ser portadora do vírus da Aids. As cenas de Regina com a filha Patrícia (Thaís Fersoza em seu melhor momento na tevê) são dignas de muitos aplausos. Impossível não se emocionar com as duas, Beth e Thaís (foto) foram soberbas e não me conformo (não deu pra engolir) em não ver o nome da veterana (a Globo deve se roer de ódio em ter perdido esta talentosa atriz, incompetência pura) em primeiro nos créditos, uma pena. A abertura, por sinal,  é simples demais, a emissora deve se preocupar com isso, precisa imprimir mais qualidade, fica a dica para as produções que estão por vir.
Vidas em Jogo pecou em ter sido esticada muitas vezes, foi prejudicada por isso e poderia ter incomodado muito mais a audiência, vai terminar com uma média de 12 pontos. Razoável. Mas valeu (e muito) por ter incluído em sua história o drama do crack na vida dos brasileiros. Ricky Tavares, impactante e Luciana Braga, emocionante passaram todas as dores de seus personagens sem forçar uma barra, linda a composição do novato ator, boa pesquisa, merece todos os parabéns possíveis. O tema exigia todo um cuidado. Destaques também para Leonardo Vieira, Julianne Trevisol, Denise Del Vecchio (incrível), Simone Spoladore e Lucinha Lins. Guilherme Berenguer e Rômulo Arantes Neto decepcionaram, este último então, dispensa comentários. Sandro Rocha (o Cléber) é muito ruim também. 
Entre altos e baixos, considerando o enorme e desnecessário número de capítulos, Vidas em Jogo termina com saldo positivo. Vai deixar saudades. Muito das flores se remete ao trabalho competente do diretor Alexandre Avancini. Bravo! E quem será o palhaço assassino? Aposto na Marizete (Betty Lago)!

3 comentários:

  1. Concordo com cada palavra, cada vírgula, cada tudo, hehe.

    www.jurandir.dalcin.zip.net - Blog de Novelas

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  2. Vidas (em jogo) vai acabar e é então que eu percebo que eu era um ano mais novo no inicio dessa novela. Talento de Cris Fridman está sendo massantemente desperdiçado, uma pena. Nada contra a Record, mas falta planejamento e piedade com a integridade dos seus atores e autores. Cris deve deixar a emissora e ir pra Globo. Bom pra ela, bom pra Globo e um problemão pra Record.

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