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terça-feira, outubro 30, 2012

Última crítica à Gabriela (aquela de Cravo & Canela)

              Penso cá com meus botões, como teve sorte o senhor Walcyr Carrasco (o autor), conseguiu juntar Tarcísio Meira, José Wilker e Antônio Fagundes, três dos maiores e inesquecíveis galãs de todos os tempos. Tarcisão é o pai de todos, nem sei se um dia haverá alguém para desbancá-lo, tem na voz uma arma que seduz, expõe de maneira inquietante toda sua masculinidade, todo homem gostaria de ser Tarcísio Meira e toda mulher gostaria de tê-lo em seus braços, mesmo velhinho, afinal! ele continua esbanjando charme, a torto e a direito. E se Tarcisão é o macho Alfa, José Wilker é a malandragem em pessoa, no bom sentido da coisa. Ou o Vadinho (Dona Flor) incorporou de tal maneira ou ele é assim mesmo, um canalha, um bruto. As cenas no julgamento de Coronel Jesuíno foram hilárias (Bete Mendes, Laura Cardoso e Ângela Rebelo num estereótipo às irmãs Cajazeiras de O Bem Amado foram incríveis). O monólogo de Wilker no penúltimo capítulo foi de arrebentar e arrepiar quem curte talentos de verdade. Abaixo segue o link dos capítulos, a quem interessar. No site aliás, consta, na íntegra, os capítulos de sua novela favorita. Muito bom! E tem o Fagundão e sua fala que às vezes chateia, mas que se tornou sua marca registrada. Dizem que ele fala com uma batata na boca, mas é Fagundes, jeito e cara de machão, um Petrucchio, aquele que que se faz de durão, mas tem no olhar toda a sua ingenuidade, ali seus sentimentos afloram. Depois do Bruno Mezenga de O Rei do Gado, Antonio Fagundes assumiu o personagem de tal maneira que os seguintes parecem todos iguais. Não são, claro. Teve o Félix de Porto dos Milagres que não me deixa mentir. Mas suas melhores atuações, a meu ver, foi quando ele não buscava caricaturas e interpretava de forma simples e arrasadora, Otávio de A Viagem, Felipe Barreto de O Dono do Mundo, Caio de Rainha da Sucata e Ivan de Vale Tudo são provas vivas, não tirando, óbvio, todo o charme do Coronel de agora. 
Três incríveis galãs, três tipos a serem copiados! mas nunca iguais. Três admiráveis atores, finos na vida, artistas no singular. Ok, Humberto Martins ocupou o pódio de galã da novela, mas uma vez galã sempre galã, e a força descomunal desses três ficará viva para todo o sempre.
O destaque dessa vez fica mesmo para José Wilker, seu Jesuíno foi a alma do que era os homens daquela época e junto da Laura Cardoso conquistou os telespectadores. Se quando as pessoas que viram a primeira versão já memorizam a Sônia Braga, não estou desmerecendo a Juliana Paes, longe de mim! Cá pra nós, bem baixinho, eu nem gosto muito da Sônia não! Quando alguém lembrar dessa versão, "Se arrume, que eu quero lhe usar" e "Jesus Maria José" serão expostas em meios a risos e festas. A novela foi mesmo de José Wilker e da Laura Cardoso. Não há dúvidas. Palmas!!!

Lembram? José Wilker teve uma atuação magistral e não moveu nenhum músculo da face durante a sequência mais forte da novela. Coronel Jesuíno arrombou a porta da casa onde fica o consultório de Osmundo (Erik Marmo); subiu as escadas; girou a maçaneta da porta do quarto em que Sinhazinha (Maitê Proença) e seu amante estavam; se deparou com os dois se beijando; olhou; mirou; e atirou em ambos a sangue frio. Uma cena marcante e muito pesada. 

Veja:





10 comentários:

  1. Queria muito assistir...Só posso torcer pelo lançamento em dvd. O seu elogios aos galãs é mais do que justo. Todos elogiaram o trabalho do trio.

    Abraços

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    1. Tou torcendo por um remake de Tieta, amava!!!

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  2. Eu não amei Gabriela, como pensei que iria amar. Eu não assisti a todos os capítulos, quando pensei que não perderia nem por decreto. Mas, contudo, foi uma boa história. Como disse a Cavalli( Foi uma mistura interessante de Walcir com Amado). Gostei da modulação e destaque a mais de alguns personagens. Adorei a Vanessa como nunca pensei que adoraria. E me surpreendi com a Luiza Valdetaro. Os meninos não ficaram a trás. Destaque para Mateus Solano. E sem contar os ícones que são Laura Cardoso, Tarcísio Meira(Nesse final, foi msm ótimo)e Fagundes. Agora, o que me emocionou foi atuação de José Wilker. O monólogo dele foi indimenticabile(rsrs). Um ator que escolhe ser minimalista, mas que, e que não tem noção do brilhantismo alcançado. No mais, bem, deixemos as críticas negativas a outros. Rsrs. ótimo texto hein sr. Mr.Tv.

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    1. indimenticabile (rs), mto bom né ;)

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    2. ah! e eu acho ótimo os teus comentários, muito muito s2

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  3. Sinceramente? Nem acreditei que Gabriela acabou sexta. Era a única novela que eu tava acompanhando como podia, e gostando. Ótimas atuações, José Wilker e Laura Cardoso impecáveis. Até a Gabriela apagada eu gostava, mas acho que é mais por causa dessa cara de "amiga engraçada do fundão da sala" que a Juliana Paes tem.

    Pra mim vai fazer falta, ainda mais pq nenhum dos outros 3 folhetins globíferos no ar me pegou. Meus livros agradecem. :P

    Abraço queridão, obrigado por vc sempre lá no blog!
    ;)

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    1. sobre eu viver lá no seu blogue, precisa agradecer não, é uma honra, sobre as outras novelas eu gosto de Lado a lado, o ruim é o horário em que ela é exibida ;) Abraço

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  4. Ah, e eu tb não gosto da Sônia braga, muita preguiça. É uma Narjara Tureta VIP, querendo que as pessoas as tratem como se ainda fossem as estrelas de 1978.

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