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terça-feira, janeiro 15, 2013

Crítica: O Canto da Sereia

Quando estreou na TV em Sinhá Moça, esconderam o rosto de Ísis Valverde, da linda Ísis Valverde, da gostosa Ísis Valverde, da talentosa Ísis Valverde. Ísis é tudo isso e mais um pouco, é a nova Ana Paula Arósio, vai longe, tem futuro. Explodiu como a Rackelly de Beleza Pura. Todo mundo a adorava. Fez bonito em Caminho das Índias. Encantou em Tititi. Foi um dos pontos altos de Avenida Brasil. Ganhou propriedade como Sereia. Em O Canto da Sereia, Ísis foi correta do começo ao fim, sacudiu a audiência da Globo, provocou, foi estrela, fez todo mundo parar para descobrir quem matou a musa do axé.
Baseada no livro homônimo de Nélson Motta, a minissérie inovou, reinventou um final, conseguiu a proeza de ser ainda mais envolvente, Só Love (João Miguel, que eu vi no filme Estômago, um excelente filme, por sinal) a matou (a pedido dela). João Miguel foi sem dúvidas outra sensação da trama, atuação digna de um Oscar, como é rico como ator, bravo! bravíssimo! Que a Globo o convoque logo para suas próximas produções. É ouro puro. Lindo! 
Marcos Palmeira como Augustão provou que não está para brincadeira. Deu um chega pra lá na atuação canastrona do início da carreira, e depois de 2012 só tem mostrado boas interpretações. Na minissérie, foi soberbo. Marcelo Médici é outro que dispensa comentários e a bonitona da Fabíola Nascimento (parceira de João Miguel no filme Estômago) vem talhando uma carreira lindíssima na televisão. Mãe Marina foi perfeita. Por último, Gabriel Braga Nunes, ótimo como Paulinho.
Mas não teve para ninguém, não tem Ivete Sangalo que segure Ísis Valverde, a moçoila fez de Sereia uma Marilyn Monroe tupiniquim, lá da Bahia, com todas as alegrias e as dores impostas a todo mito. Maurício Stycer, que nem sempre gosto, falou muito bem: O Canto da Sereia se sobressaiu por não tratar o telespectador como idiota. Sob a direção rigorosa de José Luiz Willamarim e com um texto primoroso de George Moura e Patrícia Andrade, a trama encantou por fugir do óbvio: fez o público pensar com a mente e o coração. Uma vez visto o primeiro capítulo não tinha mais chance de parar de olhar o capítulo seguinte. Pena ter durado tão pouco. E digo mais: a partir de O Canto da Sereia, as outras produções tem que se esforçar muito para conseguir bater essa obra prima. E para Ísis, meu forte abraço.

Menções honrosas para Camila Morgado (Deus do céu, que baita atriz), o adorável Marcos Caruso e Zezé Motta. Palmas!

Minissérie perfeita, todos estiveram muito bem. Lindos! Continuidade da crítica de O Canto da Sereia, exibida pela Rede Globo na última semana. Um fato me deixou bastante contente: Marcela Cartaxo, a Salete, apareceu bem pouco, mas foi o bastante para deixar sua marca, ela é a atriz do filme A Hora da Estrela. Ela é excelente. Amo de paixão. Havia visto o longa um dia desses na TV Brasil, numa dessas madrugadas sem nada pra fazer, gostei muito. E nunca pude imaginar que a tal protagonista do filme estava viva e que era a Marcela. Passa um monte de coisas na mente, e é uma pena mesmo a mídia e o público só darem chance a quem é bonito. Marcela é a prova viva que não existe papel pequeno para quem tem talento. Parabéns!

3 comentários:

  1. Taí, gostei da crítica Mr. TV!

    Realmente todos os atores foram excepcionais. Série de tirar o chapéu em muita programação da platinada.

    Abraço!

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  2. concordo. O Canto da Sereia provou que a TV pode fazer coisas maravilhosas sim, basta querer!

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  3. Gostei muito, só achei a risade da sereia meio forçada :(

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