BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS

quarta-feira, março 13, 2013

A estreia "mais ou menos" de Flor do Caribe: novela começa com os mesmos 18 pontos de Lado a Lado. Será culpa do horário?

O vilão Alberto (Igor Rickli) e os heróis Cassiano (Henry Castelli) e Ester (Grazi):  o anti-herói tem tudo para roubar a novela para ele.
De 1990 para cá, do autor Walther Negrão eu assisti todas as suas obras, todas, sem exceção. Nostálgico que sou, por natureza, Despedida de Solteiro, de 1992, segue como minha favorita, há longa distância. As novelas dele são sempre água-com-açúcar, são despretensiosas, mas poucas não são boas. Ele não é o melhor autor do mundo, também não é o pior: Três Irmãs, de 2008, que assinou junto de Antônio Calmon (Vamp, O Beijo do Vampiro, Top Model) foi o grande equívoco de sua carreira, as outras tiveram relativo sucesso, porém se não se cuidar, Flor do Caribe, a nova novela das seis da Globo pode trilhar o mesmo caminho. E não é o que esperamos.
Flor do Caribe segue a cartilha de Tropicaliente, sucesso de 1994 do autor. Tropicaliente, aliás, é um dos maiores sucessos no mundo, fato este que jamais vou entender. Mas em todo caso, Grazi Massafera, que está bem sim na pele de Ester,  não é  a Carla Marins (Dalila) e Débora Nascimento nem de longe lembra a doce Açucena (Dieckmann). Ou seja, que o autor fuja das comparações, antes que seja tarde demais. A história de Ester, não a bíblica, ainda come nas beiradas de outro folhetim do autor: Como uma onda, de 2004. Ele está apostando todas as fichas num enredo que cansou, definitivamente. Está na hora de mudar.
A diferença da atual com as antigas se dá ao elenco: Flor do Caribe deixa muito a desejar e claro, a direção. Jayme Monjardim é fera em mostrar paisagens lindas. Fotograficamente fica perfeito. Mas ele costuma se arrastar muito por causa disso. 
Da protagonista gostei dela na sua estreia, em Páginas da Vida, 2006, foi correta e em Desejo Proibido (de Walther Negrão), onde foi simplesmente perfeita. Não gostei do trabalho dela em Negócio da China e Tempos Modernos, nessa é bom frisar que detestei. Em Flor do Caribe, Grazi está apostando alto: quer recuperar o tempo perdido e está fazendo bonito. Até então. Do Henry Castelli a impressão que dá é que ele faz sempre a mesma coisa: é o eterno Pedro da temporada de 2002 de Malhação. Porém, nada que atrapalhe o andar da carruagem. E do estreante Igor Rickli o que se pode apontar é que ele usa e abusa dos olhos. São bonitos, deixemos a macheza de lado, mas se ele pensa que vai enganar o telespectador mais esperto desse jeito babau pra ele. O rapaz não é ruim, não mesmo! basta apenas um pouco mais de comprometimento, ele tem todas as chances de esmagar o herói da trama. Certamente vai, caso contrário, que encerre sua estada na televisão por aí mesmo. Perder para o Henry Castelli é dose, se é que me entendem.
Dos dois capítulos apresentados destaco a atuação de Sérgio Mamberti. Ele roubou pra ele todas as cenas até agora. Ângela Vieira ainda não disse a que veio e Juca de Oliveira está chato. Bem diferente de sua atuação em Avenida Brasil. Todavia, assim como já havia mencionado antes, é muito cedo para julgar isso ou aquilo, mas que sirva para os mesmos irem se autoanalisando.
Flor do Caribe estreou com a mesma pontuação de Lado a Lado: 18 pontos. É um mal presságio: se a anterior com toda a sua formosidade não alavancou a audiência, imagina a atual, rasa e pouco empolgante.
Força Walther Negrão. A novela apenas começou.

Um comentário:

  1. Estamos diante de um problema: novelas têm qualidades, repercutem, fazem milhares de fãs, mas derrapam no ibope. É preciso mais do que apenas corrigir a novela e aumentar os índices, se necessário. A Globo precisa pra ontem reestudar o perfil do público que quer assistir novela no horário.
    Lucas - www.cascudeando.zip.net

    ResponderExcluir