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sábado, junho 22, 2013

Crítica: Amor à Vida

Quando estreou, há pouco mais de um mês, a novela das nove da Globo Amor à Vida tinha a difícil missão de resgatar o público perdido de Salve Jorge, o pior desempenho da autora Glória Perez na TV. Walcyr Carrasco, que há mais de dois anos não descansa, ele emendou Morde & Assopra com Gabriela e Gabriela com Amor à Vida, criou um verdadeiro espetáculo novelesco. A atual trama é tão interessante quanto Avenida Brasil e A Favorita, as melhores do quesito dos anos 2000.
A Carminha (Adriana Esteves) e a Flora (Patrícia Pillar) ganharam um companheiro à altura, Félix (feito com maestria pelo ator Mateus Solano) é a personificação do mal. E incrivelmente carismático. Outro ponto positivo é a humanização do personagem. Apesar de repudiar a monstruosidade do rapaz, ainda assim conseguimos entender o porquê dele ter se transformado numa pessoa tão asquerosa. Poderia ainda dizer que Félix é a consagração de Mateus, o que seria injusto, visto que o mesmo tem dado o melhor de si em outras produções, como Maysa e Viver a Vida, todos feitos com muito esmero e competência. Félix é a prova viva de que Mateus é o melhor ator de sua geração e que a partir deste vem muito mais por aí.
Walcyr se preocupou tanto em humanizar seus personagens que não perdeu o fio da meada em nenhum deles. Bruno (o melhor personagem da carreira insossa de Malvino Salvador) é a caracterização do bom caráter, mas até alguém como ele tem seus defeitos. Ele foi capaz de esconder do mundo que a filha em questão foi encontrada em uma caçamba, num ato heroico ele a criou com todo amor e carinho, mas causou, mesmo que indiretamente muito sofrimento. Paloma (Paola Oliveira), a mocinha da trama é uma inconsequente e apesar de sofrer o pão que o Diabo amassou nunca aprende com os erros. É incapaz de esclarecer fatos e se apaixona e se desapaixona fácil fácil. Mas é uma boa pessoa. Tanto Paola quanto Malvino, principalmente o Malvino, me fazem chorar muito com suas belíssimas interpretações.
Antonio Fagundes como César é capaz de ser o melhor dos homens, correto e honesto. Mas tem pra si o pior dos defeitos: o preconceito. Estragou toda a vida do filho Félix por não suportar a ideia de ter um filho gay. E em tempos que existe até uma lei apoiando a cura gay, César é um personagem muito rico e tem muito a acrescentar a história. E ainda acumula muitas amantes no currículo, a última tem o nome de Aline (a versão feminina de Félix, perigosa e ardilosa). Vanessa Giácomo encontrou o ponto certo e estamos diante de uma mulher misteriosa e muito ambiciosa, mascarada por bondades demasiadas.
Estão muito bem em cena a Bárbara Paz, Rosamaria Murtinho, Klara Castanho, Eliane Giardini, Elizabeth Savalla, Luís Mello, Ary Fontoura, Daniele Winits, Marcelo Antony, Thiago Fragoso, Fabiana Carla, Bel Kutner, Ricardo Tozzi, Fernanda Machado, Daniel Rocha, Marina Rui Barbosa, Fulvio Stefanini e Juliano Cazarré. 
Não gostei: do pouco aproveitamento de Carolina Kasting e o tal do Julio Rocha é carta fora do baralho.
Com Susana Vieira o meu apreço é ainda maior. Depois de muitos anos a odiando, voltei a vê-la com bons olhos na reprise de Mulheres de Areia, em 2011. E para minha surpresa ela voltou com todo o gás em Amor à Vida. Ela vem dando show de interpretação como Pilar e não por menos, as cenas com Nathália Timberg são sempre memoráveis. Bravo! 
Todos os dramas da novela enchem nossos olhos e o caso da menina autista interpretada magistralmente por Bruna Linzmayer é de uma delicadeza ímpar, tudo perfeito!
O melhor casal está nas mãos de Michel (Caio Castro) e Patrícia (Maria Casadevall) e eles já conquistaram a minha torcida. 
O núcleo cômico é capitaneado por Tatá Werneck e junto de Anderson di Rizzi fazem de Valdirene e Palhaço as melhores coisas do humor da atualidade. Bem aquém dos personagens do Zorra Total e das séries atuais.
E pensa em perder um capítulo de Amor à Vida para você ver. Tudo é tão rápido que dá gosto de querer acompanhar. Uma sacada de mestre do autor. E tem o Wolf Maya e cia numa direção espetacular. Tudo dando certo. Produção inteira esmerada e competente. Aplausos. Muitos aplausos e claro!, esperando para mais um capítulo de Amor à Vida hoje a noite. E você aí, não vai ser louco de perder, né não?
A audiência de Amor à Vida é de 34 pontos atuais. Dois a menos que Avenida Brasil no mesmo período de exibição e quatro a mais que Salve Jorge, ou seja, Félix salvou a lavoura!

3 comentários:

  1. Opa! E ai.

    Acho que a novela que eu assisto é diferente da novela que os demais assistem. Discordo de praticamente tudo o que foi dito aqui.

    A começar pelo Felix. Que o Matheus tá fazendo um papel magistral, e muito provavelmente será lembrado por ele por toda sua carreira, isso é indiscutível. Mas ele tá caindo para um lado caricato insuportável.

    Ninguém é como ele 24 horas por dia. Ninguém sai destilando veneno aos quatro cantos o tempo todo. Imagina a quantidade de processos por assédio moral que ele teria.

    Fora a chatice dos bordões, que ele repete a cada cena.
    O que tinha tudo para ser uma grande personagem, se esvaiu agua abaixo. Quantos milhões de brasileiros vivem uma vida dupla como a dele. Se bem explorada, esse tema poderia render e não cair no caricaturismo.

    A Paola Oliveira consegue tudo nessa vida. Menos segurar uma protagonista. Fraca e insossa não transmite humanidade nenhuma a Paloma vivida por ela. Torço pelo Bruno pela situação em si, mas que é outro tosco em cena, isso não tenho dúvidas. Ele chora pela testa mas é incapaz de derramar uma lagrima pelos olhos. Sai forçado. Não passa credibilidade.

    Outro ponto negativo na minha opinião é a relação da Patricia e do Michel. Dá muita preguiça.

    A novela tem 4 núcleos. Destes, 3 ainda não mostraram a que veio: A turminha do hospital, a turminha da periferia e a turminha dos gays. Triste isso.

    Agora, em compensação, Antônio Fagundes, Suzana Vieira, Savala e Vanessa Giacomo estão mandando muito bem. Palmas pra eles.

    Um ponto muito negativo pra mim, é o tom acinzentado da novela. Não se se é uma referencia a SP ou se é pra deixar a novela mais soturna. E se for isso, vai totalmente na contramão do nome da novela, que faz menção a vida. Uma pena. Cansa.

    Claro que é uma novela assistível. Mas não vejo tanta exaltação a ela assim.

    Existem muitos pontos a serem corrigidos. E sinceramente, pior do que tava não fica.

    Ah. A Klara Castanho é chata pra caralho. A diferença do Ricardo Tozzi da novela para o Fabian é que ele não canta nessa. E o Julio Rocha nem precisa falar.

    E me dá dó ver alguns talentos desperdiçados como o Dr. Laerte; A Natalia Rodrigues que deve tá fazendo a personificação de uma personagem muda e principalmente a Bruna Linzmeyer. Pena ver tanto talendo como o dela fazendo um papel tão sem expressão.

    No mais...

    Abraços

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    Respostas
    1. Eu gosto de Amor à vida, e bastante, hehehe, mas gostei da tua opinião e respeito, principalmente. Apareça sempre que quiser. Fica bem :)

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  2. Pois é falou e disse assisto a novela e gosto, porém passam alguns maus exemplos como é o caso do casal Michel e Patrícia é até bonito ver casais com tanta paixão mas daí a invadir locais públicos, atracarem se na sala de repouso k deveria ser para todos, atracarem se no vestiário enfim acho péssimo. César ai ai ai acho o detestável como pode ele ser tão estudado mas também tão machista e insensível como se não fosse sofrimento suficiente para Pilar o facto de não conceber ele tinha k faze la criar filhos dele com outras e agora larga-a com desculpa da outra estar grávida e ele ter necessidade de ter um filho dele e os outros k teve e Pilar criou, educou e amou?????E o pior de tudo k já cansou nas novelas os testes de DNA sinceramente é assim tão fácil falsifica-los? Então porque insistem em faze-lo? Que falta de ideias isso faz crer que mesmo em clinicas privadas e conceituadas os resultados podem ser adulterados. E racismo não falta nas novelas é incrível como ha tanta mistura no Brasil mas nas vossas novelas escondem os negros ou colocam os em papéis infimos a maior parte das vezes a menos k sejam artistas consagrados e isso alastra se aos programas de Tv como Faustão. Tudo de bom. Leonilde Muianga

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