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segunda-feira, agosto 25, 2014

Crítica: novela Império

História e jeito de Maria Regina (Letícia Spiller) é nítida inspiração na composição dos personagens de Maria Marta (Lília Cabral) e João Pedro (Caio Blat).
Em 1999 ia ao ar pela rede Globo de televisão a novela Suave Veneno, do autor Aguinaldo Silva, que contava a história do milionário Valdomiro, personagem do inesquecível José Wilker. Ele, um nordestino, pai de três filhos, teve um casamento mal sucedido, leva um grande golpe de Inês (Glória Pires), que por conta de  um plano maquiavélico preparado por Clarice (Patrícia França), que se diz filha dele, arma para ter para si um pouco da fortuna do notável senhor que tinha escondido consigo muitos diamantes. O que ele não sabe que Inês na verdade é Lavínia, uma mulher forte que trabalha como camelô nas ruas do Rio de Janeiro. Existe ainda Maria Regina (Letícia Spiller), Maria Eduarda (Luana Piovani) e Maria Antônia (Vanessa Lóes), as filhas dele. Eduarda, aliás, é sua favorita, enquanto Regina quer ocupar a presidência da Marmoraria e Antônia, coitada!, é a problemática das três. Em um outro enredo existe Uálber Cañedo (Diogo Vilela), a versão Walter Mercado (lembram?) da trama, que se apaixona por Claudionor (Heitor Martinez), que volta e meia aparecia pelado na frente do rapaz que tinha um lado bem sensível, na época não se falava tão abertamente de homossexualidade na tevê. E o mesmo tinha um caso com a Garota do Bumbum Dourado (Nívea Stelmann). Formava ali o triângulo mais inusitado (na época) da tevê. A robótica Maria Regina se apaixonava loucamente por Adelmo (Ângelo Antônio), seu motorista (o desejo de ambos saía dos poros dos atores). Tinha o Diabo (Fulvio Stefanini) que fez com que Eliseo (Rodrigo Santoro) vende-se sua alma e produzisse quadros falsificados de pintores famosos. Espera aí, essa história não lhe é familiar.
Em Império, também de Aguinaldo Silva, o comendador José Alfredo (Alexandre Nero) têm as mesmas características que Valdomiro. Lavínia é Cristina (Leandra Leal). Cora (Drica Moraes) pode ser um releitura de Clarice, com muitas pitadas de Perpétua (Joana Fomm) em Tieta, escrita adivinha por quem? Os filhos do poderoso chefão idem, mas com uma ressalva: Maria Regina pode ter emprestado seu jeitinho esnobe de ser e bastante divertido a Maria Marta (Lília Cabral). E aposto com vocês, ela vai ter um caso com o motorista. O triângulo amoroso é formado desta vez por Téo (Paulo Betti), Robertão (Rômulo Arantes Neto) e por Érika (Letícia Birkheuer). E a história dos quadros vai ser defendida por Paulinho Vilhena, que está arrebentando em cena. Aplausos!
Império é uma releitura de Suave Veneno com pitadas de outras novelas do autor e apesar do gostinho de déjà vu, ainda assim se torna interessante. Gosto muito de Lília Cabral e de Drica Moraes, mas quero mais maldades em torno das duas. Alexandre Nero está bem, assim como Zezé Polessa, impagável, Tato Gabus, Marina Ruy Barbosa, Suzy Rêgo, a eterna Carmem de A Viagem, e que baita atriz ela virou, Viviane Araújo, Aílton Graça (estes últimos tem uma química perfeita), Caio Blat, Maria Ribeiro (apesar de chata, quem a assiste no Saia Justa do Gnt sabe do que estou falando), Dani Barros (a Lorraine), Othon Bastos (o que ele esconde em sua casa? Mistério!!!), Nanda Costa (a Morena, ops! Tuane) e Andréa Horta. Quero ressaltar as atuações magníficas da primeira fase da novela que teve Regina Duarte num papel curto e memorável. Que ela volte logo às novelas! Chay Suede, o galã da vez, merecido! Vanessa Giácomo e Marjorie Estiano. Eu ainda sigo a tese de que Marjorie é a nossa nova Glória Pires da TV, linda! Thiago Martins e Reginaldo Faria. Ótimos! E por fim a Adriana Birolli, que veio com tudo e me fez esquecer de sua chata atuação em Fina Estampa.
Não gosto do trio de "viados". José Mayer, Paulo Betti e Kléber Toledo. Acredite, não é preconceito, mas do primeiro não aprovo essa ideia de que ele goste da mulher, mas procure se consolar nos braços de outro homem. Sei que isso existe, mas o jeito que é colocado no ar parece ser algo natural. São vidas destruídas! Foi como a Clara (Giovanna Antonelli) e a Marina (Tainá Muller) na última das nove. Atenção, a crítica não é referente a homossexualidade, longe de mim isso, e sim aos estragos que isso causa na cabeça das pessoas, principalmente das crianças. Paulo Betti está equivocado, não funcionou como o novo Crô (Marcelo Serrado) e Kléber (Leonardo), bem, esse não me desce, é o pior ator da novela, sem dúvidas. Essa aversão toda por eles não é sentida com Xana (defendido com maestria pelo Aílton Graça). E juro, espero mudar meu pensamento durante o desenrolar da trama. Ou seja, saudades eternas do Félix Soberano (Mateus Solano em Amor à vida).
Leandra Leal está um porre e essa falta de um casal para torcer também me incomoda. No entanto, por todos os outros bons motivos acima mencionados, Suave Veneno versão 2014 é uma boa pedida para as nove da noite. 

P.S.: Lília Cabral não está a cara de Xuxa? Reparem...


5 comentários:

  1. Nossa, há quanto tempo não aparecia aqui.. rsrs
    Sempre vejo todos falando mal de Suave Veneno, mas confesso que é uma das minhas novela favoritas. Tanto pela trama, quanto pela trilha, que me trás ótimas lembranças.
    E Império, vinha sendo muito boa. Mas pra mim, já está se perdendo. Tanto que vem vejo com tanta frequência.
    E Leandra Leal, coitada. Só pega papel de mala.

    bom te ver.

    Abçs.

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  2. Foi uma boa novela, mas eu amo a série. Um amigo me disse que este 24 de maio uma série que foi gravado em Rio de Janeiro ser liberado. Serve eu vejo algumas coisas e aperfeiçoado.

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