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sábado, março 14, 2015

IMPÉRIO, último capítulo

Não gostei de Império, claro, teve sua popularidade e tal, caiu nas graças do público (tenho minhas dúvidas), foi a melhor novela de Aguinaldo Silva desde Senhora do Destino, 2004, teve Lília Cabral, Alexandre Nero, Zezé Polessa e Tato Gabus Mendes, simplesmente maravilhosos e... só. O Caio Blat que eu gosto muito disse a que veio somente no final, uma pena. Mesma situação de Othon Bastos. Carmo Della Vecchia ora acerta, ora não, nesta estava insuportável. Aliás, a lista de entojados são muitos, nem vou perder tempo. Ah, e teve a Cora (Drica e Marjorie, amo as duas, de verdade, mas a personagem só estragou o folhetim, infelizmente! Cora deveria ter morrido com a saída de Drica, teria assim evitado um vexame).
Todavia assistia, não sempre, duas vezes, três no máximo, por semana. É aquele velho costume de não conseguir deixar de lado a novela das nove.
Vamos ao último capítulo.
Cristina, a mocinha destemida da história, terminou ao lado do marido com dois filhos para criar.  Mas, antes disso, penou um bocadinho nas mãos de Zé Pedro, ou melhor, Fabrício Melgaço. O que eu acho até bem feito, para ela aprender e não ser tão chatinha na sua próxima novela.
Maria Clara, decididamente, esta não é para casar, ficou para titia.
João Lucas virou o novo imperador, afinal, só sobrou ele de homem na família (preferia a Maria Marta, tem mais pulso, mas tudo bem).
Isís virou sócia da Império e Maria Marta teve que dar uma de Zagallo e engolir. Pode isso?
Zé Pedro matou o pai e acabou preso.
E a morte do Comendador?  
Disse o autor: "O que eu tenho a dizer é que não mudaria uma vírgula sequer do final de “Império”. Diminuir este personagem que foi durante a novela inteira maior que a vida, torná-lo um abestalhado cujo único conflito, no final, seria com que mulher ele iria ficar – se com Marta ou Isis -, passar a impressão falsa e idiota de que ele, ao contrário do que acontecerá com todos nós na vida real, viveria eternamente, seria torná-lo pequeno, roubar dele o tom épico no qual foi forjado durante esses 203 capítulos. Cito aqui a frase célebre de Getúlio Vargas em sua carta-testamento: “saio da vida para entrar na história”. Sim, este comendador ao qual dediquei durante doze meses meu sangue, meu suor e minhas lágrimas, certamente diria isso."
Ou seja, não preciso dizer mais nada.
Em todo caso, foi um bom último capítulo. 

2 comentários:

  1. Não fosse o papinha, essa novela seria uma grande merda. Mas gostei da ousadia do Aguinaldo com a troca da Cora e a morte do Comendador.

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