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sábado, abril 25, 2015

Globo 50: especial novelas das 8 (nove, nos dias de hoje), com todas as audiências desde Tieta, de 1989

Duas mulheres. Duas versões de uma mesma história. Quem está dizendo a verdade?
Poderia aqui enaltecer Selva de Pedra, 1972, Irmãos Coragem, 1070, O Bem-Amado, 1973, e elas merecem todo o nosso respeito, porém não as vi, portanto resolvi homenagear a Rede Globo pelos seus 50 anos falando daquilo que vi e vivenciei, fica mais real e bonito, afinal, tenho propriedade para comentar. As novelas são o carro-chefe da emissora e foram elas que a transformaram na 2ª maior emissora do mundo, um especial sobre elas cai como uma luva.
Sou de 1983 e vou inserir comentários de Tieta, 1989, em diante (Tieta lembro da reprise, em 1994).
Tieta é a melhor novela de Aguinaldo Silva, sem titubear e olha que ele foi co-autor de Roque Santeiro, 1985, tantas vezes reprisadas, e não sei porquê nunca pude acompanhá-la, coisas da vida, sei lá! Impossível não citar Joana Fomm e a carola Perpétua e mesmo Betty Faria vivendo seu melhor momento, a novela foi de Joana. Tieta (63 pontos) foi substituída por Rainha da Sucata e o bordão "coisas de Laurinha (Glória Menezes)" ainda é lembrado por alguns. Foi escrita por Sílvio de Abreu e abocanhou 60 pontos. Também a vi no Vale a pena ver de novo, em 1994. Meu Bem Meu Mal, 1990, tinha uma Sílvia Pfeifer duramente criticada, o que foi injusto, Isadora Venturini foi um acerto, o problema era que Sílvia vinha das passarelas e isso para a época não era visto com bons olhos. Destaque para Adriana Esteves, a mocinha Patrícia e Vera Zimmermann como Magda. Fechou com 50 pontos. Autoria de Cassiano Gabus Mendes.
Em 1991 estreava O Dono do Mundo com Antônio Fagundes, Glória Pires e Malu Mader nos papéis principais. Foi a primeira vez que o principal produto da Globo se viu encurralado pela audiência. Carrossel, trama mexicana exibida pelo SBT, incomodou tanto que o folhetim precisou passar por inúmeras alterações no roteiro. Enfim, escrita por Gilberto Braga, a saga de Felipe Barreto somou apenas 43 pontos. Um verdadeiro fiasco. Não merecido, pois a novela é ótima. Sua sucessora obteve 56 pontos e fez a Globo respirar aliviada, Jorge Tadeu (Fábio Jr.), o morto-vivo de Pedra sobre Pedra, de Aguinaldo Silva, foi o ápice do realismo-fantástico. Não houve que não curtiu a trama de Murilo Pontes e Pilar Batista (Lima Duarte e Renata Sorráh). Linda mesmo! Seguida por De Corpo e Alma, fatídica trama que acarretou na morte de Daniella Perez, filha da autora Glória Perez. O assassinato pegou todos de surpresa. Até hoje, ninguém perdoa o que aconteceu. A audiência foi de 53 pontos.
Renascer, de Benedito Ruy Barbosa, abocanhou 61 pontos. Espetacular! E a Globo continua brecando o autor neste horário (quem entende?).  Fera Ferida, 1993, 57 pontos. Outra boa história de Aguinaldo Silva. Seguida por Pátria Minha, com 45 pontos (Gilberto Braga).
Em 1995 estreava A Próxima Vítima, a melhor trama de Sílvio de Abreu. Ficamos sem saber quem era o serial killer do opala preto até o último capítulo: na versão original foi Adalberto (Cecil Thiré). Na reprise, Ulisses (Otávio Augusto). Fechou com 47 pontos. Mesma pontuação de Explode Coração, de Glória Perez. Até hoje não entendo porque a saga dos ciganos nunca foi reprisada. Em 1996, duas estreias: a mini novela O Fim do Mundo, de Dias Gomes com 47 pontos de média e O Rei do Gado (Benedito Ruy Barbosa), a atual reprise da Globo. Esta com 52 pontos. Depois, A Indomada (Aguinaldo Silva), com 48 pontos.
Por Amor, 1997, a melhor novela de Manoel Carlos, conseguiu 42 pontos. A história que tinha como pano de fundo a troca de bebês enfrentava o fenômeno Ratinho, que na época alcançava quase trinta pontos no mesmo horário. Seguida por Torre de Babel, 44 pontos, de Silvio de Abreu. Torre de Babel, assim como a atual Babilônia (2015) apresentou temas fortes e foi rejeitada no início. A solução foi matar um casal de lésbicas, um drogado e transformar Tony Ramos, inicialmente um vilão no herói da trama. Funcionou.
Suave Veneno, de 1999, trouxe problemas a Globo, foi a primeira novela a dar 30 pontos de média no horário, melhorou da metade pro fim e fechou com 38 pontos, e por anos figurou como a pior novela das oito de todos os tempos. Foi escrita por Aguinaldo Silva e qualquer semelhança com Império, de 2014, não é mera coincidência. Seguida pelos italianos de Terra Nostra (44 pontos), do autor Benedito Ruy Barbosa, Laços de Família (45 pontos), de Manoel Carlos e Porto dos Milagres (45), de Aguinaldo Silva. Porto dos Milagres foi a última novela nordestina de Aguinaldo, uma pena.
Em 2002 foi ao ar a melhor novela de Glória Perez, O Clone, com 47 pontos de média. Depois veio Esperança, um fracasso de audiência, 38 pontos. Quem assinou a trama foi Benedito Ruy Barbosa.
As próximas foram todas sucessos: Mulheres Apaixonadas (47), de Manoel Carlos, Celebridade (46), de Gilberto Braga, Senhora do Destino (50), de Aguinaldo Silva com uma Renata Sorráh imperdível na pele de Nazaré, América (49), de Glória Perez, Belíssima (48), de Silvio de Abreu e por fim, Páginas da Vida, com 47 pontos, escrita por Manoel Carlos.
Depois destas um efeito cascata na audiência. Paraíso Tropical (43), Gilberto Braga. Duas Caras (41), Aguinaldo Silva. A Favorita (40), João Emanoel Carneiro. Caminho das Índias (39), Glória Perez. Viver a Vida (36, foi o fim do reino de Suave Veneno e Esperança, só que ao contrário), Manoel Carlos. Aliás, esta trama foi péssima, a pior do autor. E Passione (35), Silvio de Abreu.
Insensato Coração recuperou um pouco, 36 pontos, e foi escrita por Gilberto Braga. Fina Estampa, de Aguinaldo Silva,  (ops! já estamos em 2011) recuperou um poucão e Avenida Brasil segurou os 39 pontos da antecessora. Avenida Brasil foi escrita por João Emanoel Carneiro e foi a novela da Carminha (Adriana Esteves).
Salve Jorge (34) naufragou, detalhe: eu gostava da novela de Glória Perez. Amor à Vida (36) estancou. Amor à Vida foi a primeira novela a exibir um beijo gay masculino e o Félix (Mateus Solano) caiu no gosto popular. Foi escrita por Walcyr Carrasco. Em Família, de Manoel Carlos, foi anunciada como a última novela do autor, e ele não conseguiu êxito: a trama, que não era de toda ruim, uma pena Manoel Carlos não ter fortificado Viviane Pasmanter e ressurgir com as endiabradas Débora (Felicidade, 1991) e Laura (Por Amor), aliás, ter Viviane numa história e não usá-la a seu favor, ainda mais como vilã, é um desperdício. Em Família fechou com 30 pontos. 3 a menos que Império (Aguinaldo Silva) e até então, quatro a mais que Babilônia (Gilberto Braga). Será que Babilônia, que eu gosto bastante, vai ocupar a vaga de pior audiência do horário de todos os tempos? E em pleno aniversário de 50 anos? Não merece.

De todas as histórias apresentadas neste horário a que mais gostei foi A Favorita (2008). João Emanoel Carneiro transformou o jeito de se fazer novelas no País e no bom sentido. Donatela & Flora foram o nosso beijinho doce com uma história alucinante. Com Cláudia Raia e Patrícia Pillar nos papéis principais.

Ainda quero falar sobre as novelas das seis e sete nos próximos dias.

Mas enquanto isso não acontece, veja as audiências do Vale a pena ver de novo, desde 1994:

1994 = Rainha Da Sucata: 25
1994 = Tieta: 27
1995 = Pedra Sobre Pedra: 24
1995 = Renascer: 26
1996 = Despedida De Solteiro: 20
1996 = Meu Bem Meu Mal: 22
1996 = Mulheres De Areia: 30
1997 = A Viagem: 28
1997 = Fera Ferida: 20
1998 = Felicidade: 17
1998 = O Salvador Da Pátria: 17
1998 = Quatro Por Quatro: 22
1999 = O Rei Do Gado: 27
1999 = A Indomada: 20
2000 = Tropicaliente: 14
2000 = A Próxima Vítima: 16
2000 = Roque Santeiro: 15
2001 = Você Decide (a pior bobagem da Globo): 13
2001 = A Gata Comeu: 18
2001 = História De Amor: 22
2002 = Por Amor: 21
2003 = O Cravo E A Rosa: 22
2003 = Anjo Mau: 27
2004 = Corpo Dourado: 21
2004 = Terra Nostra: 16,5
2004 = Deus Nos Acuda: 14
2005 = Laços De Família: 21,5
2005 = Força De Um Desejo: 15
2006 = A Viagem: 21,5
2006 = Chocolate Com Pimenta: 21
2007 = Era Uma Vez…: 17,5
2007 = Da Cor Do Pecado: 19
2007 = Coração De Estudante: 17
2008 = Cabocla: 17
2008 = Mulheres Apaixonadas: 18
2009 = Senhora Do Destino: 21
2009 = Alma Gêmea = 20
2010 = Sinhá Moça = 15
2010 = Sete Pecados = 13
2011 = O Clone = 17
2011/2012 = Mulheres de Areia = 16
2012 = Chocolate com Pimenta = 15
2013 = Da Cor do Pecado = 13,5
2013/2014 = O Cravo e a Rosa =  14

2014 Caras & Bocas = 14

2014/2015 = Cobras & Lagartos = 12

Por fim, parabéns Rede Globo!

Fonte:  http://www.ocabidefala.com/

Um comentário:

  1. Minha favorita também foi A Favorita. Pra mim, a melhor do Maneco foi Laços de Familia.
    Da metade de Paginas da Vida Pra cá, o sistema de medição de audiencia mudou. Se consideramos o mesmo sistema de medição, a queda não seria tão grande.

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