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sábado, maio 02, 2015

Crítica: Camila Pitanga como Regina é carregada de exageros de boa conduta que a afastam do público. Gilberto, Ricardo e João, os autores, Dennis, o diretor e Camila, a atriz, tem brio para melhorarem esta imagem

E lá se vão quase dois meses de Babilônia e a mesma continua patinando no Ibope, deu uma melhorada, há passos lentos, todavia, nada fica devendo em texto, interpretações e críticas-sociais. Porém, como acontece em toda novela, há os que se sobressaem e os que garantem o título de chatos de galochas, ouviu Regina (Camila Pitanga)?
Regina foi anunciada como o oposto de Inês (Adriana Esteves) e Bia (Glória Pires). E é! Com todo o exagero possível. Camila é ótima atriz, seu melhor papel em TV foi a Bebel (Paraíso Tropical), só que no atual cartaz das nove carregou demais numa personagem que precisava de um tom mais simplório. Menos é mais, no caso dela.
Todo mundo deveria ser como Regina. Em partes. Existe uma grande diferença entre pessoas de bem, que não se corrompem, mas me incomoda "a pessoa do povo" de como Regina é tratada. Bebe litros de cerveja, estoura com muitos por pouca coisa e põe tudo a perder quando o negócio é mais embaixo. Ok, está ali os defeitos da heroína-mor, só que tenho (e acho que não estou sozinho nessa) repulsa com gente que  só vomita regras. Argh! 
Por mais que Beatriz e Inês sejam inescrupulosas, ainda assim, as mesmas são humanas, tiveram motivos que as levaram a tomar caminhos tortos, claro, sem justificativas, só que é o que falta para que o público torça por Regina.
Camila Pitanga segura como ninguém uma protagonista, mas precisa recuar, numa novela onde Glória Pires e Adriana Esteves seguem com todos os holofotes, Camila precisa respirar fundo, se conter nos trejeitos vulgares e esperar o tempo certo para dar o bote. Quero torcer por Regina, mas desse jeito, não dá.
E que os autores e diretores a ajudem também, pois milagres só Jesus Cristo.
Em tempos de mocinhas mais fortes e espertas, Regina deveria copiar a Morena (Nanda Costa em Salve Jorge), mesmo sendo uma tapada (e mocinhas tem que ser tapadas mesmo), fazia-nos acreditar que daria a volta por cima. 

Salvem Babilônia, pra ontem.

Andei pensando: quem sabe um curso de etiquetas e transformar a Regina numa linda mulher (o público adora ver gente de bem se dando bem e dando conta do recado)? O Brasil é um país machista, talvez vê-la mais suave e feminina colocaria a personagem mais perto do público. É uma ideia.

E que tal Camila de cabelos curtos para a próxima fase?


3 comentários:

  1. Já dizia Maneco: bondade e felicidade não dão audiência...

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  2. Obs: Me irrita profundamente as pessoas dizerem que JEC vai salvar a faixa. Nada contra o autor, mas a história não me atrai e acho Amora Mautner super competente, mas um pouco de humildade seria legal a ela, porque prometer sucesso sem nem começar a trama é demais. Vide Geração Brasil que prometia arrasar o quarteirão e deu no que deu.

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  3. No início eu achava a história interessante e só de ter Glória Pires e fazendo uma vilã, esperava a 3ª grande malvada da atriz. Durante um mês não dava ouvido as críticas e só olhava o lado bom da trama. Mas agora depois de quase 3 meses percebo que os autores se perderam na trama, não por quem torcer, não há objetivo. Parece que tudo está sendo feito conforme a audiência acontece. Beatriz não tem função nenhuma, ela é má, porém não tem para quem fazer maldade (Inês de certa forma procurou, tanto que enquanto esteve fora do país, não era vítima da “best friend”). Regina é outra que não tem para onde ir, seu romance com Vinícius não deu certo desde o primeiro instante, não tem química. O núcleo de Marcos Palmeira e Arlete Sales me irrita demais, não pela história em si, mas por não ter algo com que os façam debater, no mais Rafael, que apenas namora a menina. Não há “choque”, conflito. Queria ver Laís se rebelar e seu pai mostrar um lado terrível, junto com a avó. Alice virou uma coitada, até hoje não sei porque desistiram da prostituição. Mais uma que perdeu a função. Gabriel Braga Nunes e seu núcleo cômico, onde a graça passou a quilômetros de distância só mostram mais personagens desnecessários. Abertura extremamente pobre, nem é preciso procurar muito na internet para ver algumas muito mais criativas do que a original (não sei por que a insistência em Mart’nália em novelas, mas ok). Enfim creio que Babilônia saiu dos trilhos por completo, nem acredito que é de Gilberto Braga mais. Prefiro crer que a rejeição inicial e o número excessivo de autores fizeram a trama chegar a esse ponto.

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