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sábado, maio 23, 2015

Globo 50: especial novelas das sete, com todas as audiências desde Bebê a Bordo, de 1989.

Há pouco falei das novelas das oito (ou nove!), apenas, claro, as que eu acompanhei, pois bem!, chegou a vez das novelas das sete, que são as que eu menos gosto, no geral, pois a maioria são comédias românticas, chatinhas, sem graça, sem sal, tal & qual a nova I Love, que está indo muito bem na audiência, por sinal. 26 pontos em duas semanas no ar, meio ponto a mais que Babilônia, a das nove. Sobre isso, não sei mais o que dizer.
Bebê a Bordo, do lendário Carlos Lombardi, por muitos anos o rei das sete, e com ele pouco romantismo e muita comédia. A trama que acumulou 50 pontos assisti em sua reprise, de 1992. Seguida por Que Rei Sou Eu? de Cassiano Gabus Mendes. Desta lembro vagamente. Com 52 pontos. Top Model chegou logo depois e foi o maior sucesso de Antônio Calmon, saudades deste autor. 53 pontos. Mico Preto tinha uma abertura linda. E só. 51 pontos. Porém, Lua Cheia de Amor conseguiu ser pior. 45 pontos.
Mas em 1991 chegava VAMP, do Calmon e a lista de personagens inesquecíveis é enorme: Natasha, Jonas, Vlad, Lipe, Carmem Maura, Matoso, Mary, Matosão, Matosinho e etc etc. Era uma novela infantil, estilo Chiquititas hoje, abocanhou 40 pontos. Seguida pelas ótimas Perigosas Peruas, de Lombardi, 38 pontos, e Deus nos Acuda, de Silvio de Abreu, 39. O Mapa da Mina foi a última novela de Cassiano Gabus Mendes e apesar das críticas, também pudera, concorria com Mulheres de Areia e Renascer, eu gostei! Gosto de comédias. Teve 42 pontos. Olho no Olho, de Calmon, 44 e em 1994 estreava uma das novelas mais lindas da história da Globo: A Viagem, de Ivani Ribeiro, talvez a mais vista por todas as gerações, foi reprisada inúmeras vezes e a quem assistiria outras vezes (eu!). Teve 52 pontos. Um marco. Seguida pela adorável Quatro por Quatro, a melhor novela de Carlos Lombardi, a novela do Raí, do Bruno, do Ralado, da Abigail, da Babalu, da Tatiana, entre outras. Somou 43 pontos nos nove meses em que ficou no ar.
Cara & Coroa tinha como ponto de partida sósias que trocavam de lugar e teve Christiane Torloni perfeita. Marcou 40 pontos. Vira-Lata, de Carlos Lombardi, não repetiu o sucesso de Quatro por Quatro e amargou 35 pontos. Mesma pontuação de Salsa & Merengue na estreia como autor de Miguel Falabella. Seguida pela insossa Zazá, de Lauro Cesar Muniz. Nem Fernanda Montenegro salvou a novela dos míseros 31 pontos (era muito ruim para a época). Corpo Dourado, de Antônio Calmon, outro que frequentava muito o horário voltou com tudo, 37 pontos. Meu Bem Querer, 33 pontos (Ricardo Linhares), Andando nas Nuvens, 33 (Euclides Marinho) e Vila Madalena, 32 (Walter Negrão). 
Nos anos 2000 estreava Uga-Uga com Cláudio Heinrich no papel principal. Foi um sucesso. 38 pontos (ops! de Carlos Lombardi). Antonio Calmon se reinventava com Um Anjo Caiu do Céu (34). Depois Silvio de Abreu quis mudar o jeito de fazer novela. Se estrepou. A batalha das filhas da mâe no jardim do Éden, ou só As filhas da mãe, marcou parcos 28 pontos. Desejos de Mulher (Euclides Marinho) trouxe Regina Duarte e Glória Pires como protagonistas. Não foram contempladas com bons papéis, mas a trama abocanhou 33 pontos. José Wilker, Silvia Pfeifer e Alessandra Negrini roubaram a cena.
E a vampiro-mania marcou a infância de muita gente, agora com O Beijo do Vampiro, ótima novela de Calmon. Média de 28 pontos. Seguida por Kubanacan, com Carolina Ferraz, Adriana Esteves e Nair Bello impagáveis. Ainda me recordo aos risos com as três escutando novelas no rádio. De Carlos Lombardi (35 pontos). E em 2004, Da Cor do Pecado fazia a estreia de João Emanoel Carneiro em novelas. E fez bonito: 43 pontos de média, a maior desde Quatro por Quatro, de 1995.
Depois Miguel Falabella fez A Lua Me Disse (34), Antônio Calmon Começar de Novo (31) e Mário Prata Bang Bang (27). Carneiro trazia Cobras & Lagartos e conquistava 38 pontos de média.  Seguido por Carlos Lombardi com o Pé na Jaca (literalmente!), a trama teve 30 pontos. Beleza Pura e as gargalhadas de Ísis Valverde com 28 pontos. A trama foi escrita por Andréa Maltarolli, a única da autora. Sete Pecados marcava a chegada de Walcyr Carrasco, o rei do horário das seis nos anos 2000. Que ficasse naquele horário. Sete Pecados é (foi) horrível. Com 30 pontos. A partir de agora é um festival de horrores no horário: Três Irmãs (Calmon e sua pior história, 24), Caras e Bocas (do Walcyr, eu não disse que ele funcionava melhor às seis, com 31), Tempos Modernos, de Bôsco Brasil, 24. A adaptação das novelas Ti ti ti e Plumas & Paetês devolveram ao horário a sua dignidade. Reescrita por M. Adelaide Amaral, Ti ti ti, optou-se pelo primeiro nome, foi um sucesso de público e crítica: abocanhou 30 pontos. Logo Walcyr emplacava Morde & Assopra, que foi ruim no início, mas deu a volta por cima e terminou bem: também com 30 pontos. Aquele Beijo em mais uma tentativa de Falabella fracassou: 25 pontos e o sucesso Cheias de Charme fez pular para 30 novamente. Guerra dos Sexos, que eu gostei, marcou 23 pontos. É um remake de 1983 da trama de mesmo nome e autor, Silvio de Abreu.
M. Adelaide voltou com Sangue Bom, 25, seguida por Além do Horizonte (Carlos Gregório) e Geração Brasil (dos mesmos autores de Cheias de Charme, Filipe Miguez e Isabel de Oliveira), com 20 e 19 pontos, respectivamente, as piores do horário. Alto Astral, de Daniel Ortiz, recém-terminada salvou a lavoura e pontuou 22 de média final. Subiu três. 

De todas elas o posto de melhor novela das sete fica a cargo de Quatro por Quatro. Ficou no empate técnico com A Viagem (aliás, quase a coloquei no pódio), mas as lembranças de Abigail como Calpúrnia (Betty Lago), Tatiana como Maria das Dores (Cristiana Oliveira), Maria Auxiliadora como Nega Maluca (Savalla) e Babalu como Babalu mesmo (Spiller) fizeram a diferença.

Logo, as novelas das seis. Aguardem.



3 comentários:

  1. Cara.. eu gostei de Bang Bang e Pé na Jaca, acredita? rsrsrs

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    Respostas
    1. faltou falar qual a sua favorita no horário?

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    2. Vamp e Olho no Olho pela memória afetiva.

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