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segunda-feira, junho 22, 2015

Todo mundo é um pouco Beatriz (Glória Pires em Babilônia)

Beatriz (Glória Pires) era para ter sido a maior ninfomaníaca das telenovelas brasileiras, não foi por conta de uma avalanche de críticas à novela Babilônia. Sendo assim, mudaram toda a história, pincelaram aqui, ali, Babilônia virou outra Babilônia, e se tivesse adiantado alguma coisa até daria o braço a torcer, deviam ter deixado como era, e pronto! Por ora, mesmo tantos atores exaustos, muitos deles merecem todos os aplausos e para Glória Pires, uma salva de palmas especial.
Beatriz tinha tudo para se tornar a nova Odete Roithmann (Segall): infelizmente não aconteceu, o público reclamou das maldades. What? Existe novela sem vilões? Santa paciência para esse tipo de coisa. E embora Beatriz tenha se modificado um pouco, não se pode negar: a vilã de Glória Pires é um sucesso. E já falei isso aqui e torno a dizer: há de se investir mais nas tiradas irônicas da personagem, e quando a mesma se junta a Inês, de Adriana Esteves, vou à forra. 
Na estreia, em março, Beatriz mostrou a que veio: arquitetou um plano mirabolante, assassinou e conseguiu impedir que a 'amiga' estragasse seu futuro, tudo isso num capítulo memorável. BOOM! ela acaba se apaixonando pelo filho de sua vítima: e ele por ela. E o autor tem por obrigação dar vazante a este casal: o melhor da novela, sem dúvidas. E com a volta por cima de Inês, mais linda do que nunca, Beatriz teve que murchar e outro BOOM: nesta semana vem a revanche.
Glória de Maria de Fátima, de Stella, de Ruth ou de Raquel, como Maria Moura, Nice, Júlia, Norma, Roberta ou ainda no cinema como Tony Ramos ou Juliana na adaptação de Primo Basílio, impossível não se render a esse notório talento.
Glória carrega Babilônia nas costas, sem reclamar, sem se diminuir, pelo contrário, faz com tamanho esmero que a própria Beatriz é sua melhor personagem desde 1994 e caso vier receber prêmios por conta da malvada será merecido, porém, como a trama não é sucesso isso pode degringolar, visto que em 2011, Norma (dela) ou Dulce (Cássia Kis Magro em Morde & Assopra) foram as melhores do ano, mas tiveram que ceder lugar para Lília Cabral, o Pereirão.
Existe a possibilidade de um "quem matou Beatriz?" nas últimas semanas. Não, não e não! Os autores não podem perder a chance de se vingar literalmente do público hipócrita que não suportou as cenas de Beatriz, Inês e cia. O meu final: Beatriz e Inês, presas! Na mesma penitenciária. Ambas criariam uma Igreja e condenariam sexo sem casamento, homossexuais, trariam à cena a última crítica social: a intolerância religiosa e estariam fanáticas por Jesus Cristo e claro, cobrariam dízimos exorbitantes. Se viajei na maionese já não sei, mas que seria um tapa de luva de pelica na sociedade isso seria, e sairia de cena no auge.
E que atire a primeira pedra quem não tiver dentro de si um pouco da Beatriz (Glória Pires)!

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