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sábado, julho 18, 2015

Além do tempo, primeiros capítulos

Elizabeth Jhin iniciou sua jornada pelo mundo espiritual e místico com Eterna Magia, de 2007, com Malu Mader, Cássia Kiss e Maria Flor nos papéis principais, por ora não gostei, as bruxas estavam à solta, talvez!, enfim, na primeira novela que levou seu nome Jhin não havia me cativado. Três anos depois o tema da vida após a morte era o mote principal de Escrito nas Estrelas, pronto, desde aquela linda história não paro de admirar a autora. Por causa desta trama, a Globo pediu mais duas histórias com o mesmo tema, assim vieram Amor eterno Amor, em 2012 e agora Além do tempo, que estreou na última segunda-feira, 13.
E não é que Além do tempo conseguiu a proeza de ser melhor que as antecessoras, a máxima, claro, vale para os cinco primeiros capítulos. A história se passa no final do século XIX e em setembro é prometido um salto para os dias atuais. É nessa hora que os papéis de vilã e mocinha vão se inverter. Antes que pensem que falo de Melissa e Lívia (Paolla Oliveira e Alinne Moraes, respectivamente) saibam que se trata dos personagens de Irene Ravache e Ana Beatriz Nogueira. É que, na idade contemporânea, a condessa Vitória será uma humilde senhorinha, dona de uma vinícola falida. Já a sofrida Emília, será uma empresária ricaça que quer a todo custo tomar a vinícola. Na sinopse da novela, a autora até escreveu: “Vamos ver como é que Emília, que tanto criticou Vitória na outra vida, está lidando com o poder e o dinheiro nesta encarnação. É fácil julgar os outros quando não se está na mesma situação. Por isso todo julgamento que fazemos de outras pessoas é tão injusto”. É só um 'spoiler' para mostrar o que nos aguarda.
Irene Ravache, como de praxe, me ganhou na primeira cena, bem como Ana Beatriz Nogueira, Louise Cardoso e Nívea Maria. Quatro grandes atrizes.
Alinne Moraes e Rafael Cardoso são belíssimos jovens atores. O par funcionou de tal maneira que já ganharam minha torcida.
Júlia Lemmertz e Paolla Oliveira estão muito bem. Muitos torcem o nariz para a interpretação da segunda, eu não vejo problemas e diante do que se viu até agora  já antipatizo com Melissa, chata de doer, mas no bom sentido, mostra que ela abraçou a personagem tal e qual Júlia, mãe dela na novela.
Carolina Kasting, um doce de atriz.
Daniela Fontan, figura carimbada das novelas de Jhin, um talento nato.
Luís Mello, Norma Blum e Val Perré, incríveis e Mel Maia, linda. Aliás, como todos, mesmo não citados. 
As locações no Sul do País deram uma linda fotografia e depois de Sete vidas com um Jayme Monjardim aguçado, Rogério Gomes, o diretor de núcleo desta, não poderia deixar a desejar. Foi à forra: as casas de madeira, os campos, a harmonia daquele tempo, os figurinos, tudo feito com capricho e esmero. Bravo!
Não há o que eu não gostei em Além do tempo, pelo menos até agora. Resta apenas dar as boas-vindas e ficar torcendo para que a autora não se perca em sua história e nos brinde com um clássico, pois enredo, elenco e estrutura para isto, ao que parece, tem de sobra.




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