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sexta-feira, julho 10, 2015

Crítica: Sete Vidas

Tudo o que é bom acaba logo, e a máxima vale para Sete vidas, a novela das seis da Globo cujo último capítulo foi ao ar agora a pouco. E como é delicioso um final feliz, né? Já venho me emocionado em vários momentos na última semana. Delicada, vida real, dosando acontecimentos e nos transportando para o dia a dia de uma narrativa cheia de vida. Sou fã. Pra mim, a versão feminina de Manoel Carlos, sem Helenas, mas pautada por mulheres fortes e histórias recheadas de amor. Lícia Manzo, a mesma autora de A vida da gente, dispensa qualquer comentário, o primor de suas histórias já é o bastante para nos curvarmos ao seu talento. Soma-se a isso a espetacular direção de Jayme Monjardim: a paisagem de tirar o fôlego juntou dois opostos, Noronha e Patagônia, e nos proporcionou cenários vivos de uma beleza sublime. Destaques para Jayme Matarazzo, Isabelle Drummond, Débora Bloch, Montagner, Ângelo Antônio, Regina Duarte,  Letícia Colin, Guilherme Lobo, Leonardo Medeiros, Vanessa Gerbelli, Malu Galli, Maria Flor, Maria Eduarda, Thiago Rodrigues, Gisele Fróes, Cyria Coentro, Cláudia Mello, Walderez de Barros, Fernanda Rodrigues e Mariana Lima, principalmente, esteve linda por toda a novela.
A falta de vilões traz uma leveza real para a trama que acaba virando uma história que poderia ser minha, nossa, ou de qualquer pessoa que tenha conflitos, medos, traumas, mas que nem por isso sai por aí cometendo crimes. Claro, é um típico folhetim das seis, não funcionaria no horário nobre, abrange um outro público, mais poético. Sete vidas e A vida da gente são exceções, Manoel Carlos não conseguiu o mesmo feito em suas últimas novelas, Em família e Viver a vida (talvez por culpa do horário ou porque se trata das piores do autor) .
A discussão das relações de afeto, os conflitos, a família como centro de tudo. Nada melhor para os dias atuais do que termos a oportunidade de repensarmos, nem que seja impulsionados pela novela das seis, as relações que cultivamos e queremos para nossas vidas. Miguel amedrontado. Os filhos, cada um com uma criação diferente, reaprendendo a olhar para o futuro. O recomeço aparece como uma chance de se encontrar a felicidade. E quem não quer ser feliz?
O último capítulo não trouxe nenhuma novidade, foi simples, carinhoso e igualmente espetacular, assim como todos os outros 106. 
Sai de cena pela mesma porta que entrou. A da frente. 
Para terminar enalteço o bom uso da língua portuguesa. Eram diálogos fortes, verdadeiros, ímpares, carregada de puro sentimento
Bravo!



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