BLOGGER TEMPLATES AND TWITTER BACKGROUNDS

quinta-feira, julho 09, 2015

Babilônia: por que não deu certo?

Capítulo 100 de Babilônia e uma bomba, trama perde todo o sentido depois de tantas reviravoltas forçadas. Beatriz (Glória Pires) teve que frear suas maldades e, confesso que tentei, mas não consigo entender como um folhetim sem uma vilã, ou um vilão, ou vários consiga permanecer no ar por mais de cinco meses? Imagina o que seria de Maria do Bairro sem Soraya ou A Usurpadora sem Paolla Bracho. Ou Vale Tudo sem Odete Roitman e Maria de Fátima ou Avenida Brasil sem Carminha. Nazaré, Flora, Perpétua e etc etc etc. Os beijos entre as idosas gays Teresa e Estela (Fernanda Montenegro e Natália Thimberg, respectivamente) também foram metralhados. E uma prostituta de luxo (Sophie Charlote como Alice) ficou apenas nos sonhos mais altos dos autores. A Globo ordenou e mudaram toda a história. Babilônia perdeu todo o sentido (continuo assistindo, por hábito, por raiva, porque gosto do Gilberto Braga, da Glória Pires e da Adriana Esteves), e de que adiantou?
A trama continua bem abaixo do esperado e segue seu calvário com boas atuações, é bom deixar bem claro, mas poderia ter se tornado um produto inesquecível, pelo menos àqueles que se maravilhavam no seu início. Uma pergunta. Por que em Babilônia nada pode e em Verdades Secretas, que está muito bem obrigada, tudo é permitido?
Ou seja, bundas, peitos, cenas obscenas, palavrões, tudo aos montes e o autor Walcyr Carrasco tem um leque de assuntos delicados para expor até seu 'the end', enquanto a trupe comandada por Gilberto Braga tem que colocar para debaixo do tapete os assuntos propostos desde sua estreia em março e qualquer passo em falso é uma chuva de críticas e claro, novos recordes negativos.
Capítulo 100, novos personagens, Werner, Rogéria, e um quê de história mal contada, picotada, sem perspectivas. Caiu por terra todos os elogios feitos nos primeiros capítulos, e todos estamos à procura de um culpado: seria dos autores, dos diretores, da própria emissora, mesquinha e 100% capitalista, ou da dona Camila Pitanga, que apesar dos pesares, não merece ser o estopim de um fracasso cantado por muitos, ou os próprios telespectadores, cuja hipocrisia faz mascarar a podridão que virou o Brasil?
Enfim, é no centésimo episódio que deixo de acreditar num futuro promissor para o enredo do atual cartaz das nove, talvez o único que ainda tinha um pingo de esperança.
Babilônia foi uma novela que sofreu todo tipo de doença: a pior foi a intolerância religiosa. Por dias e dias foi findando como se um câncer fosse se espalhando sobre seu corpo. Ainda está viva, mas segue com os seus gemidos de dor. É forte, tenta se reerguer, mas é fato consumado: seu final será triste, como toda a sua vida. Tentei Gilberto Braga. Mas, como fã, ficarei do lado, como um amigo, mas impotente. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário