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terça-feira, agosto 11, 2015

Babilônia, o que deu certo e o que deu errado: confiram a lista

Alice, de Sophie Charlote, foi a atriz mais prejudicada por conta dos cortes de Babilônia. Seguida por Beatriz (Glória Pires).
A novela das nove da Globo, Babilônia, sofreu várias alterações ao longo dos quase cinco meses em que está no ar, Beatriz, Inês, Regina, Alice e etc etc não tiveram a chance de mostrar o que realmente tinham a oferecer. A trama, assim, foi perdendo toda a sua identidade. Entrando na reta final, um balanço de todo o elenco (todo!):

Glória Pires como Beatriz: a atriz está ótima, como lhe é de praxe, o problema foi o público que se diz demasiadamente conservador e não aceitou uma mulher fazer sexo com vários parceiros só pelo sexo. Beatriz se apaixonou, mas tinha que continuar suas maldades (poucas, para não chocar): deixou de ser ácida e isso foi imperdoável e praticamente parou com as vilanias. Quando começou, em março, Glória foi aplaudida de pé, a personagem entraria para a galeria das piores vilãs da TV e iria, não fosse a mediocridade de um povo que passa a mão num governo assustadoramente corrupto e trata a telenovela brasileira como verdadeira culpada do que estamos passando hoje em dia. 

Adriana Esteves como Inês: a princípio Adriana foi duramente criticada nas redes sociais, sites, blogues e etc etc. Inês era Carminha. Adriana, aos poucos, foi desconstruindo esta imagem e fez bonito, mas a repetição Inês x Beatriz foi cansando. Nem Adriana, nem Glória mereciam ter seus personagens submissos a uma única história. Faltou tato dos autores.

Camila Pitanga como Regina: a atuação não agradou, a personagem tinha tudo para se tornar a nova Raquel Accioli (Regina Duarte em Vale Tudo, 1988). Não aconteceu. No caso de Camila, a vulgaridade de Regina não combinava com o que se espera de uma heroína. Tentaram mudar no final e eu cantei essa pedra faz tempo. Surtiu efeito, pena terem demorado tanto para perceber.

Thiago Fragoso como Vinícius: politicamente correto, o personagem não caiu nas graças do público. Tal e qual Regina, o moço vomitava regras. Thiago como Carneirinho ainda é lembrado por muitos. Desta vez, não vingou.

Bruno Gagliasso como Murilo: no início da novela das nove todas as maldades eram milimetricamente estudadas, e foi isso que muitos elogiavam. Forçada a mudar sua história, uma sucessão de clichês: todos os vilões se tornaram homicidas frustados. Beatriz, Inês, Cris, Murilo. Murilo (por exemplo) tentou matar o próprio irmão: à luz do dia, cortou o cabo do freio do carro de Vinícius, e claro, usou um boné para não ser reconhecido. Cômico. Fora que os mesmos ditos conservadores desaprovaram a ideia do mesmo ser cafetão. Mais um ator, de muitos recursos, prejudicado pelas mudanças.

Sophie Charlote como Alice: talvez a atriz mais prejudicada na trama. Alice se tornaria uma prostituta de luxo. Imaginem como Babilônia teria sido diferente só com esta história. Virou uma figurante de luxo.

Gabriel Braga Nunes como Luís Fernando: o ator foi bem melhor que o Laerte na outra novela, mas o personagem ficou em segundo plano e só funcionou ao lado de Consuelo (Arlete Salles). 

Cássio Gabus Mendes como Evandro: a dobradinha com Glória Pires é sempre bem vinda. Ambos deram certo em Vale Tudo, 1988 e em Desejos de Mulher, 2002. Quando se separou de Beatriz, Evandro ficou chato. Engatou um romance sem sal com Alice e é outro que sofreu com as mudanças. Triste.

Marcos Palmeira como Aderbal: o personagem caiu como uma luva para o ator, que fez misérias. Inicialmente, Aderbal teria um caso com Beatriz. Como o público rejeitou Glória Pires como ninfomaníaca, Inês virou sua amante. Mas entre mortos e feridos, toda a família Pimenta foi bem aceita.

Herson Capri como Otávio: por ora ele está do lado de Beatriz, depois vira comparsa de Inês, agora se diz apaixonado pela Beatriz, e etc etc. Não agregou nada na história.

Chay Suede como Rafael e Luísa Arraes como Laís: o casal teen funcionou. Não houve quem não gostou dos dois. A história deles não precisou ser sacrificada por conta do preconceito. Pelo menos isso.

Thiago Martins como Diogo: ótimo ator. Seu amor cego por Beatriz pode lhe custar a vida. E torço por isso. Gostei do casal Diogo e Beatriz.

Marcos Pasquim como Carlos Alberto: de gay à macho alfa. O triângulo amoroso com Regina e Vinícius não empolgou. Cláudio Lins foi chamado às pressas para ficar com Ivan. Marcelo Mello Jr está ótimo no personagem.

Tainá Müller como Cris: vilã de segunda linha, a atriz podia mais. Não foi culpa dela. Uma pena.

Maria Clara Gueiros como Karen: boa personagem. Mas os autores poderiam ter investido no lado cômico da atriz. 

Dudu Azevedo como Bento: coadjuvante de coadjuvante, o ator de muito carisma, apareceu pouco, uma pena também.

Sheron Menezes como Paula: virou uma importante advogada, seu romance com Tadeu sofreu um baque por conta desta promoção. Se apaixonou por Bento, não foi além porque ele não é tão ambicioso quanto ela. Engatou um romance com Pedro, que era tudo o que ela procurava, só que não. Ou seja, uma profissional séria, competente e na vida pessoal não sabe o que quer, frívola. Deve terminar com Bento. Se não surgir outro até lá.

Bruno Gissoni como Guto: foi bem até os 45 minutos do segundo tempo, de repente, foi saindo de cena, e hoje, aparece vez ou outra. 

Rosi Campos como Zélia: virou figurante.

Carla Salle como Heloísa: começou bem, mas por conta do extermínio do tema sobre prostituição perdeu seu sentido na trama. Por ora aparece para seduzir alguém nas traquinagens de Murilo.

Igor Angelkorte como Clóvis: um sarro. Funcionou bem com Valesca (Juliana Alves) e Norberto (Marcos Veras). Os três arrancaram boas risadas do grande público. Salve, salve!

Marcelo Laham como Queiroz: figurante.

Daisy Lucidi como Dulce: inicialmente a atriz viveria Consuelo, remanejada para Arlete Salles, que deu show de interpretação. Ou seja, não foi uma boa troca para ela.

Cesar Melo como Tadeu: apesar de aparecer bem pouco, foi um bom personagem. Deu certo.

Lu Grimaldi como Olga: personagem cheia de preconceitos: poderia bem mais. Foi deixada de lado.

André Bankoff como Pedro: do nada ele não 'comeu' (com o perdão da palavra) mais a patroa, pelos motivos já repetidos por aqui. Foi bem.

Jacqueline Laurence como Simone: participou de cinco ou seis cenas durante toda a novela, no máximo.

Mary Sheyla como Ivete: mesma situação de Jacqueline Laurence.

Paulo Verlings como Tom Cruzes: funcionou bem como moto-taxista.

Cristina Galvão como Wilma: sempre gostei da atriz, figura carimbada nas novelas de Gilberto Braga. Foi bem.

Alex Brasil como Valdecir: ajudante de Regina na praia.

Maira Charken como Vera: foi a 'delegata' de Babilônia.

Rogéria como Rogéria ou Úrsula: deu pique a história.

Tadeu Aguiar como Xavier: um bom coadjuvante de coadjuvante. Foi muito bem.

Luísa Thiré como Flávia: boa secretária.

Luísa Friese como Sílvia: boa secretária.

Peter Brandão como Wolnei: bom ator que é se destacou como um pivete cheio de marra, mas que no fundo tem bom coração. Lembro dele no Gente Inocente, lá no final de 1999. Continua uma figura.

Cauê Campos como Carlinhos: irmão do Wolnei e do Tadeu. 

Sabrina Nonata como Júlia: boa atriz mirim. Gostei.

Xande Valois como Joaquim: bom ator mirim. Gostei muito.

Bernardete Wilhelm como Nina: a melhor atriz mirim da novela, pena o personagem ter perdido espaço.

Viviane Porto como Cilene: figurante. A empregada negra que mora na favela que sofria preconceito da patroa também negra. Seria uma boa história, mas não foi contada.

Lara Tremouroux como Sandrinha: a amiga da Laís.

Rodrigo Fagundes como Rubi: ficou só como porteiro mesmo.

Werner Shunemann como Osvaldão: tinha tudo para mexer com a história, mas só serviu de escada para o trio Clóvis, Valesca e Norberto.

Antônio Gonzalez como Zé Henrique: policial que prende todos na novela.

Beatrice Sayd como Karla: copeira de Beatriz.

Pedro Dondé como Nélson: estagiário (?) - não consigo lembrar dele. Desculpem.

Virgínia Rosa como Dora: foi bem, mas eu acho que ela deveria ter sido enganada por Beatriz, ter confiado nela e etc etc... 

Kizi Vaz como Gabi: linda atriz, em todos os sentidos.

Felipe Ribeiro como Fred: bom personagem, pena terem brecado a história dos homossexuais.

Natália Thimberg como Estela e Fernanda Montenegro como Teresa: ótimas atrizes, mas por conta das personagens serem lésbicas e velhas sofreram boicote. Uma boa história que foi deixada de lado. Agora pergunto: adiantou alguma coisa? A audiência continuou ruim.

Laila Garin como Maria José: atuação perfeita. Não vejo a hora da esposa submissa dar uma lição no marido infiel e corrupto.

De todas as participações especiais destaco a de Val Perré e Tuca Andrada, estiveram soberbos.

Aos autores: faltou tato. Faltou comprometimento com a história. 

Sei que a culpa não é toda deles. Não importa, são eles que serão lembrados pelo maior fracasso da história.

A direção de Denis Carvalho também falhou. 

E por fim, a abertura, um lixo.

Conclusão: gostei muito das primeiras semanas, fui torcendo durante muitas outras, mas no final de junho estava assistindo apenas por hábito. Ficou devendo.






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