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sábado, agosto 01, 2015

Globo 50: especial novelas das seis, com todas as audiências desde Barriga de Aluguel, 1990

Mulheres de Areia: a melhor novela das seis de todos os tempos (com Ruth e Raquel ou melhor, Glória Pires).

Segue a lista com as audiências das novelas das seis (só as que assisti). Glória Perez trouxe em 1990 a soberba Barriga de Aluguel com Cássia Kiss (agora Kis Magro) como Ana e Cláudia Abreu como Clara nos papéis principais. Acompanhei no Vale a pena ver de novo em 1994: audiência de 47 pontos. Em 1991 estreava Salomé com Patrícia Pillar no papel-título. Trama de época fraca de autoria de Sergio Marques. Somou 35 pontos, bem inferior à antecessora que no último capítulo marcou 60 pontos. Sobrou para Felicidade, de Manoel Carlos, a missão de reerguer o horário. Foi bem: 38 pontos. Já em 1992 por conta do adiamento de Mulheres de Areia (Glória Pires ficou grávida naquele ano), Walter Negrão criou em apenas dez dias a história de Despedida de Solteiro. Pulou para 39 pontos. E agora sim, Mulheres de Areia em 1º de fevereiro de 1993. Já no primeiro capítulo mostrou a que veio: pontuo 46 no ibope. Sua média foi de 50 pontos, equivalente a uma novela das oito da época. Só por curiosidade: o capítulo derradeiro somou 62 de média. Um feito! E embarcando no sucesso das gêmeas mais famosas da TV, a sucessora Sonho Meu não fez feio: 43 pontos de média geral. Foi escrita por Marcílio Moraes. Um parenteses: Mulheres de Areia é de autoria de Ivani Ribeiro. 
Em 1994 chegava Tropicaliente, uma das novelas mais chatas do horário e queria o destino que se torna-se uma das mais amadas no exterior. Pode? Por aqui, a trama de Walter Negrão marcou 39 pontos. Foi substituída pelo remake mal-sucedido Irmãos Coragem de Janete Clair. A trama não foi bem recebida e amargou pífios 31 pontos, muito baixo para a época. Se esperava algo bem próximo dos 50 pontos. Foi substituída pela linda História de Amor, de Manoel Carlos e ali foi apresentada a melhor Helena de todas do autor. Com Regina Duarte a trama marcou 34 pontos. Já a sua substituta não foi bem. Com argumento de Ivani Ribeiro, Quem é Você? começou com Solange Castro Neves como autora e foi substituída por Lauro César Muniz. Não deveria, a trama só piorou. Fez 30 pontos de média. E a audiência só foi caindo. Anjo de Mim quis repetir o sucesso de A Viagem. De Walter Negrão ficou com parcos 28 pontos. A substituta O amor está no ar tratava sobre ETs. Claro, não foi bem. Marcou 26 pontos. Foi escrita por Alcides Nogueira. E por fim, em 1997, estreava Anjo Mau, releitura de Cassiano Gabus Mendes com M. Adelaide Amaral como autora. Glória Pires foi a babá Nice dos anos 1990. A trama foi bem: 33 pontos. Enquanto isso as tramas que vieram depois não eram ruins, mas não conseguiram segurar a audiência. Era Uma Vez foi criada para barrar a primeira versão de Chiquititas. Nem é preciso dizer que não conseguiu. Somou 30 pontos. Pecado Capital (Janete Clair / Glória Perez): 28, Força de um Desejo (Gilberto Braga): 26 e Esplendor (Ana Maria Moretzohn): 28 pontos.
Em 2000, Walcyr Carrasco escrevia sua primeira novela para a Globo, a que e considero a melhor. O Cravo e a Rosa trouxe Adriana Esteves e Eduardo Moscovis como os impagáveis Catarina & Petrucchio. Terminou com 31 pontos de média. Sandy e sua primeira e única novela: Estrela-guia marcou os mesmo 31 pontos. Sandy, na época, tinha tudo para se tornar o novo mito. Sua carreira chegou a ser comparada com a de Xuxa. Só que não aconteceu. Seguida por A Padroeira (Walcyr Carrasco): 26 pontos, Coração de Estudante (Emanoel Jacobina / Carlos Lombardi): 30 pontos e Sabor da Paixão (Ana Maria M.): 24, um fiasco. Agora é que são elas, de Ricardo Linhares, fez a audiência subir para 28 pontos. E o parágrafo termina com mais uma trama de Walcyr Carrasco. Evitando os erros que cometeu com A Padroeira, Walcyr se inspirou em O Cravo e a Rosa e criou Chocolate com Pimenta. Deu muito certo: 35 pontos de média geral.
A releitura de Cabocla (Benedito Ruy Barbosa) conquistou 34 pontos. Como uma onda (Walter Negrão): 27 pontos. E Alma Gêmea (39 pontos). Aliás, com Alma Gêmea Walcyr recebia o título de O Rei das Seis (da década). Uma pena ele ter migrado para o horário das sete. Sinhá Moça (Benedito Ruy B.): 33, O Profeta (Ivani Ribeiro / Thelma Guedes e Duca Rachid): 33, Eterna Magia (Elizabeth Jhin): 26, Desejo Proibido (Walter Negrão): 23, Ciranda de Pedra (Alcides Nogueira): 22 pontos. E por fim, a pior história apresentada no horário: Negócio da China, de Miguel Falabella, com 20 pontos.
Com Paraíso, mais um remake de Benedito Ruy Barbosa, a Globo se viu de bem com o ibope novamente: 26 pontos de média geral. Cama de Gato (Thelma e Duca): 24 e Escrito nas Estrelas (Elizabeth Jhin): 26. Araguaia (Walter Negrão): 23 pontos. Cordel Encantado (Thelma e Duca): 26 pontos. A Vida da Gente (Lícia Manzo): 22 pontos. E Amor eterno amor (Elizabeth Jhin): 23 pontos.
As novelas das seis, geralmente são as que apresentam as melhores histórias, mas nem sempre qualidade significa quantidade. Com Lado a lado, de João Ximenes Braga e Cláudia Lage isso é regra: a trama somou só 18 pontos. A novela levou o título de melhor novela do mundo daquele ano superando até Avenida Brasil. Flor do Caribe fez o ibope subir (Walter Negrão): 21 pontos. Joia Rara fez cair novamente (18 pontos). E é outra que ganhou prêmio lá fora. Foi escrita pela dupla Thelma Guedes e Duca Rachid. Meu pedacinho de chão foi escrita por Benedito Ruy Barbosa e marcou 18, também. E Boogie Oogie começou tão bem, mas tão bem, que foi só receber os merecidos elogios para cair por terra. Tinha tudo para se tornar uma grande novela, não foi, e marcou a pior audiência do horário: 17 pontos.
Foi substituída por Sete Vidas, de Lícia Manzo. Uma linda novela: 19 pontos. Atualmente Além do tempo marca a última novela espírita da autora Elizabeth Jhin: está bem, sua audiência supera os 20 pontos de audiência e esses dias empatou com Babilônia, a atual das nove. Está caminhando para ficar na história (das boas lembranças).

Melhor novela das seis: MULHERES DE AREIA, claro! Sem mais comentários.



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