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sexta-feira, maio 27, 2016

Porque Velho Chico não decolou no Ibope

Velho Chico tem uma das imagens mais lindas de todas as novelas da Rede Globo, um bom elenco, boa história, mesmo que arrastada, mas histórias arrastadas são de praxe do universo de Benedito Ruy Barbosa, vide O Rei do Gado, Renascer, Terra Nostra e Pantanal, seus maiores sucessos. Gosto também do colorido de Velho Chico, este muito criticado por alguns. Velho Chico é melhor que A Regra do Jogo, sua antecessora, ainda assim, não agradou os telespectadores.
A audiência está entre 25 e 30 pontos, raramente ultrapassa esta marca e não raramente acumula muitas derrotas para o furacão das sete Totalmente Malhação Demais e pelo menos uma vez por semana vê Eta Mundo Bom!, do horário das seis, superar sua audiência. A trama da insossa Eliza (Marina Ruim Barbosa) faz bonito: é uma história leve, cheia dos contos de fadas, simples, juvenil e bem construída, e claro, vai receber uma linda crítica do blogue na próxima semana. Mais cedo, a trama de Candinho e o burro é a minha preferida: mescla bom humor com a família Buscapé com romances à moda antiga. É uma novela gostosa de se ver e pouco importa se é parecida com as outras do autor do horário.
Fábio Assunção, muito bem na trama-sensação das sete, disse em uma entrevista que o público não quer ver tramas muito fortes. Ele tem razão.
No Vale a pena ver de novo, Anjo Mau está numa crescente. É um remake de 1997 de uma história de 1976 e funciona bem nos dias atuais. No Viva, Mulheres de Areia, de 1993, de uma história  de 1973 é o programa mais visto do canal, está em terceiro no ranking das mais vistas, sendo que nem chegou ao capítulo 100.
Todas com o cunho da gata borralheira que procura o príncipe encantado.
Velho Chico sofre por não investir no romance. Não há um casal que realmente encantou o público. 
Tramas realistas cansaram. Favelas cansaram. Novela voltou a ser sonho. Novela é fantasia. Todos querem se entreter na TV com boas histórias, torcer para as mocinhas, brigar com as vilãs. 
Na última quarta-feira, no Viva, aconteceu o acidente entre Ruth e Raquel. Raquel é dada como morta e Ruth assumiu a identidade da irmã, casada com o grande amor de sua vida. Vi essa cena quatro vezes já (acompanhei todas as reprises) e ainda torço pela Ruth, rio por demais da Raquel enfrentando o sogrinho (Raul Cortez).
Velho Chico não sofrerá cortes bruscos como aconteceu com Babilônia em 2015, mas carece de agilidade. O mínimo para se ter sucesso é termos alguém para torcer e alguém para odiar. Velho Chico não tem nem um nem o outro. Uma pena.
Gosto do autor, também gosto do diretor, mas como dito aqui, na crítica ao primeiro capítulo, o público das nove não é o mesmo de A pedra do reino. Queríamos algo como Pantanal. Foi isso que nos foi anunciado, mas não foi isso que recebemos.

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