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sábado, julho 23, 2016

O sucesso de Haja Coração

Haja Coração recebeu bem de Totalmente Demais e segurou boa parte dos telespectadores do horário e sua trajetória deve ser enaltecida pelo fato de ter uma concorrente à altura. Escrava Mãe, na Record, tem pontuado acima dos 10 pontos. Escrava Mãe é mais uma novela de época como outra qualquer, sem ousadias, mas com uma boa história e com uma Thaís Fersoza espetacular.
Haja Coração prima como uma adaptação de Sassaricando, a que julgo ser um remake em que se mudou só o foco nos papéis principais. Na versão de 1987, o enredo de Tancinha vinha em segundo plano, enquanto o de Aparício Varela reinava. Mudou. A mudança foi certeira.
O que não me anima é o tão tão colorido. Um colorido que leva Haja Coração à comparação com Cúmplices de um Resgate (SBT), mas com o padrão Globo. Agrada em cheio as crianças, mas o que sinto falta é das novelas das sete estilo Quatro por Quatro, com aquele humor rasgado, mas não surreal.

Mariana Ximenes é o grande nome de Haja Coração. Abraçou com garra uma personagem que era sensação no ano de 1987. Cláudia Raia espetacular. Cláudia, aliás, é um primor na comédia. Além de Tancinha, brilhou como Adriana (Rainha da Sucata), Maria escandalosa (Deus nos Acuda), Mina (O beijo do vampiro), Safira (Belíssima). Mariana recebeu uma personagem que figura num dos tipos inesquecíveis de nossa TV e que foi rejeitada inicialmente por Mônica Iozzi. Está perfeita. Não é tão exagerada quanto a versão original (talvez por isso não está fazendo tanto barulho), mas segura a onda como mocinha da atual. Linda mesmo!
Enfim, Haja Coração merece o sucesso que tem. No entanto, sigo com a ressalva do precisa ser tão tão colorida?

A abertura de Sassaricando é mais bonita que a de Haja Coração, mas entendo que com a troca do enredo principal houve a necessidade de mudar o título. Compare:



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