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sábado, julho 23, 2016

Porque Liberdade, Liberdade não repercutiu

Quando estreou, Liberdade, Liberdade chegou com jeito de novela das nove, mas aos poucos foi perdendo força e apesar de ser líder de audiência em seu horário não estourou como sua antecessora, Verdades Secretas, exibida ano passado.
No último dia 12, aliás, teve seu ápice com a primeira transa entre dois homens na TV brasileira. Cena que chocou.
Muito se fala dos atentados pelo mundo, tudo em nome de uma religião, de Deus. Em nome da moral e dos bons costumes. E os atentados que ocorrem todos os dias no Brasil?
Cresci ouvindo que o Brasil é um país preconceituoso, mas que sempre escondeu essa podridão lá no seu íntimo, fechado a quatro chaves.
Em 2016, a censura no país está mais forte que nos idos dos anos 1960 e 70. Não se pode ter opinião para nada. Na verdade, há muitas opiniões, mas nenhuma com embasamento em melhorias. Em época de inúmeras redes sociais, o preconceito segue firme, muito mais forte como nunca.
Parto da premissa que temos sim que expor nossas opiniões. Deve-se debater os mais diversos assuntos. Todavia, precisa-se estudar mais. Ler mais (ler, refletir e aprender). Todo mundo quer falar, mas ninguém para para ouvir. Todos apontam contra o outro. E o nosso eu? Estamos nos avaliando?
Existem homossexuais desde que o mundo é mundo. O mundo de hoje continua apontando como se isso fosse algo anormal. E continua matando, com requintes de crueldade. Nada mudou. Não estou dizendo que isso é certo ou errado, até porque cada um sabe onde é mais feliz. Porém, estamos em 2016. Matar é a solução? Aceitar o diferente não seria o ideal. Não seríamos mais felizes desse jeito? 
Bandidos estão tendo mais direitos que cidadãos honestos?
Os negros continuam sendo apontados com diferença. Por quê?
Existe o contrário também. Existe pessoas ruins em qualquer classe, raça, orientação sexual etc. Vendo as barbáries que acontecem no mundo, pessoas inocentes lá fora e principalmente aqui dentro sendo mortas como se fossem insetos. Revoltante. Há jeito de mudar?
Política não é o forte do blogue, mas fica o desânimo aos humanos (sic) do mundo inteiro. O mundo tem jeito?
Liberdade, Liberdade ainda é atual. Prova viva é que mesmo passado mais de 100 anos da libertação dos escravos, negros precisam de cotas. As máscaras continuam. Liberdade, Liberdade deveria se chamar Prisioneiros, Prisioneiros. Somos prisioneiros de corruptos. Ah, o meu Brasil brasileiro.
Por este motivo acho que Liberdade, Liberdade não foi à forra. A novela é boa. Claro, por ser de época é obrigada a tratar de temas batidos para não fugir do momento em que vivia, mas poderia ter ousado mais. O horário permitia isso. Deveriam mostrar mais a fundo o drama dos negros no país. Com cenas fortes mesmo. Entrado na ferida. Mostrado as dores reais que eles realmente passavam na época. Xica da Silva (1996) se aproximou muito disso e foi o sucesso que foi. Existia tortura mesmo. Tem que mostrar neste ângulo mesmo. Quem sabe com imagens fortes, as pessoas comecem a se sensibilizar com o outro.
No caso dos homossexuais, deve-se sim ousar mais. 
A luta das mulheres à frente de M. Joaquina podia mais. 
Por substituir Verdades, Liberdade foi tímida em tudo (até no nus).
Liberdade, Liberdade foi uma boa novela com chances de ser inesquecível. Não foi e não será, por medo. Por preconceito.

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