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quarta-feira, agosto 31, 2016

Crítica: minissérie Justiça, Globo, 2016

(rede Globo - Facebook)
Justiça seja feita, a minissérie da Globo é muito boa, a autora Manuela Dias, de Ligações Perigosas, conseguiu cruzar todas as histórias num enredo forte, sagaz e verdadeiro. Verdadeira, esse é o adjetivo principal de Justiça. Todas as histórias são reais, tudo ali acontece no dia a dia, atualmente, ainda mais, infelizmente. Bravo Débora Bloch, Cássio Gabus Mendes, Jesuíta Barbosa, Marina Ruy Barbosa, Leandra Leal, Vladimir Brichta, Enrique Diaz, Luísa Arraes, Jéssica Ellen, Cauã Reymond, Antônio Calloni, Marjorie Estiano, Camila Márdila, Ângelo Antônio, Júlia Dalávia, Igor Angelkorte, Drica Moraes, Tobias Carrieres, entre outros. Destaque para a direção, capitaneada por J. Luiz Villamarin.
Justiça seja feita parte 2: a história de Fátima é a que mais comove. Adriana Esteves volta ao ar em grande estilo, aquém de seu último personagem, que eu gostei, mas que não impulsionou a audiência (Inês de Babilônia). Adriana, na verdade, está dominando a minissérie da Globo. Não existe um cristão que não sinta a dor de Fátima, que chore junto com a personagem. No segundo episódio, chorei quando Jesus, o filho mais novo, a reencontra. Linda cena. Com Fátima e Mayara (ou Susi), a filha mais velha, não foi diferente. As palavras de Fátima, mais tarde com o filho, quando disse que ele terá futuro é outro ponto relevante. Por mais bobo que possa parecer, novamente levei um soco no estômago. Injustiça! Uma família do bem destruída pelas traquinagens de outrem. 
Justiça parte 3: Adriana Esteves é unânime a melhor atriz de uma minissérie em que muitos brilham (ou todos!). 
As histórias de Maurício, Rose e Vicente (a de Rose ainda é a mais fraca, pois mesmo o lance do preconceito de cor, ela estava com drogas, era usuária, e também pelo motivo que saiu do enredo de Rose e pulou para o de Débora, que fora estrupada. Gostaria de vê-la subindo os degraus para o sucesso) são todas minuciosas. E como um livro bom, fico ansioso para os acontecimentos. No entanto, nenhuma história foi tão redondinha quanto à de Fátima. Insisto: Justiça sendo feita!

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