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sábado, dezembro 03, 2016

Troféu Mr. TV - Edição 2016


Novela do ano: "Eta mundo bom!" veio despretensiosa. Com ares de filme de Mazzaroppi e O Cravo e a Rosa (2000), conquistou a todos. A trama leve, saudável, apresentou um enredo típico das novelas de Walcyr Carrasco dos anos 2000. Walcyr, aliás, é o autor que mais acumulou sucessos nas últimas duas décadas (desde Xica da Silva, na TV Manchete, 1996). A trupe da fazenda foi o ponto alto da trama. Impossível não se deliciar com a comédia pastelão capitaneada por Dona Boca de Fogo, ops!, D. Cu-negundes! Merece aplausos.


Atriz: a melhor interpretação feminina veio de uma minissérie. Fátima de Adriana Esteves (Justiça) levou às lágrimas todos os telespectadores de terça-feira (dia em que a minissérie apresentava a história da personagem). Adriana foi a heroína perfeita, como há tempos não se via na TV.

Ator: Sélton Mello faz pouco TV, normalmente, figura bastante nas telonas. Augusto, de Ligações Perigosas, foi herói, vilão, seduziu, fez rir, encantou e desencantou, e em todos os momentos, Sélton foi simplesmente incrível. O melhor ator também saiu de uma minissérie. Bravo!

Minissérie: sem sombras de dúvidas, as minisséries do ano foram assinadas pela autora Manuela Dias. Justiça e Ligações Perigosas deram audiência de novela das nove, o que foi merecido. Ligações Perigosas foi extraordinária, leva o prêmio.

Vilã ou vilão: Patrícia Pillar foi a adorável vilã Isabel, de Ligações Perigosas. Espetacular!

Melhor reprise de novela: foi um ano bom de reprises, mas os vilões cômicos de Raul Cortez e Gloria Pires (Virgílio Assunção e Raquel) são sempre bem-vindos. Mulheres de Areia é aquela novela de antigamente que tanto os noveleiros sentem falta, imbatível. 

Ator coadjuvante: Marco Ricca (Mão de Luva).
Atriz coadjuvante: Selma Egrei (Encarnação).
Ator cômico: Anderson di Rizzi (Zé dos porcos).
Atriz cômica: Elizabeth Savala (Cunegundes).
Melhor coisa na TV em 2016: a família buscapé de Eta mundo bom!. Mafalda, Zé dos Porcos, Cunegundes, Quinzinho, Candinho, Quim, Eponina, Manoela e Dita. Saudades.
Humorístico: Tá no ar: a TV na TV.
Infantil: não há bons programas infantis na TV aberta. O melhor, aliás, é uma série dos anos 70, feita por uma emissora mexicana e que nem passa muito na TV, é o Chaves.
Auditório: Tamanho Família (Globo).
Apresentador: Márcio Garcia. Merecido! (Sempre gostei mais dele do que Rodrigo Faro).
Apresentadora: Fernanda Lima (por Amor & Sexo).
Programa feminino: Mais Você.
Programa de esportes: Jogo Aberto (Band). Com ênfase para Renata Fan, Chico Garcia e Heverton Guimarães. Imparciais em seus debates. O restante só cumpre tabela.
Telejornal: Jornal da Globo, o mais noticioso do ano, o que mais tocou no dedo da ferida, não poupando os políticos corruptos.
Âncora: William Waack, extremamente impossível (no bom sentido da palavra).
Reality: neste ano, o BBB (a jogadora Ana Paula trouxe de volta os bons anos do reality).
Melhor programa de entrevistas: Programa do Porchat.
Surpresa: Glória Pires no Oscar. A atriz não assistiu a praticamente nenhum filme, virou meme mundial, divertiu e foi o diferencial na premiação. Nunca foi tão bom assistir à Cobertura da Globo.
Quarteto fantástico: Malu Mader, Carolina Ferraz, Ellen Roche e Renata Augusto (espetaculares em Haja Coração).
Par romântico: Shirlipe (Sabrina Petraglia e Marcos Pitombo).

Considerações finais: o Palmeiras foi o grande campeão brasileiro de 2016, conquistou seu nono título na competição. No entanto, o acidente envolvendo os jogadores (dirigentes, jornalistas e convidados) da Chapecoense estragou qualquer festa (não há condições para isso). Família, amigos, brasileiros e o mundo todo. Todos estão sentidos. Chocou! A morte dos jogadores, principalmente, para quem acompanha o futebol, foi como se alguém da própria família estivesse entre as vítimas. Não tem como segurar as lágrimas num momento como esse. Lágrimas de tristeza. 2016 termina de luto. (Sobre os nossos políticos, foi nojento eles terem se aproveitado da comoção do país para agir na madrugada de terça para quarta, agiram contra o povo brasileiro, não respeitaram a dor, a angústia, foram diabólicos). Mesmo assim, continuo a acreditar no ser humano. Muito de muitão.

Meus sentimentos.





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