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sábado, abril 22, 2017

Crítica: Os Dias Eram Assim, primeiros capítulos

Quando O Astro estreou o horário de novelas das onze, por ser tarde da noite, pouco se esperava dela. O Astro foi bem na audiência e ainda abocanhou o prêmio de melhor novela do mundo. Um ano depois, foi a vez de Gabriela (ótimo remake). Depois Saramandaia e O Rebu (ambas não chamaram tanta atenção, mas foram bem na audiência). Em 2015 estreou Verdades Secretas, a melhor novela do horário. Verdades era rápida, forte e o apelo sexual estava à flor da pele. Com Verdades, descobriu-se um novo público: um público que quer ver cenas fortes, sexo, atores e atrizes nus. Tanto é verdade que Liberdade, Liberdade veio depois (com poucas cenas de sexo em relação à anterior) e deixou um pouco a desejar. 
No último dia 17, a Globo deu início a sua nova novela das onze, agora chamada de supersérie, Os Dias Eram Assim. A trama trata do universo da ditadura, nos áureos 1970 (e 1980), mesclado com o romance de Renato e Alice. Renato Góes é o protagonista e como vai bem na novela (supersérie). Sophie Charlotte é a mocinha (Sophie tem jeito de mocinha e é boa atriz). O antagonista é vivido pelo excelente ator Daniel de Oliveira.
Os Dias Eram Assim começou com o pior ibope de uma novela das onze (o primeiro capítulo marcou 23 pontos), mas foi o segundo o mais broxante de todos os tempos: só 13 pontos.
Apesar das promessas, poucos nus. O público quer nus. É o público do horário. Claro, não adianta só nus e não contar uma boa história. Verdades Secretas tinha muitos nus, mas era uma novela imperdível. Os Dias Eram Assim parece ser uma novela imperdível, a história da ditadura militar promete, e os primeiros capítulos foram muito bons, e além do trio de protagonistas, destacaram-se Antônio Calloni, se especializando em grandes vilões, Susana Vieira, Natália do Vale, Gabriel Leone, Mariana Lima, Marcos Palmeira e Cássia Kiss (principalmente).
Os Dias Eram Assim é escrita por Ângela Chaves e Alessandra Poggi e dirigida por Carlos Araújo, todos merecem aplausos, mas dos nus, acreditem, não se esqueçam deles!

sexta-feira, abril 21, 2017

Vade Retro estreia bem

Vade Retro estreou ontem (20 de abril) com todos os elogios possíveis: Fernanda Young e Alexandre Machado no melhor estilo (lembrando Os Normais). Um primeiro episódio [quase] perfeito. Quase porque o episódio foi um pouco arrastado, mas nada que manche o trabalho de elenco, direção, autores etc.
Tony Ramos como Abel Zebu (a crise de riso de Celeste foi o ponto alto), um vilão cômico, muito diferente do que estamos acostumados. Tony está ótimo no papel, o que não é surpresa e Mônica, estrelando sua primeira protagonista, domina a arte da comédia. Mônica Iozzi, adorada e odiada por muitos, é a mocinha - e politicamente correta - Celeste. Brilhante!
Vade Retro ocupa o lugar de A Grande Família e tem chances de cativar o público do horário (Chapa Quente não conseguiu).
Assim, brincando com o Sagrado e o Profano, as peripécias da advogada e o Diabo prometem. 

quarta-feira, abril 19, 2017

Julia Roberts, uma linda mulher aos 49

A prostituta Vivian de Uma linda mulher, 1990, conquistou Edward, Richard Gere e o mundo inteiro. Todos se curvaram ao talento e à beleza de Julia Roberts. 27 anos depois, Julia ganha pela quinta vez como a mais bela do mundo, pasmem, aos 49 anos. E ela é linda mesmo!

Crítica: A Força do Querer, primeiros capítulos

Glória Perez é assim, normalmente, você começa a gostar muito de suas novelas a partir do capítulo 40, nesse tempo, todas as histórias já estão interligadas e começam a pegar fogo. Com duas semanas no ar, A Força do Querer começou despretensiosa, contando aos poucos seu enredo e, mesmo assim, já demonstra força para seguir adiante. E o coro "Gostei bastante de A Força do Querer" só aumenta.
O bom de A Força do Querer é que no elenco tem muita gente boa.
Marco Pigossi em seu melhor papel. É o herói da trama, bronco lembra o Petrucchio. Jeiza lembra a Catarina. Mesmo ainda não estando juntos, todo mundo torce pelo casal (futuro casal). Paolla está muito bem também.
Ísis Valverde é Ritinha, ora boa, ora má, ora ardilosa, ora ingênua. Grande atriz. Lindo personagem. Uma linda mulher!
Lília Cabral está ótima. M. Fernanda Cândido está ótima. Juliana Paes está ótima. Debora Falabella está ótima. Humberto, Dan, Rodrigo e Edson, ótimos.
Fiuk não é bom ator, mas Ruy tem carisma, por isso, o filho de Fábio Jr., o irmão da Cléo, corre bem (por fora).
Tonico Pereira, Elisângela, Linzmayer, Cláudia Mello, Juliana Paiva, Mariana Xavier, Gisele Fróes, Pedro Nercessian, Zezé Polessa, Luci Pereira estão perfeitos.
Linda novela com lindos atores. Dentre todos eles, dois estão se sobressaindo (ou comendo pelas beiradas). São eles:
Carol Duarte, a Ivana. Linda sua história. Aplausos à atriz estreante.
E Emílio Dantas, o Rubinho. Eu torço pelo Rubinho. Grande ator, talentoso, bonito e carismático.
Destaque para a direção de Pedro Vasconcelos e Rogério Gomes.
Baseado no início de A Força do Querer, é merecido seu sucesso (e merece mais).

10 motivos para você assistir Dancing Brasil

Estreou há três semanas Dancing Brasil, o novo programa de Xuxa, e tirando o público de São Paulo (que é o que conta, mesmo não concordando, pois todo o Brasil consome as marcas que passam nos comerciais da TV), o reality agradou. No Rio de Janeiro, por exemplo, Xuxa oscila entre 8 e 10 pontos. Em São Paulo, a média é bem menor: 5 pontos (uma pena, mesmo).


10 bons motivos para assistir ao Dancing Brasil:


  1. A "boa e velha" Xuxa está de volta. Mais comedida (nem tanto assim), a loira mais famosa do Brasil está segura frente ao reality. Xuxa diverte, vibra, alfineta e deixa todo mundo brilhar. Aplausos!
  2. Dancing Brasil é melhor que o Dança dos Famosos. Tem mais tempo no ar, os jurados são mais ácidos, os temas são mais difíceis.
  3. Por enquanto, Léo Miggiorin, Maitê Piragibe, Jade Barbosa, Sheila Mello e Micael Borges estão entre os melhores.
  4. O programa exibido na última segunda (17 de abril) foi o mais divertido, mais bonito. Jade dançou muito. Sheila foi formidável. Maitê, belíssima. Vale a reprise (para quem não viu) no sábado (próximo).
  5. Xuxa de Meryl Streep em Mamma Mia foi espetacular. Quando ela volta a dançar?
  6. Xuxa ao vivo: muito boa as tiradas da apresentadora. 
  7. O tímido Sérgio Marone está melhorando a cada programa. Promete!
  8. Mc Gui dança pior do que eu, você, seu pai, meu avô. E ele ri de si mesmo. Impagável.
  9. Para os fãs de futebol, tem Richarlyson. O conhecido jogador ex-São Paulo é bastante emotivo e também muito perfeccionista. Por isso, é o que mais sofre, mas já tem torcida.
  10. A Argentina está de olho no programa, muito pela Xuxa. E sim, o programa é muito bom mesmo. 
Com Xuxa tirando de letra o Dancing, por que a Globo não apostou nela com o The Voice?

Preferiu o Tiago Leifert (que é muito bom) e o André Marques (que é muito ruim).

sábado, abril 01, 2017

Crítica: A Lei do Amor, último capítulo

Maria Adelaide Amaral escreveu Anjo Mau (versão 1997), Ti-ti-ti (versão 2010), Sangue Bom (2013), minisséries como A Casa das Sete Mulheres (2003), A Muralha (2000), Os Maias (2001). Todas muito boas. Quando anunciaram M. Adelaide para o horário nobre, a alegria tomou conta de muita gente (minha, inclusive). A Lei do Amor era para ter sido chamada de Sagrada Família, porém ambos os títulos não dizem nada da história que foi apresentada. A Lei do Amor foi, aliás, um tiro no pé nos fãs de Maria Adelaide. Que novela ruim!
A audiência é a segunda pior do horário: 27 pontos. Ganha somente de Babilônia (2015), que marcou 25. Todas as duas foram mutiladas por conta de seu ibope. A Lei do Amor deveria ter se chamado O Samba do Crioulo Doido, porque tudo que parecia ser não era. Tudo se perdeu. 

O último capítulo foi mais ou menos, mais para menos.

Sobre a audiência: o capítulo derradeiro deu mais que Velho Chico (35), Babilônia (34) e Em Família (37). A Lei do Amor somou 38 pontos com picos de 41. 41 pontos, diga-se, foi a audiência do último capítulo de A Regra do Jogo.
A revelação de Marina que era, na verdade, Isabela, era a mais esperada da noite. Decepcionou. Marina /Isabela fez tudo aquilo por vingança, e no final não conseguiu concluir seu plano.
Na minha cabeça, Isabela sempre foi Marina. Marina teria se transformado em Isabela para se vingar da família de Magnólia ou de Tião, tanto que os investigava no início, mas acabou se apaixonando por Tiago. Por um momento, a novela era dos dois. Todos torciam pelo casal. Até que, por ironia do destino, Marina sofre um atentado. Ela não morreu e volta para concluir sua vingança, agora como Marina, com muito mais ódio. Se aproximou de Magnólia, virou sua confidente, a ajudou contra Tião e o mistério em torno da personagem só crescia. Nessa época, Tiago já estava muito bem casado com Letícia, que de chata virou a mocinha da trama, roubando o posto que era antes de Isabela. Se Isabela era a Ruth, Marina tinha muito de Raquel, só que Tiago nem um pouco lembrava o Marcos, virou um Tonho da Lua. Enfim, Marina em nada participou da derrocada de Tião e Magnólia e fez tudo aquilo sendo Isabela, porque pensava que Tiago tentou matá-la. Sofrível. E sem explicação ficou o forjado passado de Marina. Como Isabela conseguiu enganar Tião? Ainda neste núcleo: Letícia ficou com Antonio. Esse é só um exemplo de como A Lei do Amor se perdeu no caminho.
A história do sequestro de Helô. Santo Deus, se era para termos pena da personagem, o tiro saiu pela culatra. A heroína está grávida, a gravidez é de risco, o bebê é a salvação de Letícia e, mesmo assim, Helô faz greve de fome. Fora a história manjada.
A interpretação de Vera Holtz como Magnólia foi uma exceção na história, uma rara exceção.
Agora, muito linda foi a cena de Letícia visitando o pai de criação (Tião), que sofreu um AVC e ficou de "cama". José Mayer foi perfeito. Emoção pura.

Algumas críticas aos principais atores de A Lei do Amor:

José Mayer: Tião foi o melhor personagem em anos do ator, mas podia mais, não por culpa do ator, Mayer defendeu seu Tião até onde podia. 

Reynaldo Gianecchini: Pedro foi sua pior atuação em novelas. Intragável. Dele, não havia gostado apenas de Ricardo, de As Filhas da Mãe (2001). Reynaldo retrocedeu como Pedro. Parecia forçado, sabe quando alguém não está gostando de estar em tal lugar, foi essa a impressão que o ator passou. Que volte logo à TV e tire essa mancha ruim.

Cláudia Abreu: a atriz é ótima, mas Helô foi uma mocinha chata, parada, boba, em nada lembrava a Helô de Isabelle Drummond. Um personagem para se esquecer.

Grazi Massafera: Luciane era ardilosa, baixa, e também muito carinhosa, justa. Grazi tirou de letra, foi, depois de Vera Holtz, a melhor da novela.

Cláudia Raia não funcionou. O par Daniel Rocha só atrapalhou.

Heloísa Perissé e sua trupe foram a segunda pior coisa da novela. Núcleo que não precisava existir. Segunda pior, pois nada foi tão difícil de engolir como Helô e Pedro de detetives. Chatos de doer. Pareciam confinados do BBB, sempre conspirando contra Magnólia. 

Enfim, A Lei do Amor, de M. Adelaide Amaral e Vincent Villari chega ao fim e não deixará saudades. Nenhuma saudade!

Em tempo: o que era os visuais de Cláudia Abreu e Isabela Santoni na passagem de tempo?