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sábado, abril 01, 2017

Crítica: A Lei do Amor, último capítulo

Maria Adelaide Amaral escreveu Anjo Mau (versão 1997), Ti-ti-ti (versão 2010), Sangue Bom (2013), minisséries como A Casa das Sete Mulheres (2003), A Muralha (2000), Os Maias (2001). Todas muito boas. Quando anunciaram M. Adelaide para o horário nobre, a alegria tomou conta de muita gente (minha, inclusive). A Lei do Amor era para ter sido chamada de Sagrada Família, porém ambos os títulos não dizem nada da história que foi apresentada. A Lei do Amor foi, aliás, um tiro no pé nos fãs de Maria Adelaide. Que novela ruim!
A audiência é a segunda pior do horário: 27 pontos. Ganha somente de Babilônia (2015), que marcou 25. Todas as duas foram mutiladas por conta de seu ibope. A Lei do Amor deveria ter se chamado O Samba do Crioulo Doido, porque tudo que parecia ser não era. Tudo se perdeu. 

O último capítulo foi mais ou menos, mais para menos.

Sobre a audiência: o capítulo derradeiro deu mais que Velho Chico (35), Babilônia (34) e Em Família (37). A Lei do Amor somou 38 pontos com picos de 41. 41 pontos, diga-se, foi a audiência do último capítulo de A Regra do Jogo.
A revelação de Marina que era, na verdade, Isabela, era a mais esperada da noite. Decepcionou. Marina /Isabela fez tudo aquilo por vingança, e no final não conseguiu concluir seu plano.
Na minha cabeça, Isabela sempre foi Marina. Marina teria se transformado em Isabela para se vingar da família de Magnólia ou de Tião, tanto que os investigava no início, mas acabou se apaixonando por Tiago. Por um momento, a novela era dos dois. Todos torciam pelo casal. Até que, por ironia do destino, Marina sofre um atentado. Ela não morreu e volta para concluir sua vingança, agora como Marina, com muito mais ódio. Se aproximou de Magnólia, virou sua confidente, a ajudou contra Tião e o mistério em torno da personagem só crescia. Nessa época, Tiago já estava muito bem casado com Letícia, que de chata virou a mocinha da trama, roubando o posto que era antes de Isabela. Se Isabela era a Ruth, Marina tinha muito de Raquel, só que Tiago nem um pouco lembrava o Marcos, virou um Tonho da Lua. Enfim, Marina em nada participou da derrocada de Tião e Magnólia e fez tudo aquilo sendo Isabela, porque pensava que Tiago tentou matá-la. Sofrível. E sem explicação ficou o forjado passado de Marina. Como Isabela conseguiu enganar Tião? Ainda neste núcleo: Letícia ficou com Antonio. Esse é só um exemplo de como A Lei do Amor se perdeu no caminho.
A história do sequestro de Helô. Santo Deus, se era para termos pena da personagem, o tiro saiu pela culatra. A heroína está grávida, a gravidez é de risco, o bebê é a salvação de Letícia e, mesmo assim, Helô faz greve de fome. Fora a história manjada.
A interpretação de Vera Holtz como Magnólia foi uma exceção na história, uma rara exceção.
Agora, muito linda foi a cena de Letícia visitando o pai de criação (Tião), que sofreu um AVC e ficou de "cama". José Mayer foi perfeito. Emoção pura.

Algumas críticas aos principais atores de A Lei do Amor:

José Mayer: Tião foi o melhor personagem em anos do ator, mas podia mais, não por culpa do ator, Mayer defendeu seu Tião até onde podia. 

Reynaldo Gianecchini: Pedro foi sua pior atuação em novelas. Intragável. Dele, não havia gostado apenas de Ricardo, de As Filhas da Mãe (2001). Reynaldo retrocedeu como Pedro. Parecia forçado, sabe quando alguém não está gostando de estar em tal lugar, foi essa a impressão que o ator passou. Que volte logo à TV e tire essa mancha ruim.

Cláudia Abreu: a atriz é ótima, mas Helô foi uma mocinha chata, parada, boba, em nada lembrava a Helô de Isabelle Drummond. Um personagem para se esquecer.

Grazi Massafera: Luciane era ardilosa, baixa, e também muito carinhosa, justa. Grazi tirou de letra, foi, depois de Vera Holtz, a melhor da novela.

Cláudia Raia não funcionou. O par Daniel Rocha só atrapalhou.

Heloísa Perissé e sua trupe foram a segunda pior coisa da novela. Núcleo que não precisava existir. Segunda pior, pois nada foi tão difícil de engolir como Helô e Pedro de detetives. Chatos de doer. Pareciam confinados do BBB, sempre conspirando contra Magnólia. 

Enfim, A Lei do Amor, de M. Adelaide Amaral e Vincent Villari chega ao fim e não deixará saudades. Nenhuma saudade!

Em tempo: o que era os visuais de Cláudia Abreu e Isabela Santoni na passagem de tempo?

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