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quinta-feira, janeiro 04, 2018

O mundo invertido

O Jornal da Globo perdeu com a saída de William Waack. Sim, os brasileiros são preconceituosos, não só o William (se é que ele é, sua frase foi), e não só com negros. No entanto, é o jornalista mais competente da atualidade. Não faz a linha do politicamente correto. Não se justifica o que William fez, não há nem defesa para o ato (racismo é crime, mas ele nem foi preso), mas na Globo, principalmente, fazia a diferença, não era engessado (ele não é bonitinho como o Evaristo, que saiu, nem tão simpático como a Annemberg, mas n vezes melhor que seu xará, o Bonner, tinha opinião, doa a quem doesse). 
O mundo está feminista demais, sou a favor da igualdade, de todos serem corretos uns com os outros, mas este "feminismo" prega que mulher pode trair igual ao homem. Ninguém deve trair, caramba! É visto com bons olhos uma mulher ir à (revista) Veja e declarar que traiu todos os homens de sua vida, menos o atual, claro. Não, isso não é bonito para mim. Não deveria ser para ninguém. Isso é ser feminista? Até onde eu sei feminismo não era para ser o contrário de machismo, mas é isso que está acontecendo com o mundo. 
Temos, então, que aceitar Pablo Vittar, ops, a Pablo Vittar, o não binário, a cantora com nome de homem, mas que é homem, mas que não canta nada para sequer ser chamada de cantora. O atual sistema precisa de um não binário. Bando de hipócritas. Os mesmos que afundaram William por aquele comentário infeliz, são os mesmos que fazem aquele comentário infeliz todos os dias. A censura tomou conta e isso dá medo. Os caras odeiam os negros, mas fingem gostar. As mulheres traem os homens, para se igualar. Está tudo invertido. 
Eu entendo que a demissão de Waack foi a decisão acertada (uma pena pelo profissional). Não sou negro, não faço ideia do que é ser chamado de preto (naquelas proporções), do quanto isso pode ferir, sou homem, sou capaz de saber como é ser abusado sexualmente/verbalmente (tirando as cantadas de outros homens, que, com respeito, tiramos isso de letra) (Assédio sexual e moral é crime, mas ninguém é preso por isso). Respeitemos o ser humano do jeito como ele é. O mundo está politicamente correto, está chato.
Não consigo enxergar um retorno de José Mayer às novelas. Foi correto ele ter sido denunciado? Foi, óbvio! O que não entra, de jeito nenhum, é as tais atrizes nunca o terem denunciado? Tem muita coisa omitida nessa história.
Precisamos de leis mais severas. Cometeu um crime, seja qual ele for, tem que pagar pelos seus atos, mas precisamos de mais verdades. Fica tudo nas entrelinhas, nada é aprofundado. Direitos humanos para humanos direitos. Quero sonhar com um mundo melhor. Posso?
Mulher, hoje, deve se comportar igual às grandes cantoras atuais? Esqueçam os padrões religiosos. Homens, para que servem mulheres que rebolam com shortinhos minúsculos? É dessa forma que querem o respeito dos homens? Esqueçam o machismo (isso é retrógrado), mas homem é muito visual. Caminhemos para frente! Muita coisa não dá para mudar: homem tem pênis, mulher menstrua. Amanhã, do jeito que a coisa anda, os homens estarão usando absorvente sem precisar. 
Eu não sou homofóbico, só para constar, porque hoje é preciso falar disso. Sem rótulos, por favor, somos humanos, todos nós, seja qual for a sua orientação.
Se pararmos para pensar, tudo é política, tudo envolve dinheiro. Nada é feito para o bem do povo. Desculpem o desabafo, mas estou com ânsia disso tudo. Dessa coisa de "coxinha" e "mortadela", de corruptos voltando para suas casas, sem devolver um tostão para os cofres públicos, para essa Lei Rouanet que deixa até os mais respeitados artistas ávidos por sempre mais dinheiro, com o descaso com os professores, com a saúde pública, com tanta gente morrendo às custas do Querer sempre o Poder.

Em tempo: ainda sobre o Waack, mesmo ele tendo falado uma frase racista, seja ela uma piada ou não, isso não justifica, a Globo não lhe deu a chance de se desculpar e/ou se explicar.

Resposta de William (14 de janeiro de 2018): leia aqui.

A melhor entrevista de William você aqui, coisa que não se viu na Globo.

Com isso, reitero a primeira linha do post: Jornal da Globo perdeu com a saída de William Waack.

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