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quarta-feira, janeiro 03, 2018

Por que os críticos odeiam Walcyr Carrasco?

Por que o autor Walcyr Carrasco é tão odiado pela crítica? Walcyr iniciou como autor em 1989 com Cortina de Vidro, do SBT, a trama que contou com Sandra Annemberg (sério, você não leu errado, dá um Google na carreira da jornalista e assista aos vídeos dela como atriz) num dos papéis principais. A novela foi um fracasso, com míseros 6 pontos de audiência. No entanto, não é desse ano que conheço o trabalho de Walcyr, mas, sim, como colunista da revista Contigo, nos anos 1990. Era, sem dúvida, a melhor coluna da revista (Parabólica). Walcyr comentava as novelas da época, a interpretação dos atores etc. (algo como o Mr. TV faz, mas com a assinatura Walcyr Carrasco) (Sim, Walcyr é referência para o blog). 
Seu retorno à TV como autor aconteceu em 1996 com Xica da Silva (ele assinava o pseudônimo Adamo Angel, pois tinha um contrato com o SBT). A trama foi um dos maiores sucessos da TV Manchete (extinta um tempo depois). Silvio Santos não o repreendeu ao descobrir. Com isso, nasceu Fascinação (uma das novelas mais bonitas do SBT). Diante de dois acertos televisivos seguidos, a Globo, rápida, o contratou. O Cravo e a Rosa, Chocolate com Pimenta, Alma Gêmea, Caras e Bocas, Morde e Assopra, Gabriela, Amor à Vida, Verdades Secretas, Êta mundo bom! e O Outro Lado do Paraíso são sucessos inegáveis. Houve dois fracassos: A Padroeira e Sete Pecados. Walcyr é o autor que mais trabalha na Globo, quase uma novela por ano. Ele também já declarou ser fã de Ivani Ribeiro (Ivani era um ícone da TV, anos-luz melhor que Janete Clair, outro ícone). Ele escreveu 15 novelas e apenas três não obtiveram o êxito desejado, mas mesmo assim ele é pisoteado pela crítica. Por quê?
Walcyr é um jornalista/colunista de TV que deu muito certo na TV. Do tempo da Contigo é o que foi mais longe (acho que isso ainda dói). A crítica insiste em apedrejar seus diálogos. Manoel Carlos, o rei dos diálogos, não faria sucesso hoje com as sequências intermináveis de bate-papo no sofá da sala entre seus personagens, o público de hoje quer ritmo, a todo momento, tão verdade é isso que as últimas tramas do autor foram insucessos (Viver a Vida e Em Família). Entretanto, em uma coisa eu concordo, ele pode sim se aprofundar um pouco mais no drama dos personagens. Mesmo assim, O Outro Lado do Paraíso é superior à A Força do Querer. Nas conversas com os telespectadores que assistiam à A Força do Querer e continuaram com O Outro Lado do Paraíso, a resposta é sempre a mesma. Todos preferem a de Walcyr. Glória Perez frustou a maioria por ter deixado tudo para o último capítulo e não ter focado no reencontro de Ruy e Zeca. Isso os renomados críticos não falam (não é uma crítica à novela anterior, que assistia com entusiasmo), mas a atual tem ritmo de série, nenhum capítulo fica enrolando. Não à toa, Walcyr ostenta o título de fenômeno de audiência. 

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