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sábado, abril 13, 2019

Bruna Linzmeyer virou ícone LGBT, e isso é bom, porém, muita coisa que ela fala ou faz serve apenas para chocar





Bruna Linzmeyer, capa da revista Quem, da Editora Globo: "Minha alegria de dar um beijo na rua ninguém vai me tirar". Bruna Linzmeyer fala sobre o orgulho de ser abertamente lésbica (Observatório G). "Perdi contratos por me assumir lésbica" (Bruna na Marie Claire). Bruna Linzmeyer, atriz de bons papéis na TV, em especial a Linda de Amor à Vida e a professorinha Juliana de Meu Pedacinho de Chão, desde que se assumiu lésbica, tem aparecido muito mais pela orientação sexual do que pela artista (boa que já provou que é).

Por quê?

Porque as lésbicas precisam de uma porta-voz. É bem verdade isso. E Bruna choca por ser bonita. Como uma atriz linda como ela é, que poderia ter todos os galãs, prefere mulheres? Bruna tem todos os olhares em cima dela por conta de sua orientação e sabe que a Globo não seria tola de perder alguém que atinja em cheio um público que precisa de alguém que não só os entenda, mas que viva os mesmos problemas que eles.

Existe sim muito preconceito, apesar de que atualmente muitas pessoas estejam sabendo lidar com as diferenças, longe, claro, de ser um número razoável. Não está na hora de os mocinhos se assumirem? Bons atores convencem no papel de galã, de hétero, de comedor, de cafajeste, de vilão etc. Quem ainda acredita que se um ator ou uma atriz se assumir gay, lésbica, bissexual, o público vai rejeitar uma novela por isso?

Certamente, no início haverá estranhamento. Como assim Bruna Linzmeyer é lésbica? Uma mulher tão bonita! Isso foi no começo, hoje até surgem comentários desse tipo, mas mais em cima das declarações da atriz (que são feitas para se pensar, se discutir etc.). Ela quer chocar! Posso não concordar com tudo que a Bruna diga ou faça, mas tenho que ter empatia por ela, afinal, ela não está desrespeitando ninguém. A única coisa que a Bruna não deve perder é a concentração em sua carreira: mesmo com aqueles lindos olhos, falta luz naquele olhar. Ela tem talento para muito mais.

Apoio o feminismo, assistia à Espelho da Vida e realmente ainda há em pleno século XXI homens como o Coronel Eugênio, há mulheres também, todas criadas nesse ambiente machista. Quando uma mulher vai a público (na verdade, as artistas são ofendidas em suas próprias redes sociais) criticar o cabelo curto da Bruna Marquezine (trocando um pouco de Bruna), ou chamar a Xuxa de velha, ou vagabunda, ou que cabelo raspado é coisa de homem, meio que se denigre também, impondo a elas mesmas que sejam sempre lindas e perfeitas.

Também estou em um processo de evolução: até um tempo atrás me chocava ver dois homens de mãos dadas, para dar apenas um exemplo, e ainda algumas coisas me chocam, e talvez continuarão a me chocar, parto da premissa de que ninguém precisa saber de sua vida sexual. Ainda assim, a palavra que deve mover tudo isso é Respeito. Com isso posso entender que dois homens de mãos dadas ou se beijando em público não é diferente de ver um homem e uma mulher fazendo a mesma coisa. Entendo que isso é amor. Não tem como ser indiferente ao amor. Respeite o amor. Respeite o ser humano. O respeito deve ser ilimitado. 

Da Bruna, retornando a linda Linzmeyer, respeito todas as suas declarações. Concordo com quase tudo, ela quer ser ouvida, quer ser respeitada. Deve ser ouvida e deve ser respeitada. Bruna não deixou de ser mulher por gostar de outra mulher. Porém: ninguém precisa andar nu para ser notado. Precisamos apenas de verdades. Mulheres não precisam ser homens (o contrário também é válido). Se quiserem também, nenhum problema. Meu corpo, minhas regras, ok, também é válido. Se um homem engravidasse, o aborto já teria sido legalizado, ok, também é válido. Não concordo! Mas é válido. Explico minha posição: quando a mulher carrega um bebê em seu ventre, ela está carregando consigo um outro corpo, teoricamente, esse corpo não é dela, tem ela o direito de tirar a vida de outra pessoa? Enfim, não sou o dono da verdade, nem tenho essa pretensão. E sou homem. Há quem diga que não tenho o direito de opinar. OBS.: sejamos humanos de respeito. Sejamos humanos que praticam a empatia. Tenhamos amor no coração. 

Se você ainda tiver dúvidas sobre o que o feminismo significa, pode perder a vergonha de perguntar, pesquisar, se dê uma chance de entender esse revolucionário movimento que só ameaça quem não quer que o mundo mude. Se é difícil para algumas mulheres entenderem, imagine para os homens. Tudo bem se você não entende, ninguém nos ensina a ser feminista, assim como não nos ensinam a não ser racista ou homofóbico, nós aprendemos com o tempo, porque a vida nos ensina didaticamente que é desumano nosso privilégio se sustentar sobre o sofrimento alheio. O feminismo não quer o poder, a revanche, o feminismo só quer aquilo que você também pede em suas orações, um mundo mais justo, em que nossa humanidade prevaleça.

Mulheres feministas não são as mulheres que andam sem camisa, com os seios de fora, desrespeitam as religiões, as pessoas, os homens etc., essas distorcem o movimento. 


Há uma cantora famosa, a mais famosa da atualidade, que vive se declarando bi, mas dela não entraremos em detalhes, porque ali tudo é marketing, e promiscuidade não combina com feminismo. A Bruna, sim, mesmo não concordando com tudo (ainda), merece todos os aplausos, porque ela coloca a cara à tapa, e até então, não está ofendendo ninguém, porém, que não transforme sua orientação num espetáculo. Ali está o ponto crucial.

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